O papel de Deus na vida pública

 ROMA, domingo, 19 de junho de 2011 (ZENIT.org) –  Numa época em que a religião é apresentada como prejudicial ou nociva para a sociedade, o cardeal Francis George, de Chicago, publica um livro em que defende com firmeza que a religião pode dar uma contribuição única ao bem comum. Em God in Action: How Faith in God Can Address the Challenges of the World (Deus em Ação: Como a Fé em Deus pode afrontar os Desafios do Mundo), publicado em maio, ele esclarece desde o princípio que não fala de religião no sentido de influência sobre o pensar e o agir, ou como filosofia de vida. Em vez disso, o livro procura enxergar como Deus age nesta época. Ele segue a recomendação do Vaticano II de ler os “sinais dos tempos”.  …..
A autonomia humana se tornou o valor mais importante e o progresso substituiu a providência; o papel de Deus, portanto, sumiu da consciência popular em grande medida, observa o cardeal George.
Ele também explica que a tendência da filosofia moderna de exaltar a vontade acima da razão influenciou a reação a situações em que a vontade de Deus se contrapõe aos nossos desejos. Em vez de ver o seguimento da vontade de Deus como um modelo de santidade e de alegria, a submissão a Deus é tida como servidão a um poder arbitrário.
A partir dos séculos XVII e XVIII, os pensadores modernos reduziram Deus à causa primeira que não tem papel vital algum na sociedade. Assim, a religião se torna um assunto privado sem valor normativo.
Com isto, Deus foi diminuído a mero símbolo vazio. Daí a ver Deus como ameaça ao progresso humano foi só um passo, como ocorreu com Feuerbach, Marx e Freud.
“Mais cedo ou mais tarde, os que se acham totalmente livres para determinar sua própria identidade e suas ações sem Deus negarão a existência dele”, afirma o cardeal.
Liberdade
Ele pergunta ainda como considerar que a ação de Deus fortalece a liberdade humana em vez de ser uma ameaça contra ela.
A partir de Tomás de Aquino, o cardeal explica que Deus não só cria, mas sustenta o que criou. E as criaturas agem de maneira determinada porque Deus lhes deu essa determinada natureza.
Um ato livre, cujo fim respeita a natureza humana, se realiza sob a providência de Deus, não importa o trivial ou profundo que esse ato seja. Desta perspectiva, a influência de Deus não fica de fora da estrutura do nosso agir, nem é uma imposição sobre a nossa liberdade.
Já o agir com um fim contrário ao bem da nossa natureza humana não é liberdade verdadeira, já que, segundo Tomás de Aquino, a liberdade se orienta ao bem.
O cardeal George recomenda que, se redescobrimos a perspectiva bíblica de um Deus que fala e age, podemos ver Deus como um amigo da liberdade humana. Um Deus que se encarnou em Jesus e em quem duas vontades atuam em conjunto, a divina e a humana.
“A liberdade humana de Jesus, devidamente ordenada, não bloqueava a liberdade divina, mas era imagem dela”.
Apresentada a sua postura, o cardeal George dedica a maior parte do livro a diversas considerações que exploram o papel de Deus na sociedade, a busca da verdade, o corpo humano e as áreas da economia e das relações internacionais.
No capítulo sobre a liberdade e a verdade, ele afirma que Deus age livremente ao criar homens e mulheres. Os seres humanos, por sua vez, participam desse dom ao agir livremente. Mas se a mentira nos prende, o nosso agir humano impede colaborar com Deus, que é a verdade.
Verdade
Em contraste com a pessoa autônoma, que se define por decisões baseadas no desejo individual, existe outro sentido de pessoa, baseado tanto na fé como na razão, defende o cardeal.
