Oração no Tempo da Quaresma

Bendito seja Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo e verdadeiro, por intermédio de Nossa Senhora, realiza em nós graças e maravilhas. Louvado seja também o Espírito Santo, Deus vivo e verdadeiro que ilumina e santifica nossas vontades, desejos e atos. Que nesse Tempo da Quaresma, tempo forte de conversão, de mudança de vida e de restauração, não cansemos de clamar ao Senhor da vida, Jesus Cristo, a fé, a esperança e a caridade. E ao Divino Espírito Santo peçamos a graça da santificação diária nas realidades onde vivemos.  A Santa Maria Mãe de Deus, nunca deixemos de consagrar as nossas vidas, pois Ela é nossa intercessora até a morte. Obrigado Senhor Deus por nos curar e libertar nesse Tempo da Quaresma de toda Escravidão e Trevas que não nos levam a Santidade. Glória ao Pai ao Filho e ao Espírito Santo como era no princípio agora e sempre amém. São Francisco de Assis rogai por nós. Santa Maria Mãe de Deus rogai por nós que recorremos a Vós, amém.
Por: Wander Venerio  C. de Freitas (Teólogo).

MARIA TEOTOKOS

Dezesseis séculos atrás, no ano de 431, Pelo quer equivaleria ao nosso “D” ao invés  do nosso  “T”, o bispo Nestório de Alexandria no Egito, foi condenado, deposto e pelo Concílio de Éfeso e, mais tarde, exilado. Naquele tempo, teologia podia tornar-se assunto político e questão de Estado, sobretudo se gerasse violência nas ruas ou briga por posse de templos. O jeito era exilar o culpado pela divisão. Pode não significar nada para nós que, hoje, sustentamos a separação entre o Estado e as Igrejas, e que falamos português. Para eles que falavam grego e viam tudo como uma só coisa, equivalia aceitar se Maria era mãe do Filho de Deus ou apenas educadora dele. Membros das igrejas de  ….

Antioquia e Alexandria entraram em dura disputa teológica que envolvia crer se o Cristo era Deus ou não era, e caso o fosse, se Maria era mãe (tokos) ou apenas educadora (dokos)  dele.
Como Nestório sustentava que em Cristo há duas pessoas e duas naturezas, enquanto a Igreja, na sua maioria, afirmava que há uma só pessoa em Cristo, mas duas naturezas: a divina e a humana, a doutrina de Nestório foi rejeitada. Com isso ficava claro e definitivo para a Igreja, que Maria era mãe da pessoa do Cristo. Sendo Jesus o Cristo Filho de Deus, mas, também, filho dela neste mundo, já que as duas naturezas são inseparáveis, então Maria podia e deveria ser chamada de “Mãe de Deus”. Não era nem nunca seria deusa, mas, tornando-se mãe do Verbo Encarnado, não ficou mãe do Pai, nem do Espírito Santo, que são pessoas distintas na Trindade Una, mas, sim, tornou-se a mãe do Filho.
Quando a Igreja Católica, no dia 1* de Janeiro, enquanto o mundo festeja o Dia Mundial da Paz, declara que, para os católicos também é dia de lembrar que Maria foi Mãe de Deus, está afirmando que continua a discordar do Bispo Nestório e de quem ainda o segue. Continuamos a dizer que em Jesus Cristo havia um só pessoa, mas duas naturezas. O Filho Eterno de Deus encarnou-se no ventre da Virgem Maria por obra de Deus, e o bebê que ali se formou era plenamente humano. Em outras palavras: Maria deu á luz um bebê que era um ser humano e ao mesmo tempo era um ser divino, mas tratava-se da mesma pessoa. O Pai não se fez humano, nem o Espírito Santo, mas o Filho, sim.
Para quem não estuda catecismo, ou não aceita Jesus como Filho de Deus esse tipo de discussão parece estranho. Faz sentido para quem afirma que, sim, o Deus único, que é Santíssima Trindade de pessoas, esteve aqui na pessoa do Filho, e Maria, a Virgem de Nazaré escolhida para ser sua mãe,  foi mãe não apenas do lado humano dele. Há cristãos e outros crentes em Deus que não conseguem chamar Maria de Mãe de Deus. Há outros que assim entendem e assim a chamam.
Nós católicos até dedicamos o 1* dia do ano a esta doutrina. Maria não é deusa, mas  é mãe do Cristo e, portanto, é mãe de Deus. Se Deus podia tornar isso possível? Nós sustentamos que podia e fez! Maria, um frágil ser humano feminino, levou-o no ventre e por mais de 30 anos viveu e agiu como Mãe de Deus. Ela também precisou entender essas coisas. Por isso vivia tentando entendê-las e as guardava no coração.
É uma verdade gigantesca. Deus morou no ventre e uma virgem! Nem todos os dogmas são fáceis de aceitar. Este não é fácil para muitas pessoas, mas também não foi fácil para aquela virgem. Ela precisou entendê-lo aos poucos. Por isso guardava tudo no coração. Quem disse que crer em Deus é uma brincadeira? Pois, não é. Desde então há cristãos que mudam de religião em busca de dogmas menos exigentes do que este. Vão embora do catolicismo e, às vezes, encontram na outra igreja dogmas ainda mais difíceis de aceitar. Por exemplo: que um pregador vivo tenha mais poder de cura do que um santo do céu ou que ninguém ainda entrou no céu.
Nós dizemos que no céu há bilhões de santos salvos e santificamos pelo sangue de Jesus que tem poder. Dizemos  e que Maria, a Mãe de Deus está lá, porque se o Filho de Deus ainda não levou sua mãe para o céu, então o céu está vazio de seres humanos salvos e santificados. Se Ele não conseguiu romper esta barreira do tempo, então seu sangue não é tão poderoso quanto alguns fiéis cantam nas suas igrejas. Ou Jesus pode salvar e salva, ou bilhões de cristãos que já morreram há séculos estão esperando a sua volta para poderem entrar no céu.
Hoje é dia de católico dizer que Maria é Mãe do Cristo e, por isso, Mãe de Deus, está no céu e, lá, ora por nós e, de lá, continua apontando na direção do seu Filho e a dizer-nos: – “Meu Filho era e é Deus e meu ventre foi sua morada!”   Que bom para as mulheres católicas e cristãs! Que bom poder acreditar que o Filho de Deus morou no ventre de Maria. Se ela, depois, continuou virgem e que os chamados irmãos de Jesus eram filhos de outra Maria?  Alguns dizem que não. Nós dizemos que sim! E se alguém quiser discutir isso talvez tenhamos mais uns dezesseis séculos pela frente! Um dia chegaremos a um acordo! Quem disse que é fácil praticar o ecumenismo?

