Criando uma geração de doentes

                                                Aplicação sistemática da alienação, manipulação, condicionamento e da escravidão holística pela elite governamental, os donos do poder, visam tão somente o lucro pelo mercado de fantoches. Estes são gados levados ao matadouro. A elite dominante mundial considera o povo como gado, ou seja, a mercadoria mais lucrativa do planeta.
O médico Gabor Maté formulou em seu livro “Scattered Minds” uma tese assustadora: pais ausentes, uma mentalidade forjada na internet e por estímulos curtos e transitórios, a ausência de conexão com a natureza, mais drogas, lícitas e ilícitas estariam afetando os centros cerebrais associados com senso moral, insights e a noção de responsabilidade. A explosão do chamado bullying e da depressão, inclusive a infantil, seriam apenas alguns dos sintomas. O doutor Maté chegou à conclusão de que    ………….

estamos criando uma geração com menores recursos neurológicos para sentir pelo outro (1). Dr. Gabor Maté, nasceu em Budapeste, Hungria e é médico no Canadá que se especializa no estudo e tratamento da toxicodependência e também é amplamente reconhecido por sua perspectiva única sobre Transtorno de Déficit de Atenção e sua firme convicção na conexão entre a mente e a saúde do corpo.
AUMENTO MUNDIAL DAS DOENÇAS
“Apesar de impressionantes avanços médicos em muitas áreas de saúde”, diz um artigo no boletim Synergy, da Sociedade Canadense para a Saúde Internacional, “as perspectivas mundiais para a saúde mental são sombrias”. Um relatório conclui que 1 em cada 4 pessoas no mundo sofre de distúrbios mentais, emocionais ou comportamentais. Outro estudo indicou que 1 de cada 3 pacientes que consultam um profissional da área de saúde sofre de depressão ou ansiedade. E segundo os pesquisadores, esses números estão aumentando. Por quê? Um estudo realizado pelo departamento de Medicina Social da Universidade de Havard diz que está aumentando o número de doenças como depressão clínica, esquizofrenia e demência porque “mais pessoas vivem até a idade de risco”. Mas viver mais tempo não é a única razão. Os problemas econômicos também são culpados, assim como o aumento do estresse na vida moderna. Como mudar esse quadro desanimador? Entre os muitos aspectos envolvidos nos cuidados da saúde mental porque ela “representa uma das últimas fronteiras para melhorar a condição humana”. Cuidar da saúde mental, emocional e espiritual é a meta radical para felicidade abissal.
NO BRASIL
“Para 46 milhões de brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde, a depressão é uma realidade: 20% a 25% da população já tiveram ou têm depressão ao longo da vida. A incapacitação profissional, a falta de interesse e de motivação para participar de atividades sociais rotineiras e de ter prazer nas coisas de que gostam e com as pessoas que amam  transformam dramaticamente o cotidiano dessas pessoas, o de seus familiares e amigos, trazendo conseqüências devastadoras. Essa falta de capacidade de se relacionar tem efeitos profundos e duradouros, que dificultam a reinserção social dos que tentam se recuperar de um episódio de depressão,” afirma o Dr. Antonio Geraldo da Silva que é presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) (2). O Brasil está à frente de países como Inglaterra, Irlanda e Alemanha em ocorrência de transtornos psiquiátricos em menores de idade. Nosso país tem 1,8 milhões de portadores de doentes mentais e novos 50 mil casos são diagnosticados anualmente (3).
CONCLUSÃO
Aplicação sistemática da alienação, manipulação, condicionamento e da escravidão holística pela elite governamental, os donos do poder, visam tão somente o lucro pelo mercado de fantoches. Estes são gados levados ao matadouro. A elite dominante mundial considera o povo como gado, ou seja, a mercadoria mais lucrativa do planeta. Toda máquina do sistema é usada para indústria da boçalidade, da virtualidade infernal, das doenças, da pornografia, da violência e da cultura de morte. Os senhores do poder tem no sangue esse sistema como religião. Os três principais dogmas deles são: o capital, a arte do engano e a luxúria. Essa é a trindade do domínio que faz a elite perpetuar no controle do poder econômico e religioso. Do alimento ao entretenimento virtual, o sistema impera no tormento mental. Tenhamos muito cuidado para não sermos usados como ferramenta desse sistema para oprimir, adoecer e excluir o nosso semelhante. As sábias e competentes autoridades civis, militares e eclesiásticas não sejam algozes para seus subordinados. “Trate as pessoas com delicadeza porque a vida é tarefa difícil para todos”, aconselha o filósofo grego Platão.
– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –
Por: Pe. Inácio José do Vale, Professor de História da Igreja – Faculdade de Teologia de Volta Redonda 

