Seja nosso Parceiro(a) em 2012

Se você ainda não é nosso parceiro(a), ainda pode ser! Esse espaço será exclusivamente para a divulgação de sites e blogs, católicos ou não. Como fazer para divulgar? Basta realizar um comentário em qualquer postagem do blog: O Senhor te dê a paz , deixando escrito o nome do seu blog e a URL (endereço). Fácil né! Junte-se a nós! Confira AQUI se seu blog já está sendo divulgado!

Graça e paz de Maria e de Nosso Senhor Jesus Cristo!

SITES E BLOGS DIVULGADOS

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RCC Goiás promove Seminário de Vida no Espírito Santo

A Renovação Carismática Católica de Goiás convida você para uma experiência profunda do amor de Deus. Participe do Seminário de Vida no Espírito Santo I. Serão nove semanas de muitas bênçãos. O Seminário acontecerá em 29 locais. Mais informações pelo site: www.rccgoiania.org.br ou pelo telefone: 4013-7100. Jesus espera por você!
E o que é Seminário de Vida no Espírito I?
O SVE I é uma nova experiência de vida. São encontros semanais de oração, pregação e partilha fraterna com o objetivo de vivenciar o encontro pessoal com Jesus Cristo pelo anúncio do Querigma, experiência da efusão do Espírito Santo e vivência fraterna.  
LOCAIS: SEMINÁRIO DE VIDA NO ESPÍRITO SANTO I /2012   ……. ( Clique aqui )

E o que é a Renovação Carismática Católica?
É um movimento católico-romano surgido nos EUA em meados da década de 1960. É voltado para experiência pessoal com Deus, particularmente através do Espírito Santo e dos seus dons. A célula da RCC são os grupos de oração.

LOCAIS

SEMINÁRIO DE VIDA NO ESPÍRITO SANTO I /2012

1 – Região Antioquia – (Contato: 8199-9858 Vilmar)
* Paróquia São Pio X – Rua 5 c/ Rua 29 – St. Fama
Início: 03/03 às 13h30.

2 – Região Belém – (Contato: 8543-2318 Kennedy)
– Paróquia Jesus Bom Pastor – Rua Porto Alegre Qd. 27 Lt. 17 – Jardim Guanabara I – Início: 05/02 às 13h30.
– Igreja Nossa Senhora Aparecida – Av. São Jorge Qd. 38, nº 16, 17 e 19 – St. São Judas – Início: 05/02 às 13h30.

3 – Região Betânia – (Contato: 8507-7185 Walter)
– Paróquia Nsa. Sra. Rainha da Paz (Salão Paroquial) – Rua U-54, área 15, s/n – Vila União – Início: 04/03 às 13h30.
– Paróquia Sagrada Família (Auditório do Centro Catequético) – Rua C-14, nº 155 – Vila Canaã – Início: 04/03 às 13h30.

4 – Região Cafarnaum – (Contato: 8111-9547 Vera Moura)
– Paróquia São Paulo Apóstolo – Av. T- 7, nº 295 – St. Oeste – Início dia 04/03 das 13h30 às 17h30
– Paróquia Sagrado Cor. de Jesus – Praça Boaventura nº 2 – St. L. Vila Nova – Início dia 04/03 das 13h30 às17h30.

5 – Região Caná – (Contato: 9137-0997 Marli)
– Capela Nsa. Sra. Aparecida – Rua 1011 – Und. 101 – em frente ao Ginásio de Esportes – Parque Atheneu – Início: 04/03 às 13h30.
– Paróquia Santa Luzia – Av. W-5 Qd. 77 Lt. 76 – St. Santa Luzia – Início: 04/03 às 13h30.

6 – Região Corinto – (Contato: 8453-5444 Alessandro)
– Paróquia Nsa. Sra. Aparecida – Conj. Vera Cruz II
Início: 03/03 às 13h30.
– Salão Paroquial da Igreja Matriz Divino Pai Eterno – Praça do Santuário, nº 440 – Trindade/GO – Início: 04/03 às 13h30.

