Filho do Homem

Ele veio de muito longe
Ele sempre viveu, nunca deixou de existir
Nasceu como homem entre eles viveu
Teve uma mãe e um pai.

foi um bebê,
criança, jovem
Morreu sendo um adulto
Morreu antes da velhice.

Conversou com doutores,
Veio de um povo especial
                                            Testemunhou a ………….

todos
E foi tentado em tudo
mas não padeceu.

Um prodígio simples entre os homens,
Fez muitos milagres,
Livrou pessoas de demônios,
Curou a sogra de Pedro,
Um paralítico em Cafarnaum,
Um leproso.

Ele comeu entre os pecadores,
Foi rejeitado e açoitado por fazer
o que era bom, e fazer a vontade do Pai.

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E DEPOIS QUE A GENTE MORRE?

Quando o autor escreveu que Jesus prometeu o paraíso naquele mesmo dia ao ladrão arrependido, que a tradição afirma ser São Dimas, após a súplica do mesmo, de qual paraíso Jesus estava falando ( Lc 23,43) ? Era céu ou o paraíso do repouso e do sono até sua segunda vinda? Não estava prometendo o céu naquele mesmo dia? Estava ou não estava levando o pecador arrependido para o céu? Ou Jesus apenas prometeu milhões de anos de sono até o dia em que ele voltasse ? Você é dos que pensam que aquele ladrão arrependido foi parcialmente salvo há 2.000 anos atrás, mas 20 séculos depois ainda não entrou no céu? O sangue de Jesus tem ou não tem poder? Se pode ressuscitar pessoas ali mesmo não pode levar uma pessoa para   ………..