SABER LER BÍBLIA

A Bíblia conta histórias que, se não soubermos ler ou interpretar, acabam se tornando estórias da carochinha. Se as tomarmos ao pé da letra e não entendermos o sentido de cada uma delas, acabaremos lendo errado. Assim são as histórias de três mulheres estéreis, Sara, Ana e Isabel. São contadas para dizer que Deus é o autor da vida e que Ele vai além da natureza e que quando ninguém mais espera um filho, ele dá, já que o filho era o bem mais precioso daqueles tempos. Deus dava o bem mais precioso e era preciso confiar, porque Ele era o dono da vida. Sodoma e Gomorra é a história da depravação que mais uma vez foi também contada sobre a Tribo de Benjamim, para dizer que Deus é o dono do  ………
sexo e da dignidade. Quando homens e mulheres se tornam escravos do prazer e buscam o sexo pelo sexo, quando homem vai com homem, mulher com mulher e não há segurança para os pais criarem as filhas e até suas crianças, a Bíblia avisa que há desvio à vista. O texto deixa claro se os homens não se controlam Deus controla. Aquela civilização se auto destrói e acaba em catástrofe. Outra vez é a questão do amor, do sexo e dos filhos. Tudo que foge dessa noção de família, sexo, filhos, acaba mal. Outra vez quando se conta a história de Sara e de seu sonhado e esperado filho Isaac, quando se mostra o sofrimento da escrava Agar e de seu filho Ismael, o objetivo da história é mostrar que, quando patroa e escrava e suas famílias não se entendem, as separações chegam a durar séculos. A briga de dois casais pode se alastrar por gerações e gerações. Assim é a história do filho predileto e do filho secundário. Assim é a história de José e de seus irmãos. Também é pedagógica a briga de Jacó e Esaú. A mãe com seu filho predileto e o pai com seu filho especial geraram graves conflitos. Jacó o preferido acabou preferindo José e outra vez a preferência gerou conflitos, Assim como nas mitologias, na Bíblia, histórias após histórias, aprendemos que sem diálogo se estabelece o ódio e a violência. Naquele tempo nem sempre quem ouvia a história entendia seu objetivo, como hoje os que as lêem e ouvem nem sempre o entendem. Uma coisa é ouvir, ler e decorar versículos e outra coisa é entender aonde o texto quer chegar. Não se consegue isso sem estudo e estudo cansativo. Tomemos cuidado para não seguir a cabeça de só um pregador, Ele não sabe tudo e nunca saberá. Os que seguem apenas um explicador de Bíblia correm o risco de aprenderem a explicação dele, mas não a da fé cristã. Por isso os cristãos estudem, leiam e escutem mais opiniões; por isso existe o curso de exegese em todas as igrejas. Nem tudo o que está no livro pode ser tomado ao pé da letra. Números 31,7-19 é para jamais ser repetido! Cuidado com o seu pregador preferido, ele pode não ser o mais instruído.
 Pe. Zezinho scj

Fonte:http://www.padrezezinhoscj.com 

O Caminho da vida e o caminho da morte

Existem dois caminhos: o caminho da vida e o caminho da morte. Há uma grande diferença entre os dois. Este é o caminho da vida: primeiro, ama a Deus que te criou; segundo, ama a teu próximo como a ti mesmo. Não faças ao outro aquilo que não queres que te façam. Este é o ensinamento derivado dessas palavras: bendize aqueles que te amaldiçoam, ora por teus inimigos e jejua por aqueles que te perseguem. Ora, se amas aqueles que te amam, que graça mereces? Os pagãos também não fazem o mesmo? Quanto a ti, ama aqueles que te odeiam e assim não terás …………

nenhum inimigo. Não te deixes levar pelo instinto. Se alguém te bofeteia na face direita, oferece-lhe também a outra face e assim serás perfeito. Se alguém te obriga a acompanhar-te por um quilômetro, acompanha-o por dois. Se alguém te toma o manto, oferece-o também a túnica. Se alguém toma alguma coisa que te pertence, não a peças de volta porque não é correto. Dá a quem te pede e não peças de volta pois o Pai quer que os teus bens sejam dados a todos. Bem-aventurado aquele que dá conforme o mandamento pois será considerado inocente. Ai daquele que recebe: se pede por estar necessitado, será considerado inocente; mas se recebeu sem necessidade, prestará contas do motivo e da finalidade. Será posto na prisão e será interrogado sobre o que fez… e daí não sairá até que devolva o último centavo. Sobre isso também foi dito: que a tua esmola fique suando nas suas mãos até que saibas para quem a está dando. (Fonte – Didaqué – I ).