7 – Região Emaús (Contato: 9686-0210 Sinvaldo)
1º – Com. São João Maria Vianney – Av. José Bonifácio Qd. 23 Lt.9 – Jd. Dom Fernando – Início: 04/03 às 13h30.
2º – Paróquia Divino Espírito Santo – Rua Uruguaiana, nº 265 – Jd. Novo Mundo – Início: 04/03 às 13h30.
3º – Paróquia Santo Inácio de Loyola – Rua 14-A, nº 20 – Conj. Riviera – Início: 04/03 às 13h30.

Cidades:
– Senador Canedo/Go – Paróquia Nsa. Sra. Auxiliadora – Praça Dom Bosco, nº 147 A – St. Central – Início: 04/03 às 13h30.
– Silvânia/Go – Paróquia Nosso Senhor do Bonfim – Rua Senador Canedo, nº 96 – St. Central – Início: 04/03 às 13h30.
6º   Vianópolis/Go – Salão da Paróquia São José
Rua Felismino Viana, nº 255 – St. Central – Início: 04/03 às 13h30.

8 – Região Galileia – (Contato: 8421-1632 Abigail)
– Comunidade Bom Jesus – Rua da União Qd. 12 Lt. 12 e 13 – Jd. Nova Esperança – Início: 04/03 às 13h30
– Paróquia Nsa. Sra. Rainha do Povo – Rua Capitão Grisnel Qd. 25 Lt. 12 – V. Regina – Início: 04/03 às 13h30.
– Paróquia Nsa. Sra. da Guia – Rua João Primo Marques, 779 – Parque dos Buritis – Início: 04/03 às 13h30.

Cidade:
– Inhumas/Go – Centro de Evangelização João Paulo II
Inicio: 03/03 às 13h30 – Contato: 8484-6541 Mª Aparecida.

9 – Região Jerusalém – (Contato: 4013-7100)
* Associação Servos de Deus – Rua Sta. Gertrudes, 381 – St. Coimbra – Início: 04/03 às 13h30.

10 – Região Nazaré – (Contato: 8500-0753 Braz Antônio)
– Salão – Paróquia Nsra. Sra. Aparecida – Centro – Ap. de Goiânia/Go – Dias: 04/03; 11/03; 18/03; 25/03; 01/04; 15/04; 22/04; 29/04 e 06/05 – Horário: 13h.
– Paróquia Cristo Rei – Rua 8-E c/ Rua 4-B Qd. 46 Lt. 4 – St. Garavelo Residencial Park – Dias: 04/03; 11/03; 18/03; 25/03; 01/04; 15/04; 22/04 e 29/04 – Horário: 13h.
– Comunidade São Francisco de Assis (Paróquia Santa Cruz) – Praça João XXIII – St. Papilon Park – Dias: 04/03; 11/03; 18/03; 25/03; 01/04; 08/04; 15/04; 22/04 e 29/04 – Horário: 13h.

11 – Região Sinai – (Contato: 9953-7756 Dísia)
* Paróquia São Miguel Arcanjo – Rua 1102 c/ Rua 1108 – St. Pedro Ludovico – Datas: 11/03; 18/03; 25/03; 01/04; 08/04; 15/04; 22/04; 29/04 e 06/05 – Horário: 13h30

12 – Região Tabor – (Contato: 9138-6218 Creuza)
– Capela São Sebastião – Rua do Bronze Qd.161 Lt.01 – Parque Oeste Industrial – Início: 04/03 às 13h30.

Cidade:
Comunidade Nsa. Sra. Perpetuo Socorro – Vila São Pedro – Guapó/Go – Início: 03/03 às 19h30.

13 – Região Tessalônica – (Contato: 9262-8457 Joscilândia)
* Paróquia Nsa. Sra. da Terra – Av. do Povo Qd.117 Lt. 1 e 2 – Jd. Curitiba III – Início: 04/03 às 13h30.