A ciência e a tecnologia podem dar respostas a muitas perguntas, mas temos que ter também um conhecimento de nós mesmos que venha de perguntas como “quem sou?” e “o que devo fazer?”. As respostas para essas questões não podem ser deduzidas das leis da física, mas devem vir de uma fonte espiritual regida e aperfeiçoada pela verdade.
Nessa fonte espiritual, encontramos uma verdade que nos convence e nos abre para nós mesmos, para os outros e para o nosso mundo.
“A nossa dignidade como pessoas tem sua raiz na liberdade refletida em Deus, na liberdade que chega à consciência pela razão natural e pela resposta à autorrevelação gratuita de Deus”, afirma George.
Numa sentença do Tribunal Supremo dos Estados Unidos que estabelecia o direito constitucional ao aborto, os juízes afirmaram, lamentavelmente, que a essência da personalidade é a capacidade de controlar e definir por si mesmo o significado e o propósito da vida.
Esta passagem consagra por lei o preceito da liberdade como separado de toda relação. “É a liberdade separada da verdade das coisas”, critica o cardeal.
Recuperar esta verdade é vital para encarar os desafios de muitas questões de bioética, diz ele em outro capítulo.
Não podemos esperar uma conversa sobre a dignidade humana se partimos de uma visão da pessoa como mera coleção de genes.
Precisamos encontrar a dignidade humana como uma característica da natureza humana que não pode se perder. A dignidade nos vem também da aceitação do dom da salvação de Deus e da vida nele.
Negócios
A separação da fé dos assuntos ordinários da vida não é um problema novo para os cristãos – assinala o cardeal George no início do capítulo dedicado à economia.
Se olhássemos para os negócios como uma vocação, eles poderiam se converter em um caminho para alcançar a santificação pessoal e ajudar os demais a alcançá-la também. Desse modo, o trabalho chega a ser muito mais que cumprir com as normas e protocolos de uma empresa.
O trabalho se faz dentro de uma comunidade de pessoas, e serve também à comunidade – defende o cardeal. As pessoas unem-se ao serviço da sociedade. O mercado oferece muitas oportunidades para ser criativos e produtivos e de criar riqueza. Isso é bom, mas há uma ordem de importância.
Os manuais de negócios aconselham que as melhores empresas são as que respeitam e cuidam de seus empregados – observa. Isso, no entanto, é uma reflexão e uma verdade profunda, quer dizer, que fomos criados por Deus como seres sociais.
É errôneo interpretar que o livro do Gênesis considera o trabalho uma maldição. Pelo contrário – insiste o cardeal George – é uma atividade criativa e trabalhamos imitando a atividade criativa de Deus. Para um crente, portanto, o trabalho é participar do plano de Deus para o mundo.
“O trabalho é parte de nosso ser criaturas de Deus, de trabalhar em consonância com seu propósito e estabelecer o objetivo de alcançar o que é bom para nós e para os demais”, explica.
A crise econômica levou algumas pessoas religiosas a falar como se fosse mau obter lucros. Não é assim – afirma o cardeal George –, pois quando uma empresa alcança lucros, utilizou seus recursos de maneira correta e, nesse sentido, devem ter sido satisfeitas as necessidades humanas.
Ainda assim, o lucro não é o critério para julgar a situação de uma empresa. É possível que as contas estejam em ordem e, ao mesmo tempo, as pessoas que integram a comunidade de trabalhadores possam ser humilhadas e ofendidas.
Deis não dita nossas decisões em ordem social, econômica e política, mas a medida que avançamos em nossas vidas, a atividade humana mais importante é a busca de Deus – conclui o cardeal. Uma advertência oportuna em uma época em que as pessoas se colocam com demasiada frequência como centro de atenção.