o céu ? Quantas passagens bíblicas precisamos chamar em socorro dessa doutrina para explicar que Jesus ainda não levou ninguém para o céu porque todos estão esperando sua segunda vinda? A mãe de Jesus, Maria, toda pura e cheia de graça, morreu, mas ainda não viu o seu Filho no céu porque está dormindo à espera da segunda vinda do Filho que ela gerou? Jesus ainda não a levou? É isso o que você ensina? Os santos dos católicos e dos evangélicos que amaram intensamente o próximo e viveram em Jesus ainda não ganharam o céu? Quantos séculos é preciso esperar, em termos de hoje, para entrar no céu? Santo, profeta e pregador daqui pode mais do que o santo que já morreu no corpo e agora está vivo numa outra dimensão do existir? Pregador daqui tem mais poder de intercessão que santo salvo por Jesus? A morte de um santo diminui ou aumenta os seu poder de intercessão? Morrer é dormir ou é mais do que isso?
Levamos os textos que falam da morte, da vida eterna e do céu! Escolhamos com qual deles queremos viver.
1. Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. (I Coríntios 15 : 52)
2. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. (I Tessalonicenses 4 : 16)
3. DEPOIS destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz que, como de trombeta, ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. (Apocalipse 4 : 1)
4. E, acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo: (Mateus 22 : 31)
5. Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. (Mateus 22 : 32)
6. E eles retiveram o caso entre si, perguntando uns aos outros que seria aquilo, ressuscitar dentre os mortos. (Marcos 9 : 10)
7. Porquanto, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus. (Marcos 12 : 25)
8. Ora, Deus não é de mortos, mas sim, é Deus de vivos. Por isso vós errais muito. (Marcos 12 : 27)
9. Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito. (João 2 : 22)
10. E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita. (Romanos 8 : 11)
Se os santos estão dormindo então como explicar a narrativa do Tabor onde apareceram falando com Jesus, Moisés e Elias que tinham morrido muitos séculos antes ? Acordaram e voltaram a dormir ou quem já morreu na terra vive no céu de outra forma. O autor não diz que estavam dormindo!
Na verdade, nem a pessoa morre. Apenas o seu corpo perde a vida. Nem a pessoa vai lá para cima, porque o céu não está lá em cima, está em toda parte. Vamos, sim, para uma vida superior à que vivemos aqui no corpo. Também não se vai para um lugar, porque o céu não é lugar, mas um jeito de ser e de existir em Deus. E Deus não ocupa lugar.
“Ir para”, “estar em”, “viver com”, “viver em”, “existir em”, “transformar-se em”, são expressões à espera de explicação. Para isso, existe o Catecismo da Igreja católica (CIC), um livro que acentua e esclarece nossas principais doutrinas.
Por sua vez, o catecismo também supõe a existência de manuais e livros de Dogma, Moral e História da Igreja, que expliquem ainda melhor aqueles pontos de doutrina.
Sem isso, fiéis e até pregadores despreparados continuarão falando da morte, do céu, do inferno, de lugar lá em cima, lugar de fogo lá embaixo, de almas queimando no purgatório, de anjos levando a alma para além das nuvens. São linguagens insuficientes que precisam ser corrigidas.
Aquele diácono que poeticamente disse no enterro: “A alma de nossa irmã voou para o céu por entre coros de anjos”; “Deus colocou sobre ela uma coroa de louros”; “Nossa irmã morreu, mas nascerá de novo no céu”; “Um dia ela voltará quando Deus chamar a um novo nascimento”, demonstrava não ter lido, nem estudado, nem aprendido a doutrina católica. Errou ao não explicar as frases que disse .
O bispo que o ordenou deveria mandá-lo reciclar-se. Nem todas as expressões bíblicas devem ser repetidas como estão no livro santo. Por siso existem os catecismos. Religião evolui. Já não se fala de asas de anjos, nem de morar nas nuvens. Uma coisa é dizer que nossa vida é passageira como nuvem e que vamos para além daqui, e outro é dizer que moraremos além das nuvens.
O conceito de vida eterna é muito mais profundo e abrangente e diga-se de passagem, filosófico e teológico.
Ascender é subir. Dizemos que Jesus ascendeu ao céu, por que entendemos que o céu é um plano superior ao existir aqui. Dizemos que algumas verdades são transcendentes porque vão mais longe do que qualquer possível explicação humana. Estão acima da nossa compreensão ou lógica. Dizemos que a alma transcende ao corpo porque o corpo fica, mas a pessoa prossegue. Por isso, falamos em transcendência É algo maior do que o nosso espaço e o nosso tempo.
Quando falamos imanente, do latim in-manere, lembramos uma doutrina católica que escudada no Antigo Testamento afirma que Deus fez e faz “Shekinah”, montou tenda, veio morar aqui, visitou-nos, aqui esteve e está. Se Ele está em toda a parte porque abrange tudo, está aqui também. Jamais chegaríamos a Ele se Ele não se curvasse a nós, como faz o pai ao se aproximar do seu filho e depois elevá-lo no colo. Conseguiríamos ir mais alto porque o transcendente que se fez imanente, se inclinou, trouxe-nos verdades e nos educou e elevou. E-ducere do latim de onde vem o verbo educar significa tirar de onde estamos para nos levar a situação melhor. De lá do seu colo, de um plano espiritual mais alto, vemos melhor as coisas. O que transcende, vem e fica entre nós ( imanente), nos educa e eleva para entendermos o que por nós mesmos jamais descobriríamos.
Deus está no nosso antes, no nosso durante e estará no nosso depois. Esteve no nosso passado, está no presente e nos chama do futuro que Ele também é, porque sendo eterno Ele é de ontem, de hoje e de sempre.
Pe. Zezinho scj 
Fonte: Site Pe. Zezinho

O VELÓRIO

Era uma senhora rica. De família rica que chegou do oriente a nove anos. No seu velório, entre toda aquela gente bem vestida, apareceu um homem pobre; mal vestido, despertou a atenção e o silencio de todos os presentes. O homem, depois de benzer, depositou uma flor no caixão aproveitou o silencio e disse aos presentes: – Talvez este não seja o meu lugar, nem a hora certa, e eu sei que não estou vestido de acordo com a ocasião, mas quero que saibam que as esmolas dela impediram eu, minha mulher e meus dois filhos de morrer de fome. Vocês não sabem, mas ela veio nos visitar muitas vezes, conversava conosco, trazia …….
os remédios que minha mulher precisava e tomava do nosso café. Eu trouxe esta flor para uma mulher rica, que além de nos dar ajuda, sentava-se na nossa cadeira e conversava com a gente sem nos olhar de cima. Hoje meu filho está trabalhando num hotel e eu já me visto bem melhor do que antes. Quero que saibam que hoje eu não tenho vergonha de entrar num lugar rico como este, porque ela não teve medo nem vergonha de entrar na casa de gente pobre como nós. Houve lágrima e respeito. Os filhos dela o abraçaram. O padre, no sermão pediu licença para lembrar o que todos tinham ouvido. Àquela altura, o pobre já tinha ido embora. Dizem que depois daquele enterro, muitos ricos foram vistos conversando com os seus empregados… E rindo. Quem me contou não sabe dizer se o fato realmente aconteceu, mas seria maravilhoso se acontecesse e algum diretor de Big Brother estivesse, por perto.Teríamos um capítulo com algum conteúdo humanitário.