Pastoral de Conjunto

“O objetivo da Pastoral de Conjunto não é padronizar as pastorais nem desfigurar a variedade dos dons, carismas e serviços presentes nas comunidades”.

A PASTORAL DE CONJUNTO não é uma nova pastoral a ser implantada na Igreja, nem uma Pastoral específica, alinhada às outras pastorais, como a da Saúde, a do Menor, dentre tantas. Nasceu na trilha de renovação eclesial efetuada pelo Concílio Vaticano II, a partir da compreensão de que a Igreja é uma rede de comunidades de irmãos e irmãs, cuja ação pastoral se dá de forma global, orgânica e articulada. Trata-se de uma mentalidade, um espírito que norteia a ação evangelizadora das dioceses. Devemos entendê-la como um esforço de aglutinação e articulação de metas e princípios na ação evangelizadora. À Pastoral de Conjunto, cabe a tarefa de promover a unidade na Igreja. Estabelecer o alicerce da estrutura pastoral calcada numa espiritualidade de comunhão. Em Puebla, em 1979, o episcopado latino-americano assim definiu a Pastoral de Conjunto: ……

Ação global, orgânica e articulada, que a comunidade eclesial realiza sob a direção do bispo destinada a levar a pessoa e todos os membros à plena comunhão de vida com Deus.
Vale lembrar que já, em 1966, a CNBB elaborou o primeiro “Plano de Pastoral de Conjunto” (1966-1970), que propunha seis “linhas de trabalho”, atualmente conhecidas como “dimensões”. Esse plano foi o embrião das atuais “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora”, até 1994 chamada “Diretrizes Gerais da Ação Pastoral”. Servir para solidificar as bases de uma Igreja que testemunha a comunhão e ajuda a construir uma sociedade solidária, de forma orgânica. Nascidas da reflexão e estudo de todos os bispos brasileiros reunidos em Assembléias Gerais, essas diretrizes fundamentam a Pastoral de Conjunto de todas as dioceses do Brasil A última Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, ocorrida em Indaiatuba (SP), de 30 de abril a 9 de maio de 2003, aprovou as diretrizes que compreendem o triênio 2003-2006, assim resumidas: Evangelizar proclamando a boa nova de Jesus Cristo, caminho para santidade, por meio do serviço, diálogo, anúncio e testemunho de comunhão, à luz da evangélica opção pelos pobres, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade, formando o povo de Deus e participando da construção de uma sociedade justa e solidária, a caminho do Reino definitivo.
O objetivo da Pastoral de Conjunto não é padronizar as pastorais nem desfigurar a variedade dos dons, carismas e serviços presentes nas comunidades. A busca da unidade não abafa a criatividade nem a ação do Espírito Santo. Cada grupo ou movimento eclesial, com sua espiritualidade e objetivos específicos, coloca-se em sintonia com as metas que a Igreja com um todo deseja alcançar.
Assim se configura a espinha dorsal, na qual fraternalmente se equilibram os membros do Corpo de Cristo, que é a Igreja, dispostos a caminhar numa perspectiva da pastoral orgânica: aposta-se na eficácia dos Conselhos de Pastorais como instrumento articulador da evangelização; estudam-se e aplicam-se os planos pastorais das dioceses; renuncia-se as interpretações pessoais, do subjetivismo e do espontaneismo; abandona-se o espírito de “grupismo”, as pastorais isoladas entram numa salutar crise de identidade, que as reconduz ao núcleo de uma ação missionária pautada pela sociedade e pela ajuda mútua; desmontam-se os esquemas internos de competição e concorrência pastorais. O estabelecimento de metas comuns na evangelização, aplicadas com criatividade, senso de comunhão e pertença à Igreja, pode concretizar o ideal as “unidade na diversidade”. As diferenças de leitura e interpretação, necessárias à contextualização dos planos nas distintas realidades nas quais estamos inseridos, são insignificantes diante da fé comum que professamos.