Por Padre John Flynn, L.C.
Fonte: http://www.zenit.org

Anúncios

As profecias de São Nilo para Século XX

  • Depois do ano 1900, por meados do século XX, as pessoas desse tempo tornar-se-ão irreconhecíveis …
  • Quando se aproximar o tempo da vinda do Anticristo, a inteligência dos homens será obscurecida pelas paixões carnais: a degradação e o desregramento acentuar-se-ão. O mundo, então, tornar-se-á irreconhecível.
  • As pessoas mudarão de aparência, e será impossível distinguir os homens das mulheres, por causa do atrevimento na maneira de se vestir e na moda de seus cabelos. Essas pessoas serão desumanas e como autênticos animais selvagens, por causa das tentações do anticristo.
  • Não se respeitará mais os          **  * ** * * * ** *   pais e os mais idoso. O amor desaparecerá.
  • E os pastores cristãos, bispos e sacerdotes, serão homens frívolos, completamente incapazes de distinguir o caminho à direita, ou à esquerda.
  • Nesse tempo as leis morais e as tradições dos cristãos e da Igreja mudarão.
  • As pessoas não praticarão mais a modéstia e reinará a dissipação! A mentira e a cobiça atingirão grandes proporções, e infelizes daqueles que acumularão riquezas!
  • A luxúria, o adultério, a homossexualidade, as ações secretas e a morte serão a regra da sociedade. Nesse tempo futuro, devido o poder de tão grandes crimes e de uma tal devassidão, as pessoas serão privadas da graça do Espírito Santo, recebida no seu batismo, e nem sequer sentirão remorsos.
  • As Igrejas serão privadas de pastores piedosos e tementes a Deus, e infelizes dos cristãos que restarem sobre a terra, nesse momento!
  • Eles perderão completamente a sua Fé, porque não haverá quem lhes mostre a luz da verdade.
  • Eles se afastarão do mundo, refugiando-se em lugares santos, na intenção de aliviar os seus sofrimentos espirituais, mas, em toda a parte, só encontrarão obstáculos e contrariedades.
  • Tudo isto resultará do fato de que o Anticristo deseja ser o senhor de todas as coisas, e se tornar o mestre de todo o Universo. Ele realizará milagres e sinais inexplicáveis. Dará também a um homem sem valor uma sabedoria depravada, a fim de descobrir um modo pelo qual um homem possa ter uma conversa com outro, de um canto ao outro da terra.
  • Nesse tempo, os homens também voarão pelos ares como os pássaros, e descerão ao seio do oceano como os peixes.
  • E quando isso acontecer, infelizmente, essas pessoas verão as suas vidas rodeadas de conforto, sem saber, pobres almas, que tudo isso é uma fraude de Satanás.
  • E ele, o ímpio, inflará a ciência da vaidade, a tal ponto que ela se afastará do caminho certo e conduzirá as pessoas à perda da Fé na existência de Deus, de um Deus em Três Pessoas…
  • Então, Deus, infinitamente Bom, verá a decadência da raça humana, e abreviará os dias, por amor do pequeno número daqueles que deverão ser salvos, porque o Inimigo desejaria arrastar mesmo os eleitos à tentação, se isso fosse possível.
  • Então a espada do castigo aparecerá de repente e derrubará o corruptor e seus servidores.

  

  
“Que tipos de carícias são permitidos no relacionamento conjugal? Seria lícito a algum dos cônjuges recusar ao outro o ato conjugal? Quais são os critérios para orientar um casal a respeito do número de filhos? Saiba +

Com perguntas mais ou menos semelhantes a estas e outras tantas, diversos esposos cristãos nos procuram a nós sacerdotes para aconselhar-se a respeito de seu matrimônio, a fim de pautá-lo segundo os desígnios de Deus.
Neste sentido, o leitor tem nas mãos uma obra na qual encontrará uma profunda ressonância da voz da Igreja acerca do amor conjugal. Aliás, este é um dos grandes méritos que o Prof. Felipe Aquino manifesta através da extensa obra que vem publicando ao longo dos últimos anos. O mérito de fazer com que o maravilhoso tesouro da doutrina da Igreja alcance um número bastante considerável de pessoas, muitas das quais não tinham conhecimento algum deste imenso e precioso
patrimônio.”

Pe. Demétrio Gomes da Silva
Niterói, 01 de novembro de 2009

http://www.shoppingcleofas.com.br

Castidade no matrimônio

Toda a mulher precisa e busca segurança no homem por seu cárater, sua firmeza e também por seu porte físico. O próprio Deus escolheu um homem assim para ser o esposo de Maria.