Havia Morte Antes de Adão?

Antes da Queda, Deus fez provisões para Adão e Eva sustentarem suas vidas físicas para sempre; mas após desobedecerem a Deus, não apenas lhes sucedeu a morte espiritual imediata, como também Deus os amaldiçoou e lhes disse que iriam, um dia, morrer fisicamente por terem sido excluídos da árvore da vida. Em Gênesis 3:17-19 está escrito: “E ao homem declarou: ‘Visto que você deu ouvidos à sua mulher e comeu do fruto da árvore da qual eu lhe ordenara que não comesse, maldita é a ……

Os defensores [do Criacionismo] da Terra Nova[1] negam que haveria morte antes da queda de Adão. Eles afirmam que a Bíblia declara que a morte veio apenas após Adão como resultado do seu pecado: “da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram” (Rom. 5:12; cf. 8:20-22). Dr. Geisler responde dizendo que há vários problemas nesse argumento. Primeiro, Romanos 5:12 não diz que todos os animais morrem por causa do pecado de Adão, mas que apenas “todos os homens” morrem como conseqüência. Segundo, Romanos 8 não diz que os animais morrem como resultado do pecado de Adão, mas que apenas a criação “foi submetida à inutilidade” como resultado disso (v.20). Terceiro, se Adão comia qualquer coisa – e ele tinha que comer para sobreviver – então ao menos as plantas deveriam morrer antes do seu pecado. Quarto, e finalmente, a evidência de fósseis indica que os animais morriam antes dos humanos morrerem, de modo que o homem se encontra no topo do Estrato Geológico (mais recente), e os animais então em níveis inferiores do Estrato (mais antigos).
Deixe-me acrescentar alguns pensamentos adicionais aos que o Dr. Geisler escreveu:
Romanos 5:12 diz: “Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram”. Aqui aprendemos:
1) Através do ato de rebelião de Adão o pecado entrou no mundo.
2) A morte resultou do pecado – mas para quem?
3) A morte se difundiu por todos os homens.
4) A morte se difundiu por todos os homens porque todos pecaram.
5) Note, não diz que a morte se difundiu para todos os animais – e sim para todos os homens.
6) Além disso, que tipo de morte o Apóstolo Paulo fala? Lembre-se a Bíblia descreve 5 tipos de morte:
a) Morte física – a morte do corpo (Tiago 2:26)
b) Morte espiritual ou separação de Deus (Rom. 6:23; Ef. 4:18).
c) Morte eterna – a segunda morte (Ap. 20:14).
d) Morte para a lei (Rom. 7:14).
e) Morte para o pecado (Rom. 6:12)
Em Romanos 5:12, o Apóstolo se refere primariamente a “b” – morte espiritual. Genesis 2:15-17 nos diz o porquê:

O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo. E o Senhor Deus ordenou ao homem: ‘Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá.

Deus disse especificamente para Adão e Eva que no dia em que eles comessem do fruto proibido eles certamente morreriam. Eles morreram fisicamente naquele dia? Não. Depois de pecarem, Adão e Eva continuavam caminhando. De fato, Adão viveu 930 anos de idade. Eles cultivaram a terra e tiveram filhos.
A morte especificada em Gênesis 2 e 3 por Paulo, em Romanos 5 deve ser a morte espiritual. Quando Adão pecou, ele instantaneamente “morreu” como Deus tinha dito. Ele permaneceu vivo de forma física, mental, voluntária e emocional, mas espiritualmente ele morreu. Isto é, o homem quebrou sua companhia harmoniosa com Deus e iniciou sua inclinação ou propensão ao pecado (seu lugar apropriado abaixo de Deus). Esta é a chamada “Doutrina do Pecado Original” (não um pecado em particular, mas a tendência inerente ao pecado entrou no reino humano quando o homem se tornou pecador por natureza).
Considerando:
1) A morte pelo pecado a que Paulo se refere não é equivalente à morte física. Se fosse, Adão e Eva teriam fisicamente morrido no dia em que comeram da árvore. A Bíblia fala primeiramente da morte espiritual resultando do pecado.
2) Apenas os humanos mereceram o título de “pecadores”. Apenas os humanos podem sofrer a morte através do pecado. Animais não pecam e não são chamados de pecadores na Bíblia. Além disso, não é oferecido aos animais o presente da vida eterna se eles se arrependerem.
3) A morte que Adão experimentou está cuidadosamente qualificada pelo Apóstolo Paulo em Romanos 5:12. Ele escreveu “a morte veio a todos os homens” – não para todas as plantas e animais – apenas para seres humanos.
Note também em Romanos 5:18 “Conseqüentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens.” Aqui, Paulo fala sobre a queda do homem, sua morte espiritual e separação de Deus e a salvação de Deus através da morte de Cristo para conceder a salvação que pode encobrir o pecado de todos os homens. Eles devem receber esse presente pela fé em Cristo.
4) Além da morte espiritual, o homem se tornou mortal, sujeito às misérias dessa vida, e excluído da possibilidade de existir fisicamente para sempre. Em outras palavras, como resultado da Queda, Deus condenou Adão a uma expectativa de vida limitada e ao fato certo da morte física no futuro. Deus retirou o acesso à árvore no jardim que dava a Adão e Eva o potencial para a vida física eterna. Como sabemos? As Escrituras nos dizem em Genese 3:22-24.

Então disse o Senhor Deus: “Agora o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Não se deve, pois, permitir que ele tome também do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre“. Por isso o Senhor Deus o mandou embora do jardim do Éden para cultivar o solo do qual fora tirado. Depois de expulsar o homem, colocou a leste do jardim do Éden querubins e uma espada flamejante que se movia, guardando o caminho para a árvore da vida.

Aparentemente, Adão e Eva tinham o potencial para a vida física eterna antes, e mesmo após pecarem. John MacArthur comentou em seu Estudo da Bíblia em relação a esses versos:

Deus disse ao homem que ele certamente morreria se comesse da árvore proibida. Mas a preocupação de Deus também pode ter sido de que o homem não vivesse para sempre em sua condição lamentável e amaldiçoada. Tomado no contexto mais amplo da Escritura, expulsar o homem e sua esposa do jardim foi um ato de graça misericordiosa prevenindo-os de serem sustentados para sempre pela árvore da vida.