Mas só planejamento e organização não são suficientes. Cumprir o que se planeja é um bom começo, mas não é tudo. A Igreja não é uma empresa submetida às leis do mercado, nem comprometida com a ideologia do “controle e qualidade total”. Nem tudo que planejamos e colocamos no papel produz os frutos esperados. O Espírito Santo nos reserva surpresas e é bom que estejamos preparados para acolhê-las. O plano pastoral mais perfeito do mundo pode resultar em nada, se o espírito que o anima não nascer da caridade pastoral de Cristo, Bom Pastor. Ele é o nosso “programa”. Sua pastoral consiste fundamentalmente em sair à procura da ovelha perdida. Para encontrá-la, não carrega consigo em roteiro de viagem, nem o mapa que aponta a direção da ovelha perdida e machucada. Ele segue os impulsos de seu coração, que sabe muito bem onde há alguém à espera de carinho, cuidado e de “boas notícias”.
Ainda estamos bem distantes da transparência e vigor que impregnavam cada palavra e gesto de Jesus Cristo. Ele era o que anunciava. Sua pastoral era organizada e articulada de acordo com os planos e a vontade do Pai, sem mediações. Nós precisamos de reuniões, assembléias, planejamentos, consultas e assessorias. Os planos pastorais elaborados em nossas dioceses, a partir das diretrizes da CNBB, serão sempre um rascunho dos nossos sonhos. Servirão, por algum tempo. Outros planos de PASTORAL DE CONJUNTO deverão surgir. Inspirações e estratégias serão aperfeiçoadas e falhas corrigidas nas assembléias e sínodos diocesanos. O que está afixado no papel caducará, mas a chama do desejo de levar as pessoas à plena comunhão de vida com Deus não poderá se extinguir.
“PASTORAL DE CONJUNTO” ou “PASTORAL ORGÂNICA” são apenas nomes que damos ao esforço de evangelizar em mutirão: leigos, leigas, religiosos, religiosas e a hierarquia, em comunhão orgânica e missionária, a serviço da vida e da justiça.
     UMA SUGESTÃO DE PASSO-A-PASSO
1)      Conhecimento recíproco: Para que possa haver a integração entre as Pastorais, Movimentos, Associações e demais forças vivas, enfim a PASTORAL DE CONJUNTO, é preciso que cada um procure conhecer o outro, seus objetivos e suas atividades específicas, já que não se ama aquilo que não se conhece. Conhecendo-se mutuamente, descobrirão que muito mais poderão fazer pela evangelização somando forças, trabalhando em parceria.
2)      Conhecimento de fazer acontecer a integração: A integração só será possível se houver, da parte dos envolvidos na proposta de PASTORAL DE CONJUNTO, real interesse pelo trabalho de parceria. Não basta a vontade do bispo, do pároco e do animador da comunidade. Tampouco é suficiente que os coordenadores em questão queiram a integração. A integração precisa ser desejada por todos os membros ou ao menos, pela maioria. Portanto, antes de pensar na integração, faz-se necessário um trabalho de conscientização e de motivação sobre sua importância com os envolvidos na proposta.
3)      Integração não é fusão: A integração pressupõe a existência de, pelo menos, duas faixas (pastoral e/ou movimento e/ou associação), bem organizadas, com sua coordenação, com seus agentes/membros e com sua programação.
4)      Encontros com os agentes/membros das duas (ou mais) faixas: Esses encontros servirão para estreitar os laços de amizade, fraternidade, conhecimento recíproco e para discutir atividades que poderão ser realizadas juntas. Serão encontros para rezar, meditar a Palavra de Deus, estudar a doutrina da Igreja e conviver.