Que maravilha! Papai não é perfeito!!!

Dentre as frases mas famosas de nossa infância, você e eu, com certeza, nos lembramos de algo como: “Se você for bonzinho, Papai do Céu vai ficar feliz!”; “Olha só! O anjinho da guarda está chorando! Você foi mau com seu irmãozinho! Que coisa feia!” Este tipo de frase, repetido à exaustão durante nossa infância, pode ter tido, pelo menos, três efeitos devastadores. O primeiro é a  …………

impressão de que Deus só nos ama se formos perfeitos e se fizermos tudo de forma perfeita. Como sabemos, isto é a mais redonda mentira. O segundo, é a noção de que só seremos amados se formos perfeitos. Isso, infelizmente, é uma tendência de nossa mentalidade egoísta e, portanto, não deixa de tornar-se, na prática, verdadeiro. O terceiro efeito, muito mais sutil que os dois primeiros – e muito mais avassalador do ponto de vista do relacionamento familiar e humano – é o de acreditarmos que só é digno do nosso amor quem é nada mais nada menos que… perfeito!
Cuidado! Não chegue rápido demais à conclusão de que, então, só Deus é digno de amor! Ao ler “perfeito”, leia “como eu quero que a pessoa seja”. Isso, naturalmente, exclui Deus, por três razões: primeiro porque, no amor verdadeiro, aquele que é Deus, toda pessoa é digna de amor. Aquela que não é perfeita, no entanto, é digna de um amor todo especial. Segundo, porque se só sei amar quem é como eu quero, isso exclui Deus, que não é como eu quero, mas é inteira e livremente quem Ele é. Terceiro, porque se estou pronto a amar quem é como eu quero que seja, então Deus também está de fora, pois é a mim mesmo que amo, não ao outro e, portanto, não a Deus.
O amor intolerante, orgulhoso, que exige dos outros a perfeição, não passa de imaturidade espiritual e, portanto, humana. Espiritual porque não entendeu ainda que o amor exige renúncia e vem de mãos dadas com a humildade e a tolerância, para que possa tudo crer, tudo suportar e tudo esperar, inclusive, o nada esperar, o nada exigir do outro. Este “amor” ou forma de relacionar-se é, ainda, imaturidade humana. É o amor do adolescente, que exige que o outro seja perfeito, seja como ele quer e espera que ele seja. À menor decepção, o outro é riscado do mapa dos seus relacionamentos. Seus critérios rígidos de julgamento e crítica não deixam passar o menor vestígio do que ele considere imperfeição. Todos têm de ver as coisas como ele, pensar como ele, agir como ele agiria, pensar como ele pensa, querer como ele quer, seguir o seu método infalível, observar suas regras salvadoras. Quem não for uma projeção da fantasia que faz sobre si mesmo, em sua onipotência orgulhosa e, por conseguinte, cega, não é digno do seu apreço, de sua admiração, do seu assim chamado amor ou amizade.
Os relacionamentos familiares e comunitários tendem a repetir ao infinito este comportamento e mentalidade adolescentes. Irmão, irmã, marido, mulher, pai, mãe, sogro e sogra, cunhados e primos, só são dignos do meu amor, admiração e amizade se forem como quero que sejam. Se forem a encarnação dos meus conceitos e desejos, se preencherem minhas carências de minha própria perfeição, então são dignos de mim, de minha companhia, de minha camaradagem e amizade. Podem contar comigo. Porém, se não forem o que exijo, espero, fantasio e, egoisticamente, desejo que sejam, então, adeus! Vai o marido para um lado e a mulher para o outro, os irmãos, primos e cunhados se mordem e esfolam, pais e filhos desistem uns dos outros, desanimados, idosos inadequados são peremptoriamente abandonados.
A maturidade espiritual e humana, aquela autêntica, que vem do amor, começará a desabrochar quando eu puder dizer: “Ele é diferente de mim. Não pensa como eu penso nem como acho que deveria pensar, não vê o mundo e as pessoas como eu creio que deveria ver, não tem as reações que eu teria ou que acho que ele deveria ter. Que maravilha! Ele não é perfeito! Posso amá-lo! Posso deixar de amar a mim mesmo para amá-lo! Que oportunidade fantástica! Tenho a chance de acolher meu irmão como Jesus o acolhe, como Ele me acolhe: porque sou pecador, porque não ajo sempre como ele agiria, porque não penso sempre como ele pensaria, porque não sou perfeito! Ah! Liberdade das liberdades! Posso, finalmente, amar! Encontrei, finalmente, motivos para amar meu irmão: Ele não é perfeito! Ah! Perfeita liberdade que vem tão somente de Deus!”