Novamente, antes da Queda, Deus fez provisões para Adão e Eva sustentarem suas vidas físicas para sempre; mas após desobedecerem a Deus, não apenas lhes sucedeu a morte espiritual imediata, como também Deus os amaldiçoou e lhes disse que iriam, um dia, morrer fisicamente por terem sido excluídos da árvore da vida.
Em Gênesis 3:17-19 está escrito: “E ao homem declarou: ‘Visto que você deu ouvidos à sua mulher e comeu do fruto da árvore da qual eu lhe ordenara que não comesse, maldita é a terra por sua causa; com sofrimento você se alimentará dela todos os dias da sua vida. Ela lhe dará espinhos e ervas daninhas, e você terá que alimentar-se das plantas do campo. Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó, e ao pó voltará’.”
Todos os Cristãos acreditam que quando Adão e Eva pecaram, trouxeram a morte espiritual imediata e a certeza da futura morte física. Os Cristãos também acreditam que o pecado original veio à existência naquele tempo. Além disso, Cristo é o único meio para a condição pecaminosa do homem. Mas os fatos não autorizam que os Cristãos creiam que a vida animal e vegetal morressem apenas após Adão e Eva pecarem.
Mas como a Queda afetou a natureza? Qual é o significado de Romanos 8:20-22, onde isso se expressa: “Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade [futilidade], não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora;”
As palavras “futilidade” ou “vaidade” referem-se à inabilidade de alcançar um objetivo ou propósito. Toda a criação é personificada para ser, como foi, esperançosa pela transformação de sua maldição e seus efeitos. Por causa do pecado do homem, Deus amaldiçoou o universo físico e agora nenhuma parte da criação realiza inteiramente o propósito original de Deus.
Alguns interpretam esse verso dizendo que o pecado de Adão conduziu para dentro da criação todo o tipo de deterioração natural, dor e morte. Eles supõem que a lei da entropia que descreve a diminuição da ordem no universo, não tinha efeito até o pecado de Adão e Eva. Baseado nessa hipótese, o tempo entre a criação do universo e a queda de Adão e Eva deve ser breve para explicar por que as evidências físicas não mostram nenhum período em que a deterioração e a morte não estavam em operação.
Mas existem vários problemas com essa interpretação. Primeiro, se alguém sustenta a hipótese do dia de 24 horas, em que Deus levou seis dias para criar tudo, então, de acordo com Romanos 8:22, “toda a criação” deve incluir o universo e todas as estrelas. Mas se assim for, as estrelas não brilharam após o primeiro dia? Os físicos insistem que as estrelas estavam brilhando e que a entropia estava ocorrendo naquele ponto. Se esse for o caso, então a deterioração estava presente desde o primeiro dia.
Como o Dr. Hugh escreveu em The Genesis Question [A Questão de Gênesis]:

Quando consideramos que a segunda lei da termodinâmica é essencial para a existência da vida, essencial para a alimentação, mobilidade e outras atividades incontáveis que a maioria de nós concorda ser agradáveis e boas, não vemos razão para sugerir que a lei deve ser julgada como ruim. As leis da termodinâmica foram incluídas quando Deus declarou Sua criação como “muito boa” (Genesis 1:31).
Devemos ser cuidadosos, porém, para não confundir a criação muito boa de Deus com Sua melhor criação, ou mais especificamente, o objetivo final para Sua criação. Na nova criação não haverá leis da termodinâmica – nenhuma deterioração, nenhum frustração, nenhum gemido, nenhum sofrimento (veja Apocalipse 21:1-5). As leis da termodinâmica são boas, apesar do “sofrimento”, da “frustração” e “gemidos”, porque elas são parte da estratégia de Deus para preparar Sua criação a aproveitar as bênçãos e recompensas da nova criação.