5)      Ter uma agenda mínima em comum: Para todo trabalho em parceria faz-se necessário haver uma agenda mínima em comum, ou seja, atividades em que as faixas envolvidas estarão trabalhando juntas. Para a montagem dessa agenda comum, faz-se necessário a realização de encontros periódicos de representantes das duas pastorais, com o objetivo de planejar e avaliar as atividades desenvolvidas em parceria. É bastante oportuno quando na diocese se realiza um encontro anual para que essa agenda mínima seja elaborada, levando em conta as atividades próprias de cada faixa.
6)      Preocupar-se com a formação permanente de seus agentes: As faixas envolvidas deverão possibilitar um crescimento progressivo e contínuo de seus agentes/membros. Com certeza, agentes/membros bem formados, conscientes de sua missão e conhecedores da missão da outra faixa favorecerão enormemente a integração e oferecerão um serviço pastoral de qualidade. A formação permanente permite ver a realidade de maneira bem mais criteriosa e objetiva. Ela favorece a criatividade na fidelidade aos valores essenciais que não passam.
7)      Fazer tudo por amor e em espírito de serviço: Todos podem fazer muitas coisas, individualmente ou em parceria, mas, se não for por amor, de nada valerá (cf. Cor 13). “Se não fizermos tudo por amor, corremos o risco de nos cansarmos e de abandonarmos tudo”(Ibil.,p,15). Todos devem aprender de Jesus que tudo o que fazemos na Igreja deve ser com espírito de serviço (cf. Mc 10,42-45) e de gratuidade (cf. Lc 17,10). “Se trabalharmos para servir e não para receber aplausos, resistiremos com mais facilidade aos desafios”. (Ibid). Essa compreensão do trabalho pastoral na Igreja ajuda a superar o espírito de competição, de rivalidade, e criará um espírito de comunhão e participação, encarnando o pensamento Paulino de que “eu plantei”, Apolo regou, mas era Deus que fazia crescer” (1 Cor 3,6). Paulo ainda afirma que “aquele que plante e aquele que rega são iguais” ( 1 Cor 3,8). Todos são importantes para o cumprimento da missão da Igreja.
8)      Uma visão eclesial segundo o modelo dos Atos dos Apóstolos: A integração exige que as faixas tenham  uma mesma compreensão sobre a Igreja e sobre a sua missão. E o melhor modelo é aquele bíblico apresentado pelo livro dos Atos dos Apóstolos: uma Igreja toda ministerial e missionária, pobre e livre, que escuta e anuncia sem medo a Palavra de Deus, solidária e libertadora, que une fé e vida (cf. 2, 42-47;4,32-37).
9)      Envolver toda comunidade: Nesse trabalho de integração devemos buscar ampliar sempre mais as parcerias com outras pastorais, movimentos, associações, grupos… Para isso, precisamos formar/renovar a comunidade a fim de que todos se sintam responsáveis pelo serviço de animação vocacional, pois todos os membros da Igreja, sem exceção, têm a graça e a responsabilidade do cuidado pelas vocações.
10)  Urgência da integração: Essa integração é mais que necessária e urgente para o bem                                    da Igreja. Onde ela já acontece, precisa ser intensificada e incentivada, especialmente, pelos responsáveis mais diretos das comunidades, paróquias, microregiões (setores), macroregiões (áreas), diocese. Onde ainda não acontece, deveremos buscar fazê-la acontecer. Acontecendo a integração todos ganham. Ganham as pessoas, que saberão assumir melhor o seu batismo, escutar o chamado de Deus e responder a ele. Ganha a Igreja, porque será enriquecida de muitos servidores e servidoras, “cada um no seu lugar” (1 Cor 12,27), conforme os dons recebidos do Espírito Santo (cf. 1 Cor 12,7.11). Ganha o Reino de Deus com o crescimento dos trabalhadores e trabalhadoras da messe.
CONTAMOS COM TODOS VOCÊS!