Ao ler a vida de santos recentes, como Santa Teresinha, como Giana Beretta Molla, que tanto prezaram a vida de família e os relacionamentos familiares, fico a me perguntar em que ponto de nossa história perdemos o sentido do verdadeiro amor, aquele que é vivido em primeiro lugar na família. Aquele amor que preza e valoriza o sacrifício, a renúncia discreta e escondida, o exigir de si mesmo e não do outro, o dar espaço para o outro e, para isso, perder seu próprio espaço, o aceitar desaparecer para que o outro apareça e entender que, no amor encontramos toda alegria. Onde foram parar as virtudes? Onde está este elo perdido?
Não me sinto capaz de grandes análises. Além disso, não há espaço nem tempo. Sei onde encontrar o elo perdido e como, a partir da família, re-estabelecer ligações eternas. É urgente cavar no Evangelho e na vida dos santos o elo perdido do amor que é paciente e bom, que se alegra com a verdade do amar, com a justiça do sacrifício, com a descrição do escondimento, o Evangelho aplicado à família! Não somente aos monges, não somente aos celibatários, mas às famílias. Famílias que vivam e ensinem a viver a tolerância, a humildade, o tudo suportar, o nada exigir do outro, a acolhida do diferente, morrer para que o outro tenha vida. Famílias-escola de virtudes, de caridade, de maturidade, de fortaleza.
Um dia, quem sabe, voltaremos a ouvir frases como: “Shhh! O papai está dormindo, desliga o teu som!”; “Perdoe a mamãe, ela está preocupada hoje”; “Sei que ele está errado, exatamente por isso precisa do teu perdão. Se estivesse certo, não precisaria, não é verdade?”; “Perdoe, filhinho! Perdão, a gente não merece, a gente recisa…”; “Meu bem, precisamos deixar de trabalhar tanto para ficar mais com as crianças. Não importa se ganhemos menos. Teremos como dar-lhes mais!”; “Que tal a gente congelar este prato para quando o irmãozinho chegar de viagem? Ele é louco por peixe!”; “Tenha paciência, não sei se um dia seu pai vai mudar, mas o seu amor por ele pode mudar tudo”.
Neste dia bendito, quem sabe digamos frases como: “O Papai do Céu vai te amar mesmo se você não for bonzinho, mas, por amor a Ele, que tal não bater mais no irmãozinho?”; “O anjinho da guarda viu que você errou e já está vindo correndo te ajudar!”; “Não é maravilhoso que seu pai pense diferente de nós? Temos uma oportunidade imperdível de amá-lo e nos abrirmos para acolhê-lo!”; “Sei que você não gosta de fazer isso, filhinho, mas se você o fizer por amor a Deus e à sua irmãzinha você terá um tesouro no céu. Você aceita o desafio do sacrifício?”
A exigência de perfeição do outro, a intolerância para com o imperfeito e o diferente de nós são, sem dúvida, chagas provocadas pelo egoísmo que tem início na família. Geram eternos adolescentes a baterem o pé pelo mundo afora, tristemente frustrados consigo e com os outros, ridiculamente exigentes da perfeição alheia. No livro e curso “Tecendo o Fio de Ouro” dedicamos toda a segunda parte a este fenômeno que é, sem dúvida, um dos males mais sutis da cultura ocidental hodierna. É espantoso verificar como as pessoas reagem muito mais forte e negativamente ao fato de não serem deuses, de não serem perfeitas, que a grandes dores do seu passado. As dores servem de desculpa para suas eventuais imperfeições, mas seus limites, necessidades e fraquezas que, admitidos e acolhidos, levariam à humildade, tolerância e misericórdia, são, na maioria das vezes, rechaçados, pois são vistos como prova de que não são dignos de serem amados. A reação inicial dos que fizeram o curso foi tão forte que fizemos uma segunda edição mais esclarecedora e publicamos um livro humorístico, “Joaquim e Sua Padiola”, na tentativa de levar a todos a entendermos que quando somos fracos, então é que somos fortes e quando aceitamos ser fracos, então teremos aberto o caminho para a humildade, tolerância e caridade, para o amor gratuito, fruto de uma libertadora decisão de amar o não amável, o não aceitável, como renúncia livre e amorosa, como exercício maior de amor a Jesus, nosso Esposo.
Na família – quem diria – esconde-se o segredo do amor esponsal a Jesus oculto e revelado em cada homem imperfeito!
Maria Emmir Nogueira Co-fundadora da Comunidade Shalom