Então, se Adão e Eva fizeram algum trabalho no Jardim, então uma perda de energia e uma certa quantidade de deterioração estava presente. Por quê? Porque o trabalho é essencial para a respiração, circulação do sangue, contração muscular e digestão do alimento. Esses são todos processos que virtualmente sustentam a vida. Adão estava trabalhando, supervisionando o Jardim do Éden (Gen. 2:15) antes de pecar. Então, Romanos 8:20-22 não poderia indicar que o pecado de Adão iniciou todo o processo de deterioração.
Quando Paulo se refere ao “gemido” da criação, a que outros efeitos da maldição ele se refere? Poderia ser que em Genesis 1:28 Deus ordenou ao homem que supervisionasse o ambiente, mas como o homem pecou, o ambiente foi arruinado. O efeito do homem no ambiente é aproximadamente análogo ao resultado de mandar uma criança de 2 anos de idade arrumar o armário. Deixado de lado, o armário se tornará menos arrumado devido à tendência natural à decadência e à desordem. Entretanto, tipicamente, a criança de 2 anos de idade irá apressar o processo de decadência e desordem. Isaias 24:5 descreve a destruição do planeta que resulta da insubordinação do ser humano a Deus. Da mesma forma como se deve esperar que uma criança de 2 anos cresça um pouco antes que ajude a arrumar o armário, a criação também espera que a raça humana experimente os resultados de Deus subjugar o problema do pecado.
Mesmo os pais da Igreja, como Orígenes, que viveram de 185 a 254 d.C., interpretaram Romanos 8:20-22 indicando que a decadência estava em vigor no mundo natural desde a criação do universo. Visto que Orígenes precedeu a descoberta científica das leis da termodinâmica e entropia (que inclui o princípio da decadência) por centenas de anos, está claro que ele não surgiu com sua interpretação como resultado de uma tentativa de adaptação às modernas teorias científicas de seu tempo.
Existem outras razões que nos dizem que a dor física e a decadência devem ter existido antes da Queda? Sim. Em Gênesis 3:16 Deus disse à Eva “Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição; em dor darás à luz filhos.”. Ele não diz “introduzir”. Ele diz, “aumentar” ou “multiplicar”, implicando que deve ter havido alguma dor em qualquer caso.
Como Philip Yancey mostrou tão claramente em seu livro Onde está Deus quando chega a dor? (Editora Vida), alguma dor é boa. É bom que quando eu coloco minha mão no fogo, a dor me avise do perigo. Se a dor não estivesse ali, não saberia que meus dedos estariam queimando. A dor é a maneira de Deus evitar que destruíssemos nós mesmos. Adão e Eva certamente tinham que usar o tato e podiam sentir dor no Jardim antes da Queda. Eles deveriam ter um sistema nervoso que os protegessem que qualquer perigo em seu ambiente no Jardim. Eles deveriam ser capazes de sentir a picada de uma abelha, ou que estavam se envenenando ou de serem furados por um espinho. Quando Adão e Eva pecaram, As conseqüências e o risco da dor e sacrifício não começaram, eles simplesmente aumentaram.
Enquanto o pecado que nós seres humanos cometemos causa naturalmente em nós uma reação negativa à decadência, ao trabalho, à morte física, à dor e ao sofrimento, e enquanto tudo isso está ultimamente ligado de alguma forma aos planos de Deus para conquistar o pecado permanentemente, não há nada nas Escrituras que nos force a concluir que nenhuma dessas entidades existiram antes do primeiro ato de rebelião de Adão contra Deus. Por outro lado, a revelação de Deus através da natureza fornece evidências decisivas de que alguns desses fatores existiram por um longo período antes da criação de Adão.
A Morte dos Animais: Como isso se relaciona com a Expiação?
Outra questão que emerge é esta. Se os animais morriam antes da Queda, isso não afeta a doutrina bíblica de Expiação? Alguns citam Hebreus 9:22, que diz, “De fato, segundo a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e sem derramamento de sangue não há perdão.” Eles interpretam esses versículos para dizer que “A base da mensagem do evangelho é que Deus trouxe morte e derramamento de sangue por causa do pecado. Se a morte e o derramamento de sangue de animais (ou do homem) existissem antes de Adão pecar, então toda a base da expiação – a base da redenção – é destruída.”
Mas essa é uma interpretação bíblica defeituosa. Embora seja verdade que não há remissão de pecado sem derramamento de sangue, o sangue de Cristo, não segue necessariamente que todo sangue derramado é para a remissão do pecado. Dizer que não houve derramamento de sangue antes do pecado é cometer os mesmo erros de interpretação bíblica feita por aqueles que reivindicam que não houve tempestade antes do Dilúvio de Gênesis.
Hebreus 10:1-4 explica que o sangue dos animais sacrificados não eliminará o pecado. O sacrifício pela morte de animais foi um retrato físico da morte espiritual causada pelo pecado, que necessitava da morte como um substituto para a expiação, bem como o prenúncio do último sacrifício eficaz que Deus, ele mesmo, um dia providenciaria. Desde que a pena para o pecado é a morte espiritual, nenhum sacrifício de animais poderia sequer reparar o pecado. O crime é espiritual, então a expiação tinha que ser feita por um ser espiritual.
O derramamento de sangue antes de Adão pecar não afeta ou prejudica, de nenhuma maneira, a doutrina da Expiação. Sustentar esta doutrina central não exige de forma alguma um cenário de criação em que nenhuma das criaturas de Deus recebeu um arranhão ou um sangramento de ferida antes do pecado de Adão e Eva. Mesmo em um ambiente natural ideal, os animais seriam constantemente arranhados, picados, machucados e mesmo mortos uns pelos outros e por eventos acidentais.

[1] Nota do Editor: Existem diversas interpretações para o significado de “dias” em Gênesis 1. O autor deste artigo critica a interpretação defendida pelos Criacionistas da Terra Nova, os quais afirmam que o mundo foi criado em seis dias literais de 24 horas.
O artigo original em inglês está no site do Ankerberg Theological Research Institute.
Por Dr. John Ankerberg e Dr. Norman Geisler
Tradução: Juliana Cambiucci Pereira

Masturbação: Considerações Pastorais e Psicológicas na superação do vício

Muito já se escreveu sobre masturbação, e alguém pode perguntar porque a necessidade de escrever mais sobre o assunto. Mas há novas maneiras de pensar o problema, bem como a minha própria experiência no contato e ajuda a pessoas que procuram deixar a masturbação, o que me deu vários “insights” sobre a psicologia da masturbação, a partir do estudo do vício em sexo, do qual a masturbação é um grande exemplo. Fiquei também impressionado com grupos de suporte que levam a sério a questão da masturbação, tais como o “Sexaholics Anonymous (S.A.), Sex and Love Addicts Anonymous (S.L.A.A.), e Courage. Outra razão para que eu escreva é que muitas pessoas que lutam contra essa fraqueza não recebem o adequado aconselhamento espiritual e moral. Em alguns casos eles são orientados de forma errada, dizem-lhes que a masturbação melhora a “performance” do ato conjugal, ou que faz parte do processo de recuperação de dificuldades sexuais. É bem sabido que o hábito da masturbação atinge pessoas de todas as idades, sendo encontrado entre crianças, adolescentes, adultos, casados, idosos.. Por favor observe que digo “tendência” (mais precisamente, tendência desordenada). Muitas pessoas têm encontrado, de diversas formas, controle sobre essa tendência com um programa espiritual. Outros, entretanto, lutam no   …..
escuro, e é para esse grupo que escrevo.
Considerações psicológicas sobre o hábito da masturbação
A masturbação é algumas vezes chamada de “auto-abuso”, ou onanismo, ou ainda em livros seculares, “auto-estimulação”. Quando a estimulação psíquica acontece durante o sono, é conhecida como polução noturna.
O Pe. Benedict Groeschel usa o termo masturbação para referir-se a ações que acontecem no estado de sono ou quase sono, ou a ações de crianças e comportamento sexual pré-adolescentes, reservando o termo “auto-erotismo” para a atividade de adolescentes mais velhos e adultos “que por uma variedade de razões voltam-se a si mesmos e encontram aí um substituto para a vivência real nesse comportamento simbólico e intensamente frustrante”.
No clássico artigo, o Pe. Jos. Farraher, S.J. descreve a masturbação como “a estimulação dos órgãos sexuais externos até um ponto de clímax ou orgasmo pela própria pessoa, através de movimentos com a mão ou outros contatos físicos ou através de estímulos como figuras ou imaginações (masturbação psíquica), ou através de uma combinação de estimulação física e psíquica”. Em um sentido mais amplo, isso inclui a masturbação mútua, na qual as pessoas tocam os genitais um do outro.
Mas talvez a descrição mais incisiva do hábito da masturbação esteja em uma carta de C.S. Lewis, citada por Leanne Payne em “The Broken Image”:
“Para mim o verdadeiro mau da masturbação consiste no fato de que ele pega um apetite que, no uso correto, levaria o indivíduo para fora de si a fim de completar (e corrigir) a própria personalidade na personalidade de outra pessoa (e finalmente nos filhos e até nos netos) e a inverte, fazendo-a voltar-se para a prisão do “si mesmo”, a fim de manter um harém de esposas imaginárias. E esse harém, uma vez admitido, trabalha contra a chance da pessoa um dia sair dele e realmente se unir a uma mulher real. Isso porque esse harém está lá, sempre acessível, sempre subserviente, não exige sacrifícios ou ajustes, e pode ser acompanhado de atrações eróticas e psicológicas que nenhuma mulher real pode trazer”. Essa citação pode ser aplicada também às mulheres. Ela expressa o significado da masturbação como uma fuga pessoal da realidade em direção à prisão da luxúria.
Fatores que contribuem ao hábito da masturbação
A masturbação é um fenômeno complexo. Não iremos compreender porque uma pessoa cai nesse hábito enquanto não conhecermos algo sobre sua história, sobre as causas do problema. Escutando as pessoas logo se vê que a solidão é a principal causa, levando o indivíduo ao isolamento, fantasia, e masturbação. A solidão geralmente vem acompanhada de sentimentos de profunda auto-depreciação e ressentimento. Quando o mundo real é duro e proibitivo, a pessoa se volta para a fantasia, e quando a pessoa perde muito tempo em um mundo de fantasia, torna-se escravo de objetos sexuais (pois essa é a maneira com que ele vê as pessoas, como objetos sexuais).
Daí a pessoa entra no mundo irreal, mas prazeroso, da própria imaginação. Esse é o princípio do vício sexual, tão bem descrito por Patrick Carnes.
O hábito da masturbação se transforma muito frequentemente em vício, ou seja, a pessoa não consegue mais controlar a atividade masturbatória, apesar de grandes esforços nesse sentido. Normalmente falta a essa pessoa um “insight”, ela precisa de terapia em conjunto com uma direção espiritual. Entretanto, às vezes o hábito da masturbação é temporário e circunstancial.