Não podemos negar que José foi vocacionado, por Deus, ao matrimônio. Foi escolhido para se casar. Não fique perturbado, não retiro em nada a virgindade de Maria antes do parto, no parto e após o parto. Ser casado não significa ter relações sexuais. A Santíssima Virgem Maria entendeu que seria mãe por obra do Espírito Santo, que a criança seria o Filho de Deus e que José não teria participação carnal nessa concepção. Ela logo se preocupa com José querendo que ele estivesse presente e até pedindo a Deus: “Senhor, que José tenha também a revelação que estou tendo! Que ele entenda, como eu estou entendendo”.
Mas diante da necessidade de dar imediatamente uma reposta,………..
Nossa Senhora, pronta e docilmente, exclama: “Eu sou serva do Senhor. Aconteça-ma segundo a tua palavra!” (Lc, 1,38). Com o “sim de Maria”, o Verbo se fez carne e habitou entre nós, por obra do Espírito Santo. Pode ser que alguém questione como eles puderam viver como marido e mulher, na mesma casa, sem que a vida sexual acontecesse.
José foi profundamente esposo. Maria e José eram íntimos e carinhosos um com o outro. A pessoa humana precisa disso. A mulher precisa dessa presença masculina para ter firmeza, segurança. Você, certamente, é capaz de entender que todo esse carinho ocorreu na maior pureza.
É lindo entender o Mistério da Encarnação! Jesus quis se fazer homem, nascido de uma mulher, precisando da presença de um pai e de uma mãe. Entender isso é fundamental para entender o Mistério da Encarnação!
José, esposo, foi profundamente puro. Não se frustou como marido, porque muito amou Maria, Jesus e o povo que seria salvo pelo Filho.
Não estou dizendo que Deus o quer vivendo a castidade perfeita no casamento, como José e Maria; mas digo que Deus o quer vivendo a castidade conjugal, com dignidade e autodomínio. Você pode!
Até hoje o mundo apenas enganou a nós homens fazendo-nos acreditar que para ser um “homem” tínhamos de viver a nossa sexualidade sem regras e sem medidas.
Deus, que amava e tinha um plano para Maria, ama a mulher que confiou a você, porque é uma filha d’Ele. Em geral, os homens machões, que mais erraram no campo da sexualidade, são os mais durões com as próprias filhas. Nenhum pai entrega a filha em casamento se não tem confiança no rapaz. Da mesma forma, se o Senhor entregou uma filha a você é porque confia em sua fidelidade, em seu carinho, em seu amor, em seu respeito, em sua capacidade de ser esposo.

:: Trecho do livro: Homem e mulher em sintonia

PARA ENTENDER A INQUISIÇÃO

A Inquisição é o tema mais usado para se acusar a Igreja Católica, mas poucos a conhecem com profundidade. É um tribunal que nunca se encerra porque rende dividendos aos que desejam atacar a Igreja, escondendo do público muitas outras terríveis “Inquisições”. Quase sempre ela é mal analisada e mal interpretada, julgada fora do contexto social, cultural e religioso em que se realizou. Nada mais errado em termos de se fazer História. Para os adversários da fé católica ela é a “marca” do obscurantismo dessa época cristã. Mas, analisado-a “dentro do contexto da época”, tudo muda de figura. Foi a Igreja quem construiu a Civilização Ocidental (Thomas Wood, 2005). Vários segmentos da humanidade montaram  ……

uma forte propaganda contra a Igreja, e isso atravessou os séculos. De modo especial os iluministas do século XVIII, anticlericais e inimigos da Igreja, com Voltaire a frente, fizeram da Inquisição a sua principal arma de ataque a Igreja com o propósito de destruí-la, como se isso fosse possível a uma força humana. E isso continua até hoje.
Nesse livro você poderá conhecer o que dizem os mais renomados historiadores modernos sobre esse polêmico assunto. A realidade é bem diferente do que se propaga em muitos círculos acadêmicos e literários.

Castelo Interior ou Moradas

Um castelo dividido em várias moradas foi a comparação que Santa Teresa utilizou no século XVI para descrever os sucessivos estágios que a alma percorre no seu caminho em direção a Deus. Este livro transmite a doutrina espiritual da reformuladora do Carmelo e, ao mesmo tempo, reflete sua experiência pessoal. As sete moradas da vida interior em que se divide a obra representam as etapas da santidade que o homem tem de alcançar até chegar à perfeição.

# Editora: Paulus
# Autor: SANTA TERESA DE JESUS

Download do livro