Encontrar um amigo é encontrar um tesouro

 “Sem amigo, nada é agradável”, dizia Santo Agostinho. O poeta também elaborou um pensamento especial sobre a amizade: “Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem… Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida… mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro… embora não declare e não os procure sempre…” (Vinícius de Morais).

 A construção da amizade
Atualmente tem-se escrito muito sobre a amizade. Talvez o homem de hoje, de forma especial, necessite desse dom tão precioso. Mas o que é amizade? Existem muitas definições sobre amizade, poetas e filósofos falam sobre ela – Platão, por exemplo, diz que “Na amizade cintila um pouco do mistério de Deus”. Antes de mais nada é importante compreendermos que a amizade é construída, não nasce do dia para a noite. É na convivência do dia-a-dia, através das pequenas coisas que vamos nos conhecendo, nos identificando e nos escolhendo como amigos. A amizade está fundamentada no amor, e o amor é uma atitude exigente. Podemos, em meio à agitação do cotidiano, achar que nossos conhecidos são nossos amigos, mas convém lembrar as diferenças no nível dos relacionamentos: temos, talvez, inúmeros conhecidos, diversos colegas, mas amigos são poucos. Pela própria natureza da amizade, é difícil que tenhamos tantos amigos assim, muitos que conheçam profundamente o nosso coração, por quem seríamos capazes de dar a nossa vida…  Jesus ensina o “segredo” da amizade: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”. Essa frase tem muito a nos ensinar, curar, transformar… Não existe amizade sem entrega, oblação, doação e isso é um caminho a ser trilhado a cada dia, desde a descoberta do outro, de seus dons, limites, virtudes… “Há amigos mais queridos do que um irmão” (Pv 18,24), entretanto não podemos esquecer que ”os riscos são precisos para cativar um amigo.” O caminho é bilateral, não há amizade sem adesão voluntária de duas pessoas. Como já disse, muito tem se falado, escrito, cantado, mas é necessário para o homem de hoje, marcado pelo consumismo, pela solidão, pela “praticidade” das coisas, pelo descartável, “perder tempo” para construir amizades. Podemos comprar muitas coisas, mas não o amor, a afinidade, a afeição… a amizade! Não existem amigos prontos nas prateleiras dos supermercados ou lojas de conveniência. É nas sendas da vida que estão os tesouros, pessoas a serem descobertas, amadas, aceitas. E para isso é preciso tempo (cuidar da única rosa, segundo Exupéry), diálogo, história de vida que ao longo do caminho se tornará história de amizade. Ela não tem dia nem hora marcada para surgir, é como uma semente plantada em solo fértil, depois de aguá-la e tratá-la, esperamos a “árvore”, e um belo dia quando olhamos ela está lá. Muitas vezes, construir uma amizade pode parecer uma violência para o homem do mundo atual, tão preso em si mesmo que se torna incapaz de olhar para o outro. Quanto mais centralizado formos em nós mesmos, menor a capacidade de termos amigos. “Por que em primeiro lugar, como pode ser suportável a vida que não repousa na mútua benevolência de um amigo? Que coisa é tão doce como ter um com quem falar de todo tão livremente como consigo mesmo? Seria porventura tão grande o fruto das prosperidades, se não tivéssemos quem delas se alegrasse, tanto quanto nós mesmos? E se poderiam sofrer as adversidades sem alguém que as sentisse ainda mais que aqueles mesmos que as experimentaram.” 
As diversas formas de expressão na amizade
Na dinâmica da amizade é necessário expressão. É preciso “cativar”.
E voltou então, à raposa:
– Adeus, disse ele…
– Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. (…) Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez a tua rosa tão importante. (…) Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa…
– Eu sou responsável pela minha rosa… Repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
O amor que está em nós quer expressar-se e na amizade isso pode ocorrer de várias formas: diálogo, cartas, telefonemas, passeios, no olhar, na dor, na eloqüência do silêncio… Mesmo na distância a amizade tem expressão. Quem de nós não tem um amigo que partiu – ou fomos nós que partimos! – e, mesmo que não estejamos perto fisicamente, sabemos que sempre podemos contar um com o outro, que nossos corações continuam irmãos… enfim, temos a certeza do vínculo que nos une.
No relacionamento de amizade aprendemos muitas coisas: a amar, escutar, perdoar, proteger o secreto do outro e a nos humanizar. “Mas tirando-se tantos e tão grandes proveitos da amizade, o maior de todos é o que faz conceber belas esperanças, para tudo que possa sobrevir, e não deixa que desfaleçam os ânimos. Porque o verdadeiro amigo vê o outro como uma imagem de si mesmo.”
Na alegria ou na dor, nada é de sobremaneira pesado quando temos amigos. Mesmo passando por trevas, a amizade sempre nos oferece um caminho novo, uma vida nova, uma esperança, pois no sofrimento também se prova a amizade.