Lidando com a masturbação a partir do ponto de vista religioso

Ao nível pastoral não tem sentido nem serve para nada especular o quão responsável foi o viciado em masturbação pelo seu passado. É melhor ajudá-lo a preparar um programa espiritual.
A maneira mais errada de lidar com a questão é pensar que os adolescentes vão parar de se masturbar quando crescerem. Muitos não deixam.
Outro mito é dizer que quem pratica a masturbação tem menor chance de ter relações reais com outra pessoa de outro sexo ou do mesmo sexo. Isso pode ser verdade em algumas circunstâncias, mas a masturbação pode levar a agir com outras pessoas. Em alguns casos a masturbação já foi até recomendada como meio de aliviar as tensões do corpo, como uma forma de “terapia sexual”. Outros terapeutas usam a masturbação como um modo (alegam) terapêutico de reviver experiências sexuais traumáticas da infância (esse tipo de tratamento não é mais usado por terapeutas de prestígio). A masturbação mútua tem sido usada por homossexuais como forma de “sexo seguro”.
Outros conselheiros minimizam o problema, não dão conselho algum, a não ser “não se preocupe com isso”. De fato muitos consideram a masturbação um “não-assunto”, ou talvez um problema puramente psicológico. E por aí vai.
Parece, entretanto, que a atitude correta é tratar a masturbação habitual e compulsiva como um problema aberto à soluções, desde que a pessoa siga um projeto espiritual. Ele deve assumir a responsabilidade pelo seu futuro. À medida que vai se tornando mais livre da desordem, ele também se torna mais responsável. Isso vai se tornando mais claro, e posso mostrar algumas situações típicas.

Adolescentes.

É fato que adolescentes têm sido bombardeados com estímulos sexuais pela mídia, e os pais muitas vezes falham em dar orientações morais. Por isso não é surpresa alguma que os adolescentes não saibam nada sobre a moralidade da masturbação. Muitos já se envolvem e se tornam viciados na prática antes mesmo de se conscientizarem plenamente que ela é moralmente errada. Eu uso o termo “plenamente” porque, apesar de toda a lavagem cerebral de nossa cultura, muitos jovens sentem que a masturbação é errada.
Ao mesmo tempo eles se sentem incapazes de controlar um hábito já existente, e em sua vergonha e culpa escondem-se e fogem de discutir o assunto com conselheiros. Incertos sobre si mesmos, confusos acerca dos valores propostos pela cultura, e algumas vezes pela própria família, esses jovens facilmente se refugiam no mundo da fantasia do prazer sexual.
Muitas vezes temerosos de relacionamentos reais com pessoas do outro sexo, eles mergulham no mundo da fantasia da masturbação. Adicione-se a isso o caos moral e os conselhos errados sobre masturbação em aulas e “especialistas” e você pode compreender porque nossos jovens sequer mencionam no confessionário a masturbação como um problema moral.
Precisamos fornecer direcionamento espiritual adequado aos jovens, reconhecendo seu desejo de ser casto, e dando-lhes conselhos específicos no assunto.
Talvez falhemos em perceber a quantidade de culpa presente em jovens com o hábito da masturbação. Eles percebem que há algo errado no que fazem, apesar de lhes falarem para “não se preocupar com isso”, ou “você não pode fazer nada”, ou “quando você crescer isso passa”. Eles precisam de orientação, mas não a receberão enquanto não forem informados sobre a moralidade da masturbação, e os fatores psicológicos que muitas vezes os impedem de exercer o livre-arbítrio. A minha opinião (e a de outros confessores) é que muitos adolescentes não comparecem à Santa Comunhão aos domingos por sentirem que não conseguem superar o hábito.
Já com relação aos jovens adultos, o mito diria que esse hábito é para passar nessa idade. Mas com o casamento acontecendo cada vez mais tarde (depois dos 25 anos), com noivados durando anos a fio, e com o constante estímulo da mídia e da propaganda, não é surpresa que muitos homens e mulheres da masturbação, algumas vezes masturbação mútua.
Outras pessoas solteiras vivem na fantasia quando não estão trabalhando. Sem namorar com ninguém por uma variedade de razões, incertos sobre o que fazer da vida, e sem compromisso com esposa e filhos, frequentemente eles buscam refúgio em várias formas de fantasia, como revistas eróticas, etc. Estão muito ocupados com vários compromissos, e muito solitários. Sua tendência a se masturbar muitas vezes extrapola para um intercurso genital quando surge a oportunidade. Em outras palavras, seu ídolo é o sexo.
É muito difícil chegar a esse grupo, que muitas vezes só vem à Igreja na Páscoa e no Natal, para agradar a família. Talvez quando chegarem aos 30 anos e perceberem que há mais na vida do que só sexo, aí então venham buscar auxílio espiritual. Aqui a atividade sexual não é tanto o problema, mas um sintoma de uma profunda fuga do que é espiritual.
Quanto aos adultos mais maduros, é minha experiência que quando cristãos atingem os 30 anos sem ter escolhido uma vocação na vida, tal como casamento, vida religiosa, sacerdotal, ou uma vida de solteiro servindo a Cristo no mundo, eles começam a se perguntar pelo sentido da vida pessoal. Ainda assim, os desejos sexuais permanecem fortes como antes, e talvez mais intensos, e a pessoa pode gastar mais tempo da fantasia, levando à masturbação freqüente.
Isso, por sua vez, produz fortes sentimentos de vergonha e culpa. Se a pessoa não procura orientação espiritual para o problema, ou se quando procura não encontra nenhuma ajuda, ela vai continuar levando esse peso para a terceira idade.