Por: Pe. Zezinho scj

Homens de conteúdo

Conhecê-los foi uma honra. Não havia como não admira-los, um por um foram dizendo, um por um foram vivendo, um por um foram morrendo e, graças a Deus, enquanto escrevo estas linhas, dois ou três deles ainda estão conosco. Homens de conteúdo, seu sacerdócio iluminava milhões e poucos deles iam à grande mídia. E iam apenas ocasionalmente. Não precisaram associar-se a grandes mídias para marcar o Brasil do modo como marcaram. O pouco que disseram, quando a mídia laica os procurou e o muito que fizeram quando a mídia não registrou, deu o tom ao seu sacerdócio. Não se expuseram demais aos holofotes do mundo, mas também não fugiram deles quando os holofotes o miraram. Continuaram fazendo o que fizeram, dizendo o que disseram e atuando como atuaram, Helder Câmara, Paulo Arns, Pedro Casaldáliga, Aluísio Lorscheider, Ivo Lorscheiter, Antônio Fragoso, Luciano Mendes de Almeida, Adriano Hipólito… só para citar alguns. Fizeram a diferença, falaram quando ……………

tinham que falar, calaram-se quando foi hora de calar. Suas palavras calaram fundo no meio dos pobres, no meio da luta política, diante do governo, diante dos sediciosos. Falaram para a esquerda, para a direita, para o centro e pediam diálogo e moderação. Quando tinham que denunciar, denunciavam, quando era hora de elogiar, elogiavam. Souberam discordar e concordar e sabiam que eram porta-vozes dos clamores do povo que perfazia 87% da população.
Quando foi preciso fazer política, fizeram política. Mas o tempo todo estavam fazendo religião e igreja e sabiam que representavam o povo e até irmãos de outras igrejas que também sofriam. Mal compreendidos, caluniados, deturpados, alguns deles sofreram amordaçados no silêncio, mas ninguém os calou. De Dom Helder a imprensa não falava, mas sua voz ecoava lá fora e aqui dentro. De um jeito ou de outro, tenho para mim que se a violência no Brasil foi menor do que em outros países foi porque eles falaram e tentaram ser voz de bom senso no meio de grupos que queriam o poder e lutaram com fúria destruidora, uns para conservarem e outros para conquistarem,
Aqueles homens sabiam que o povo não seria beneficiado nem por um lado nem pelo outro. Lutaram pela democracia representativa, pelo direito ao voto. Ditadura? Nem de esquerda nem de direita! Se o Brasil estava mudando, que mudasse para a democracia.
Foi bom conhecê-los. Seu jeito de orar e de falar, de abrir a boca em defesa do povo, de guardar silêncio quando foi preciso deixou vasta catequese libertadora. Os que se foram certamente estão orando pela igreja e pelo Brasil. Alguns talvez sejam beatificados. Homens de conteúdo, eles fizeram a diferença quando o Brasil precisou de padres e de bispos da sua estatura. Não sofreram e vão. Muito do Brasil de agora, livre para falar, se deve também a eles e a outros como eles. Católicos, honramo-nos de pertencer à Igreja da qual eles foram líderes, bispos, homens de conteúdo.