“Sem amigo, nada é agradável”, dizia Santo Agostinho. O poeta também elaborou um pensamento especial sobre a amizade: “Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem… Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida… mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro… embora não declare e não os procure sempre…” (Vinícius de Morais).

O que seria da nossa vida se olhássemos para trás e não víssemos as pegadas dos nossos amigos que marcaram o chão da nossa história? O que seria da Igreja sem as fecundas amizades entre Francisco e Clara, Teresa e João da Cruz… O que será de mim se não lançar sempre o meu olhar de gratidão para Deus que me deu tantos amigos, em tantas épocas, em tantos lugares… Mas de maneira especial dedico este artigo a minha amiga Nira, que unida a mim por desígnios misteriosos da providência divina, com a sua vida me faz crer que o amor é mais forte do que a morte (cf. Ct 8,6s).

Por: Márcia Fernanda Moreno dos Santos

A GERAÇÃO PÓS PÍLULA

Assunto delicado de se abordar! Mexe com a sensibilidade feminina. Quem não ouviu as mulheres é melhor que se cale! Se discordar, é melhor que tenha argumentos! Elas não estão mais tolerando que homens lhes digam o que fazer com seus corpos. As mulheres, sabem se o que aconteceu nesses últimos quarenta anos foi melhor ou foi pior para elas e para a sociedade. Sabem se foi bom terem os filhos que quiseram ter e não ter os que não quiseram. Mas há o outro lado da moeda. Os maridos e os estudiosos de comportamento humano. Quem viu e teve de lidar com as consequências da liberação sexual a partir dos anos 60 também não deve se calar. Primeiro falem as mulheres, mas que falem também os outros! Elas tiveram filhos ou abortaram e por isso o assunto não ficou apenas no universo feminino. Houve consequências para  …………..