Algumas diretivas espirituais

Acredito que as seguintes diretivas são úteis:

(1) Ajude a pessoa a refletir sobre o sentido da vida, suas esperanças, suas conquistas, seus desapontamentos, suas frustrações, sua solidão. Tente descobrir o que consome a pessoa, já que a masturbação geralmente é um sintoma da inquietude da alma, e precisamos atacar as causas do problema primeiro.

(2) Se possível, procure construir com a pessoa um projeto espiritual de vida.

(3) Conscientize a pessoa que a maioria dos seres humanos têm a tendência de fugir para mundos prazerosos de fantasia quando a realidade se torna dura e difícil, e a masturbação geralmente surge a partir da fantasia sexual. A estratégia espiritual é aprender como trazer a pessoa de volta da fantasia para a realidade tão cedo quanto possível, assim que se percebe que a fantasia sexual está envolvendo a pessoa.

A oração ajuda muito, assim como começar a fazer algo de externo e físico, como por exemplo caminhar, fazer algum trabalho doméstico, e daí por diante. Já aconteceu de você se encontrar em uma fantasia de raiva, de inveja ou sexual, e o telefone tocar, e quando você vai atender a fantasia desvanece? A questão é se manter na realidade.

(4) Além de compartilhar o problema com um diretor espiritual, tente encontrar um grupo de suporte com o “Sexaholics Anonymous (S.A.)”. Cultivar amizades reais com pessoas reais reduz significativamente o poder da fantasia sexual, e dá à pessoa um sentido de valor pessoal.
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Por John F. Harvey, OSFS
Trecho do artigo “The Pastoral Problem of Masturbation”, de John F. Harvey, OSFS. Disponível no site Courage.net

O que é o Protestantismo, suas incoerências e o falso conceito de ecumenismo


1) O igualitarismo e a dificuldade de convencer os “intérpretes” da Bíblia
Todos os protestantes, sem exceção, atribuem à si próprios o direito de ‘interpretar’ a Bíblia. Acreditam ter uma iluminação ‘direta’ do Espírito Santo, sem intermediários, ou seja, sem a Igreja. Em todos os debates que a Frente Universitária Lepanto travou com protestantes ficou patente que o objetivo deles não era conhecer as respostas católicas, mas combater à Igreja de Cristo, à Maria Santíssima, aos Santos etc. Alguns apenas se limitavam a transcrever trechos da Bíblia, sem embasamento doutrinário e sem raciocínio lógico, como se os trechos fossem ‘amuletos’ mágicos. A grande maioria não se embaraçava em se qualificar como “voz” do “espírito santo”, como predestinados e eleitos de Deus contra Igreja católica. O mais curioso, entretanto, é a diferença que o “espírito santo” manifesta em cada uma das centenas (talvez milhares) de ramificações do protestantismo…Mas, afinal, o que é um protestante? O protestante é aquele que “protesta contra a Igreja Católica“. Sua doutrina não tem unidade, suas igrejas não são infalíveis, sua hierarquia não é rígida, seus preceitos são secundários, pois o que importa é “crer” em Cristo. Sobre a unidade, eles se unem contra a Igreja. Sobre a infalibilidade, eles negam na Igreja Católica, mas defendem em sua interpretação pessoal, que não admite provas em sentido contrário, ainda que mais absurdas sejam suas teses. Sobre a hierarquia, eles obedecem apenas enquanto lhes convém, para logo depois fundarem uma Igreja que melhor se adapte à suas convicções subjetivas. Sobre os preceitos, basta ter fé, pois aquele que tem fé se salva…No fundo, eles só acreditam neles mesmos, pois utilizam-se da Bíblia para justificar suas crenças, já que não ….

seguem uma Igreja determinada e nem devem obediência ao seu pequeno líder. Em vez de consultarem as aves, como os romanos, ou os astros, como os gregos, os protestantes consultam a Bíblia, dando eles mesmos, ao texto, o sentido de que precisam e que mais se adapta a seus caprichos ou seus interesses. Todo o livro precisa de uma interpretação autêntica, feita por uma autoridade competente, senão é uma letra morta, e a letra morta só pode dar a morte. É o que clara e energicamente exprime S. Paulo: “A letra mata e o espírito vivifica” (2 Cor 3, 6). E ainda: “Para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra” (Rom 7, 6). Os judeus estavam na velhice da letra; Cristo trouxe a novidade de espírito e os protestantes rejeitam este espírito.