Pe. Zezinho scj 

Homens e não anjos

Muitos de nós, no início do nosso processo de conversão, vivemos uma época de plena consolação espiritual que Nosso Senhor nos dá, e pensávamos que seria sempre assim. Com o tempo, percebemos por experiência que estávamos errados. Percebemos que apesar de termos entregado a nossa vida à Nosso Senhor, continuamos sendo, da mesma forma que antes, pessoas que tem limitações; pessoas que sofrem; pessoas que choram; pessoas que cansam; pessoas que desanimam; pessoas que se apaixonam; pessoas que se confundem; pessoas que tornam a cair nos mesmos pecados que julgávamos já ter  …………

superado. Percebemos, por experiência, aquilo que a teologia já nos ensina: que somos homens e não anjos. Isso nos leva a perceber também que precisamos trabalhar as nossas questões humanas tanto quanto as questões espirituais, pois se assim não fizermos, a partir de certo ponto não poderemos progredir espiritualmente. É este o degrau que talvez muitos não consigam alcançar, e por isso tornam-se tíbios espiritualmente e desistem de seguir Nosso Senhor. Essa descoberta é aquilo que alguns autores modernos tem chamado de “espiritualidade de baixo”: o ser humano que busca encontrar a Nosso Senhor a partir de si mesmo: da sua própria verdade e limitação. Os santos doutores da Igreja já nos diziam que o caminho para o progresso espiritual não é outro senão o auto-conhecimento.
Diante disso, é inquestionável a necessidade de trabalharmos nossas questões humanas. Porém, existe uma tendência perigosa de se contrapor o humano ao espiritual, ou se contrapor o humano a fé, o que é um erro; se o humano e o espiritual vem de Deus, se o humano e a fé vem de Deus, não pode haver contraposição. Pelo menos, não se o humano estiver corretamente ordenado segundo a fé. Aqui também torna-se particularmente fundamental lembrar que a fé é uma adesão da inteligência e da vontade à Verdade Revelada por Deus em Nosso Senhor Jesus Cristo, interpretada autenticamente e comunicada a nós por meio do Sagrado Magistério da Santa Igreja, que a sob a assistência do Espírito Santo, é infalível em matéria de fé e moral (Catecismo da Igreja Católica, 2035).
Nesse sentido, é importante esclarecer que, por um lado, não temos o direito de nos esconder atrás da nossa humanidade para justificar nossa infidelidade à Nosso Senhor. Se usamos nossa humanidade para justificar nossa incredulidade à respeito do que nossa Santa Mãe Igreja nos ensina (exemplo: “eu não concordo que transar antes do casamento é pecado”), ou para justificar o pecado (exemplo: “eu continuo transando com minha namorada porque tenho essa necessidade”): nesses casos, não estamos ordenando nossa humanidade segundo a fé e estamos caindo em um humanismo nocivo, que é uma perigosíssima armadilha de Satanás para nos enganar.
Por outro lado, a forma equilibrada de ordenarmos a nossa humanidade de acordo com a nossa fé é nada mais do que a aplicação dos princípios expostos nos primeiros parágrafos deste escrito. E partir daí, tiramos várias conclusões, expostas nos parágrafos abaixo.
Como seres humanos, nos comportamos de forma contraditória em vários momentos – a nossa própria concupiscência, ou seja, a tendência que temos em desejar o mal, fruto do pecado original, nos leva a agir assim. Como já foi falado, isso não pode ser uma justificativa para não combater aquilo que é pecado, mas isso deve nos levar a olhar com humildade e tranquilidade para as nossas quedas, e recorrer sempre à Misericórdia de Nosso Senhor, como tantos na Sagrada Escritura recorreram e foram perdoados. O que seria de São Paulo, Santa Maria Madalena e Santo Agostinho se assim não fosse? O sentimento de culpa por termos ofendido à Deus é algo santo; porém, a não aceitação interna de que tenhamos errado é orgulho e não santidade.
Como seres humanos, temos sentimentos. Os sentimentos são algo natural em nós, e em si, não são bons nem maus, embora se apresentem de forma desordenada, por causa da concupiscência. A virtude está na forma como lidamos com estes sentimentos. (Catecismo da Igreja católica, 1767) Ninguém jamais peca apenas por sentir raiva ou desejo sexual; pois o pecado implica em vontade. Sendo assim, a consciência de que somos homens e não anjos nos levará não a fugirmos dos nossos sentimentos negativos ou a tentativa de reprimí-los, mas a de nos colocarmos diante deles como algo natural, como algo que faz parte de nós; e buscarmos, com tranquilidade, conhecê-los e compreender as suas raízes, para que possamos trabalhar eles de forma que possam nos ajudar a progredir espiritualmente.
Como seres humanos, temos necessidades. A psicologia nos mostra que o homem tem vários tipos de necessidades: são necessidades biológicas (comer, dormir, ir ao banheiro, ter relações sexuais), necessidades de segurança e necessidades sociais (ser amado). Quando entregamos nossa vida a Nosso Senhor, as nossas necessidades humanas não desaparecem. Continuamos precisando comer, dormir e ir ao banheiro – a não ser que Nosso Senhor intervenha de forma extraordinária; houve santos canonizados pela Santa Igreja que durante anos se alimentaram somente do Santíssimo Sacramento. Continuamos tendo necessidades também que dizem respeito ao nosso equilíbrio emocional: continuamos tendo necessidade de nos sentirmos amados pelos que estão ao meu lado, de buscar a companhia de uma pessoa do sexo oposto – a não ser quem tenha uma vocação especial ao celibato ou esteja física, moral ou psicologicamente impedido de disso; nesta caso, o Espírito Santo concede uma graça especial para suprir esta necessidade de forma sobrenatural.
Como seres humanos, temos limitações, em vários sentidos. Eu por exemplo, por causa da minha necessidade biológica de sono, tenho meu desempenho bastante prejudicado se durante vários dias durmo menos de 7 horas. Me torno também bastante ansioso e atrapalhado quando tenho muitas responsabilidades para cuidar ao mesmo tempo, o que prejudica meu desempenho. Nosso Senhor jamais nos chamará a algo acima das nossas capacidades; e a teologia nos ensina que o Espírito Santo nos concede a graça para realizarmos aquilo que para nossa natureza é difícil, mas ordinariamente, não realiza em nós aquilo que para nossa natureza é impossível – se assim não fosse, poderíamos fazer um jejum definitivo à base de líquidos ou passar todas as noites inteiras em oração contínua e nunca mais dormir. Por isso, precisamos nos conhecer e respeitar nossas limitações, e ter essas limitações como critérios de discernimento para nossas escolhas. Uma rotina que não permita o tempo necessário de descanso e de lazer pode ser tão nociva quanto uma rotina que não permita o tempo necessário para a oração. Nesse sentido, o descanso e o lazer não são fins em si mesmo, mas sim uma implicação necessária para a própria busca da santidade. E é fantástico saber que mesmo nestes momentos, podemos estar nos santificando! 