seus maridos, seus filhos homens e suas filhas mulheres. Herbet Marcuse as dissecou no seu livro Eros e Civilização, Jean Baudrillard no seu A Transparência do Mal e centenas de psicólogos, psiquiatras e sociólogos entraram de rijo no assunto: “quero ser mãe”, “não quero ser mãe” . O mundo não é mais o mesmo desde o advento e a disseminação da pílula. Ela libertou a mulher para o bem e para o mal. Vivemos agora a segunda geração pós-pílula. Suas netas e bisnetas estão de namoro e de paquera e algumas aos quinze anos, já dormem com seus namorados porque existe a pílula. Convém ouvir os ginecologistas. Eles podem dizer com conhecimento de causa se a pílula anticoncepcional trouxe mais benefícios do que malefícios e efeitos colaterais. Eles sabem se a ingestão daquelas substâncias afetou o corpo e amente das mulheres. Mulheres obstetras e ginecologistas, ainda mais elas, devem ser ouvidas. Sacerdotes cristãos precisam ouvi-las antes de dar conselhos. É evidente que um fármaco que atinge o aparelho de reprodução feminino atinge a mulher. La está interferindo num mecanismo que só ela sabe o que causa nela. Mas quando ouço o argumento de que o corpo da mulher só a ela pertence pergunto se o corpo formado dentro dela também pertence a ela a ponto de ninguém além delas poder opinar. Hoje que se fala em camada de ozônio e no gás que gerou o famoso buraco na atmosfera pergunto se os estudiosos que questionaram nos anos após guerra a utilização daquele gás mereciam ter sido rejeitados e silenciados. O eu estava em pauta eram possíveis bilhões e aparelhos que beneficiariam a humanidade. Mas eles alertaram para possíveis efeitos. O mesmo fez Litze Meiner, a cientista que se negou a participar da construção da bomba atômica em Los Álamos, USA. A pequena drágea libertou a mulher da escravidão da gravidez indesejada, foi um tipo de bomba de efeito ético e moral. Mudou o comportamento sexual das mulheres. As mães cujas filhas adolescentes hoje levam pílula e camisinha na bolsa e viajam com seus namorados deveriam estar mais seguras. Por que será que não estão? É que pílula e camisinha impedem a concepção, mas nem sempre ajudam a enraizar conceitos. Com relação ao sexo essa geração parece não ter mais preconceitos, mas será que tem conceitos? É aí que as mães deveriam ser ouvidas. São?
Pe. Zezinho scj

Como você corrige as pessoas?

Lembre-se de que lidamos com pessoas e não com gado. Como você corrige seu filho, seu esposo, sua esposa, seu empregado, seu colega, seu subordinado de modo geral? É um dever e uma necessidade corrigir aqueles a quem amamos, mas isso precisa ser feito de maneira correta. Toda autoridade vem de Deus e em Seu nome deve ser exercida; por isso, com muito jeito e cautela.

Não é fácil corrigir uma pessoa que erra; apontar o dedo para alguém e dizer-lhe: “Você errou!”, dói no ego da pessoa; e se a correção não for feita de modo correto pode gerar efeito contrário. Se esta for feita inadequadamente pode  …….

piorar o estado da pessoa e gerar nela humilhação e revolta. Nunca se pode, por exemplo, corrigir alguém na frente de outras pessoas, isso a deixa humilhada, ofendida e, muitas vezes, com ódio de quem a corrigiu. E, lamentavelmente, isso é muito comum, especialmente por parte de pessoas que têm um temperamento intempestivo (“pavio curto”) e que agem de maneira impulsiva. Essas pessoas precisam tomar muito cuidado, porque, às vezes, querendo queimar etapas, acabam queimando pessoas. Ofendem a muitos. Quem erra precisa ser corrigido, para seu bem, mas com elegância e amor. Há pais que subestimam os filhos, os tratam com desdém, desprezo. Alguns, ao corrigi-los, o fazem com grosseria, palavras ofensivas e marcantes. O pior de tudo é quando chamam a atenção dos filhos na presença de outras pessoas, irmãos ou amigos, até do (a) namorado (a). Isso o (a) humilha e o (a) faz odiar o pai e a mãe. Como é que esse (a) filho (a), depois, vai ouvir os conselhos desses pais? O mesmo se dá com quem corrige um empregado ou subordinado na frente dos outros. É um desastre humano! Gostaria de apontar aqui três exigências para corrigir bem uma pessoa:
 