Como tal, os protestantes não têm dogmas porque o dogma exige uma verdade contida na Sagrada Escritura, e declarada autêntica pela autoridade competente.
O Protestante tem a Bíblia (embora sem alguns livros e com interpretações diversas), porém não possui nenhuma autoridade superior, infalível, para declarar que uma palavra tem tal sentido, e exprime tal verdade.
Não tem moral fixa, estável, porque “basta crer” e “fazer o que quiserem“, como diz Lutero, o que exclui toda moral.
Não tem culto público, porque o culto é a expressão da crença e sendo a crença individual, o culto igualmente deve ser individual.
No fundo, o que fazem então os protestantes? Eles protestam, criticam, censuram a Fé católica para substituí-la pela negação, pela revolta contra a autoridade do Papa, etc.
Esse é o laço que os une, pois a essência do protestantismo é a negação da Igreja Católica.
Não duvidamos que existam protestantes por ignorância. O que dizemos é que a essência do protestantismo é a revolta contra a autoridade da Igreja de Cristo.
A Igreja tem seus dogmas, eles os combatem
A Igreja possui uma moral pura, santa, um sacerdócio virgem. Guerra pois ao celibato!
A Igreja é baseada sobre o papado. Guerra ao papado!
A Igreja possui um culto majestoso, atraente, manifestação da sua fé e de seu amor. Guerra pois ao culto da Igreja!
A Igreja honra de um culto de adoração a pessoa de Cristo; de um culto de superveneração a Imaculada Mãe de Deus, e de um culto de veneração aos santos. Guerra, pois aos santos.
O protestantismo não possui santo nenhum! Então, gritam: “são ídolos… adoram as imagens… são idólatras!
Pobres protestantes, como dizia o Pe. Júlio Maria: “os ídolos são eles“. O protestante “é um ateu envolvido na capa de uma Bíblia… conservando só a capa, sendo ele mesmo o texto da Bíblia, isso é, sua própria vontade, pela livre interpretação“.
Aos protestantes, deixai de protestar e voltai à religião dos vossos pais, à religião de Jesus Cristo, ensinada pela Igreja católica. Ela é a única que possui dogmas imutáveis e faz praticar uma moral santa e santificante, a única que possui um culto interior, exterior, digno de Deus e dos homens, a única, enfim, que foi fundada por Jesus Cristo, e atravessou os séculos, sempre a mesma, sempre idêntica, sempre divina, porque com ela está o Espírito de Deus: “Eis que eu estarei convosco até o fim dos tempos” (Mt 28, 20)

a) Contra o que protestam os protestantes?
Os protestantes protestam contra a Igreja católica e contra os ensinamentos da mesma.
Cristo, o verdadeiro Deus, dirigindo-se a Pedro, disse: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). “Estarei convosco até o fim dos séculos” (Mt. 28, 20). “Se alguém, ainda que fosse um anjo do céu, vos anunciasse outro evangelho além do que vos tenho anunciado, seja anátema” (Gal 1, 8), “Pedro, rezei por ti, para que a tua fé nunca venha a se desfalecer” (Lc 22, 32).
Tudo isso é claro: é tal um sol refulgente!
O protestante, entretanto, protesta e grita precipitadamente: “Não! S. Pedro não é o chefe da Igreja! Não, ele não é o primeiro Papa! Ele nunca esteve em Roma! Não tem autoridade!
Se os protestantes fossem sinceros, eles deveriam reconhecer que só acreditam no protesto, pois eles negam o que a Igreja afirma e afirmam o que a Igreja nega. Eis a religião protestante.
A Igreja católica crê que S. Pedro e seus sucessores são os representantes de Cristo na Terra. Os protestantes protestam!
A Igreja crê na pureza Imaculada da Mãe de Deus, honrando-a e invocando-a. Os protestantes protestam!
A Igreja crê na confissão, no poder que o sacerdote recebeu de Cristo, de perdoar os pecados. Os protestantes protestam!
A Igreja crê no céu para os justos, no inferno para os maus e no purgatório para aqueles que têm de expiar ainda umas faltas. Os protestantes protestam!
A Igreja crê na intercessão dos santos, no culto dos finados, na união que existe entre os vivos e os mortos. Os protestantes protestam!
A Igreja crê nos sete sacramentos, no poder da oração, no valor das boas obras, nas indulgências concedidas pela Igreja. Os protestantes protestam!
A Igreja crê na Bíblia, como um livro divino, exigindo uma interpretação autêntica, feita por uma autoridade legítima. Os protestantes protestam!
A Igreja crê na Tradição, conforme as palavras de S. Paulo: “Conservai as tradições que aprendestes, ou por nossas palavras, ou nossa carta” (2 Tess 2, 15). Os protestantes protestam!
Bem que se aplicam a eles as palavras de S. Paulo: “Muitos andam… que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição, cujo deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas” (Filip. 3, 18-19). Nos Evangelhos, não é menos taxativo o Filho de Deus: “Ai de vós… hipócritas, porque percorreis mar e terra para fazer um prosélito, e depois de o ter ganho, o fazeis filho do inferno, duas vezes mais do que vós” (Mt 23, 15). E S. Paulo aos Romanos: “Tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus… antes se desvaneceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (1 Rm 21-22)
Mas, não serão palavras duras demais? Não, pois a confusão de doutrina, a divisão na cristandade, o desvio de tantas almas, tudo isso é gravíssimo!
A primeira obra que uma religião deve fazer é provar sua autenticidade, a autoridade e a legitimidade do seu ensino. Em outros termos, é provar os seus dogmas.
Por que razão não o fazem os protestantes? Pela razão muito simples de não terem dogmas. A negação ou o protesto não se sustentam por si mesmos, só podem existir onde há uma coisa positiva, que se possa negar, onde há uma verdade contra a qual se possa protestar…