Por: Francisco Dockhorn

Coisas necessárias para se fazer uma boa comunhão

1. Estar em estado de graça
2. Guardar jejum de um hora antes da comunhão
3. Saber o que se vai receber e aproximar-se da sagrada comunhão com devoção
Explicações sumárias:
A) Estado de graça quer dizer: ter a consciência limpa de todo pecado mortal. Comete sacrilégio i incorre na sentença de condenação quem recebe a comunhão em estado de pecado mortal.
B) Saber o que vai receber, conhecer e acreditar firmemente o que a Doutrina católica ensina sobre este Sacramento. Ou seja, Jesus Cristo está real, verdadeira e substancialmente presente na Comunhão .
C) Com devoção? Aproximar-se com humildade e   ………
modéstia, tanto na própria pessoa como no modo de vestir, fazer preparação antes e, por cerca de 10 minutos s, a ação de graças depois da comunhão.
D) Ação de graças depois da comunhão: conservar-se recolhido, a honrar a presença de Nosso Senhor dentro de nos, renovando com atos de fé, de esperança, de caridade, de adoração, de agradecimento, de oferecimento e de súplica, pedindo sobre tudo aquelas graças que são mais necessárias para nós e para aqueles por quem somos obrados a rezar.
E) Como conseqüência, o dia da comunhão, máxime se for diária, deve transcorrer no recolhimento, bem como cumpri com grande esmero os deveres de estado.
Santa Teresa de Ávila dividia o dia em duas partes: a preparação, antes da comunhão, e as restantes 12 horas em agradecimento pela comunhão.
F) Permanência de Jesus em nos: com sua presença real enquanto não são consumidas as espécies eucarísticas, e com sua graça, enquanto não pecamos mortalmente. Reduzimos essa graça pelo pecado venial deliberado, e a aumentamos através de atos de virtude.