1 – Nunca corrigir na frente dos outros.
Ao corrigir alguém, deve-se chamá-lo a sós, fechar a porta da sala ou do quarto, e conversar com firmeza, mas com polidez, sem gritos, ofensas e ameaças, pois este não é o caminho do amor. Não se pode humilhar a pessoa. Mesmo a criança pequena deve ser corrigida a sós para que não se sinta humilhada na frente dos irmãos ou amigos. Se for adulto, isso é mais importante ainda. Como é lamentável os pais ou patrões que gritam corrigindo seus filhos ou empregados na frente dos outros! Escolha um lugar adequado para corrigir a pessoa.
Gostaria de lembrar que a Igreja, como boa Mãe, garante a nós o sigilo da Confissão, de maneira extrema. Se o sacerdote revelar nosso pecado a alguém, ele pode ser punido com a pena máxima que a instituição criada por Cristo pode aplicar: a excomunhão. Isso para proteger a nossa intimidade e não permitir que a revelação de nossos erros nos humilhe. E nós? Como fazemos com os outros? Só o fato de você dar a privacidade à pessoa a ser corrigida, ao chamá-la a sós, ela já estará mais bem preparada para a correção a receber, sem odiá-lo.
2 – Escolha o momento certo.
Não se pode chamar a atenção de alguém no momento em que a pessoa errada está cansada, nervosa ou indisposta. Espere o melhor momento, quando ela estiver calma. Os impulsivos e coléricos precisam se policiar muito nestes momentos porque provocam tragédias no relacionamento. Com o sangue quente derramam a bílis – às vezes mesmo com palavras suaves – sobre aquele que errou e provocam no interior deste uma ferida difícil de cicatrizar. Pessoas assim acabam ficando malvistas no seu meio. Pais e patrões não podem corrigir os filhos e subordinados dessa forma, gritando e ofendendo por causa do sangue quente. Espere, se eduque, conte até 10 dez, vá para fora, saia por um tempo da presença do que errou; não se lance afoito sobre o celular para o repreender “agora”. Repito: a correção não pode deixar de ser feita; a punição pode ser dada, mas tudo com jeito, com galhardia. Estamos tratando com gente e não com gado.
3 – Use palavras corretas.
Às vezes, um “sim” dito de maneira errada é pior do que um “não” dito com jeito. Antes de corrigir alguém, saiba ouvi-lo no que errou; dê-lhe o direito de expor com detalhes e com tempo o que fez de errado, e por que fez aquilo errado. É comum que o pai, o patrão, o amigo, o colega, precipitados, cometam um grave erro e injustiça com o outro. O problema não é a correção a aplicar, mas o jeito de falar, sem ofender, sem magoar, sem humilhar, sem ferir a alma. Eu era professor em uma Faculdade, e um dos alunos veio me dizer que perdeu uma das provas e que não podia trazer atestado médico para justificar sua falta. Ter que fazer uma prova de segunda chamada, apenas para um aluno, me irritava. Então, eu lhe disse que não lhe daria outra prova. Quando ele insistiu, fui grosseiro com ele, até que ele pôde se explicar: “Professor, é que eu uso um olho de vidro, e no dia da sua prova o meu olho de vidro caiu na pia e se quebrou; por isso eu não pude fazer a prova”. Fiquei com “cara de tacho” e lhe pedi mil desculpas. Nunca me esqueci de uma correção que o meu pai nos deu quando eu e meus oito irmãos éramos ainda pequenos. De vez em quando nós nos escondíamos para fumar escondidos dele. Nossa casa tinha um quintal grande e um pequeno quarto no fundo do quintal; lá a gente se reunia para fumar. Um dia nosso pai nos pegou fumando; foi um desespero… Eu achei que ele fosse dar uma surra em cada um; mas não, me lembro exatamente até hoje, depois de quase cinquenta anos, a bela lição que ele nos deu. Lembro-me bem: nos reuniu no meio do quintal, em círculo, depois pediu que lhe déssemos um cigarro; ele o pegou, acendeu-o, deu uma tragada e soprou a fumaça na unha do dedo polegar, fazendo pressão, com a boca quase fechada. Em seguida, mostrou a cada um de nós a sua unha amarelada pela nicotina do cigarro. E começou perguntando: “Vocês sabem o que é isso, amarelo? É veneno; é nicotina; isso vai para o pulmão de vocês e faz muito mal para a saúde. É isso que vocês querem?” Em seguida ele não disse mais nada; apenas disse que ele fumava quando era jovem, mas que deixou de fazê-lo para que nós não aprendêssemos algo errado com ele. Assim terminou a lição; não bateu em ninguém e não xingou ninguém; fomos embora. Hoje nenhum de meus irmãos fuma; e eu nunca me esqueci dessa lição. São Francisco de Sales, doutor da Igreja, dizia que “o que não se pode fazer por amor, não deve ser feito de outro jeito, porque não dá resultado”. E se você magoou alguém, corrigindo-o grosseiramente, peça perdão logo; é um dever de consciência.
– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –
por Prof. Felipe Aquino, doutor em engenharia mecânica pela UNESP e pelo ITA – Apresentador de programas na TV  – cleofas.com.br