b) O que é a Igreja Católica em comparação ao protestantismo?
O protestantismo só pode viver da negação do catolicismo. Assim, se o catolicismo pudesse morrer – o que é impossível – no mesmo dia e na mesma hora estaria morto o protestantismo.
A Igreja católica é o objeto positivo; o protestantismo é a sua negação. A Igreja católica é o sol luminoso e resplandecente do dia; o protestantismo é as trevas da noite onde se tropeça e perde o caminho: “Vae ponentes tenebras lucem” (Is 5, 20)
A Igreja católica é uma instituição que mantém a unidade através do Papa, o protestantismo é a anarquia, a desordem, onde cada pastor é livre em sua interpretação, onde cada fiel é ‘inspirado pelo espírito santo’: “Super hanc petram aedificabo ecclesiam meam” (Mt 16, 18).
A Igreja católica é a árvore frondosa, em cujos ramos as aves do céu, que são os santos, fazem seus ninhos; o protestantismo procura envolver o tronco e chupar-lhe a seiva, para esterilizá-lo. “Fit arbor, ita ut volucres caeli… habitent in ramis ejus” (Mt 13, 32).
A Igreja católica é o farol luminoso, que Deus colocou à beira da estrada humana, para indicar aos homens a verdade e a virtude; o protestantismo é a noite escura da ‘interpretação pessoal’, do subjetivismo e do orgulho individual, que cega o olhar do viajante e o faz precipitar-se no abismo. “Possui te in lucem gentium” (At 13, 47).
A Igreja católica é a ponte que liga a terra ao céu, e onde os homens devem passar para, da terra, subirem ao céu; o protestantismo é o abismo que desvia as almas da ponte. “Arcta via est, quae ducit ad vitam” (Mt 7, 14).
A Igreja católica é a arca fora da qual ninguém se salva, sendo todos – como no dilúvio – arrastados pelas ondas em furor; o protestantismo é o arrecife, formado pelas árvores arrancadas, pelas casas destruídas, que procura atalhar a navegação da arca. “Tanquam navis quae pertransit fluctuantem aquam” (Sab 5, 10).
A Igreja é a barca de S. Pedro que leva, através do oceano do mundo, os filhos de Deus, até aportar no céu; o protestantismo é o vento rígido que sopra contra a barquinha procurando afogá-la. “Navicula… in medio maris factabatur fluctibus” (Mt 14, 24).
A Igreja católica é a salvação prometida pelo Salvador; é a porta do céu; o protestantismo é a perdição das almas na negação da Igreja. “Si ecclesiam non audierit, sit tibi sicut ethnicus” (Mt 18, 17).
A Igreja católica é o Reino de Deus, reino triunfante no céu; reino padecente no purgatório, reino militante na terra; o protestantismo, estando fora deste tríplice reino…
Para terminar, resumamos tudo em duas palavras: a igreja católica é a obra de Deus, fundada por Deus, sustentada por Deus, inspirada por Deus, fazendo as obras de Deus; o protestantismo é obra dos homens.
c) A Contradição dos protestantes protestando
1) apenas a Bíblia
A Bíblia, só a bíblia… é o grito dos filhos de Lutero.
Onde, porventura, encontram eles na Bíblia esta passagem: “só a bíblia”?
Como eles podem defender “só a bíblia” se essa afirmação não consta na Bíblia?
E como fica frase de S. Pedro: “Assim vos escreveu também o nosso caríssimo irmão Paulo, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando-vos dessas coisas, como faz também em todas as suas cartas. Nelas há, porém, alguma coisa difícil de compreender, que as pessoas pouco instruídas ou pouco firmes deturpam, como fazem também com as outras escrituras, para sua própria ruína” (2Pd 3, 15-16). Se só a Bíblia, como pode ela levar ao engano?
Ver o tópico sobre a “Bíblia” em nossa página de Apologética.
2) As incoerências do “livre exame”
Aqui aparecem outras contradições aberrantes. .
Segundo a tese protestante, cada um com a sua Bíblia não precisa de explicação de ninguém, ele mesmo pode e deve interpretá-la segundo a “iluminação” ou “inspiração” do espírito santo. Ora, é para que servem os seus pastores, oradores, debatedores, etc?
E como fica o “exame” católico? Por que não vale? Todos tem liberdade, menos os católicos? No fundo, cada um dos ‘intérpretes’ se julga juiz da “Bíblia”
E como é possível o mesmo ‘espírito santo’ interpretar de forma diferente o mesmo texto em cada denominação protestante? Mas que contradição absurda! Ou Deus é contraditório, ou o “livre exame” leva ao erro!
Ver o tópico sobre a proibição do “livre exame” na Bíblia.

d) O falso conceito de ecumenismo
É necessário fazer um esclarecimento sobre o conceito de ecumenismo, muito deturpado hoje em dia. Ecumenismo não se confunde com sincretismo ou com relativismo. Sincretismo é a mistura das religiões, querendo fazer um meio-termo entre elas. Cada um abre mão de parte de sua doutrina em função do outro. O relativismo é o fundamento do conceito de equivocado ecumenismo e a negação da verdade. No fundo, é um tipo de ateísmo disfarçado, pois Deus é a verdade e, como conseqüência, ela não pode ser múltipla e “relativa” a cada um. Quem segue esse falso ecumenismo não crê em sua religião e busca moldar sua fé segundo o mundo e não segundo a Deus. Ele tem receio de se dizer católico por vergonha de proclamar verdades eternas. Ele tem vergonha de defender a Cristo quando todos o combatem, etc.





Igualitarismo: o problema de fundo do protestantismo.
Argumentos retirados de vários livros, principalmente do Pe. Júlio Maria (1949)

CRISTÃO QUE ESTUDA E QUE LÊ

Quem sabe ler não precisa ser doutor, mas precisa ser leitor. É tanto o que não sabemos e precisamos saber que, se não nos habituamos a buscar mais informação e reflexão com os que estudaram mais do que nós, continuaremos consumidores dos resumos que a mídia nos oferece. Quem não lê livros e documentos depende dos resumos e dos comentários de outros, mas dificilmente terá um pensamento próprio. O livro faz isso: estimula a pensar. Há uma enorme diferença entre ter assistido o Sítio do Picapau Amarelo e ter lido aqueles episódios. Uma coisa é ouvir trechos da Bíblia e outro é ler pessoalmente, dia após dia, a sabedoria daqueles 2 mil anos de mensagens do céu e da terra. Melhor ainda, se lemos …..

algum livro que nos coloque a par do porquê e do quando daqueles livros.

Gosto da Campanha da Fraternidade porque sacode os católicos na quaresma para que assumam alguma atividade de pensamento e de ação. Vejo os resultados durante todo o ano, quando a CF é bem difundida numa paróquia. A CNBB foi outra vez feliz ao escolher o tema SAÚDE, para que os católicos do país reajam ante o sucateamento e encarecimento da saúde no Brasil. A comercialização não leva nunca à solidariedade. Quando o lucro vem em primeiro é sinal de que o enfermo fica em segundo ou terceiro e, às vezes, último.
Mas penso no dia em que a CNBB proponha o tema ESTUDAR E LER. Num país cada dia mais dependente da televisão e da internet, dos resumos oferecidos por editores de revistas, jornais e programas de rádio e televisão, convém formar o católico para que vá á fonte e leia os documentos, os livros e se inteire do que realmente foi dito e escrito. Disse-o há dez anos atrás e digo sempre: Não temos que ser doutores, mas fomos alfabetizados, temos que ser leitores.
Num país onde a maioria mal consegue ler um livro por ano, uma CF que motive os mais de 130 milhões de católicos a ler livros e conhecer o que sua Igreja realmente disse nos seus catecismos e nos seus documentos pode fazer a diferença.
Nosso povo ainda lê pouco. Os católicos ainda leem pouco. Pregadores da fé nas mais diversas igrejas costumam ler pouco. Vamos e convenhamos, um livro por ano é quase nada. Seriamos um país mais pensante se cada brasileiro lesse pelo menos dez livros por ano. A Igreja pode e, a meu ver, deve caminhar nesta direção. O Brasil precisa ler mais!
Pe. Zezinho scj