A Oração do casal

– Homem e mulher que deixam pai e mãe partem rumo ao belíssimo desafio da vivência da unidade, contam com a graça de estado do matrimônio. “Aquilo que Deus uniu, não o separe o homem” (Mc 10,9).  Só Deus é uno, só a Ele pertence o caráter de ser único, portanto somente Deus pode transmitir a unidade aos que O buscam e n’Ele crêem… “Que todos sejam um; como tu ó Pai, estás em mim e eu em ti, que também eles estejam em nós” (Jo 17,22).  O matrimônio é um sacramento celebrado pelos cônjuges e abençoado pela Igreja, na pessoa do sacerdote. Porém, é essencial que ambas as partes, homem e mulher, tomem consciência de que, desde a bênção nupcial, a unidade entre eles se faz perfeita. Percebe-se então, com clareza, que esse sacramento não é uma sociedade humana. Tampouco o é um reconhecimento, por parte da Igreja, de um casal que já vivia junto e passa a viver sob a bênção de Deus.  Desde o princípio, o homem e a mulher foram criados para serem unidos e viverem o mistério  ………

da unidade em Deus. Unidade semelhante àquela vivenciada pela Santíssima Trindade. É a experiência mística de aprender a amar ao seu “próximo mais próximo”, como a si mesmo.
Nesse relacionamento, onde Deus gera a unidade, existe continuamente uma batalha espiritual a dois. Um cônjuge está sempre erguendo o outro no momento de uma possível queda, pois Deus nunca permite que ambos caiam ao mesmo tempo.
Os cônjuges vêem a imagem de Jesus Cristo nas suas faces e assim aprendem a amar-se. No entanto, se existe uma batalha espiritual no relacionamento matrimonial, se o inimigo de Deus tenta de todas as maneiras destruir os casamentos, faz-se necessário que os esposos estejam sempre muito bem armados para se defenderem.
No mundo hodierno, dificilmente os cônjuges têm a consciência do que é o matrimônio. Normalmente, quando surge uma situação mais difícil ou mesmo uma pequena discordância de idéias, ambos reagem humanamente, tantas vezes assumindo posturas precipitadas, ignorando as armas que Deus põe em suas mãos, por ocasião do casamento.
Os casais têm a missão de fazer seu matrimônio cada vez mais santo. Para que esse objetivo seja atingido, faz-se necessário uma labuta incansável, uma lapidação da pedra bruta, do diamante, para que ele, transformando-se em brilhante, reflita Jesus Cristo para todos os que o cercam e d’Ele têm sede.
A vida espiritual é dinâmica. O Espírito Santo é a Espada Santa de todo casal. Quantas palavras incompreendidas e duras podem ser trocadas entre os esposos que ainda não sabem que sua união é sinal vivo e eficaz de Jesus!
Portanto, um casal precisa orar junto, tendo em vista o carisma de sua unidade. Homem e mulher, tornados um pelo sacramento do matrimônio, necessitam rezar. Essa oração não pode ser apenas pessoal, ela precisa acontecer no casal. A perfeita unidade da alma e do corpo cultiva-se pela oração.
Quantas vezes os casais propagam sua unidade intelectual e de corpos, mas não experimentam ainda a união de suas almas! Uma harmonia perfeita no casamento deve ser fundada, alicerçada em Jesus.
O casal que, reconhecendo sua pequenez enquanto pecadores, mas sua grandeza por sua filiação divina, coloca-se totalmente carente e despojado diante da única e verdadeira fonte de amor e sabedoria e lá derrama suas almas, viverá plenamente as graças de sua unidade. “Quando dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estou no meio deles” (Mt 18,20).
A oração do casal leva-o a perceber que seu matrimônio não se situa mais no plano humano. Esse modo de orar aprofunda pois a unidade do casal no mistério da unidade divina.
Se a oração do casal é algo tão maravilhoso, frutuoso e que tanto agrada ao coração de Deus, por que não acontece sempre? Muitas vezes, sob a desculpa de sono ou cansaço, os cônjuges são confundidos pelo inimigo de Deus e as justificativas, parecendo legítimas, adiam ou impedem que a graça se derrame mais e mais sobre os esposos.
Um casal unido em Jesus terá uma família fundada na Rocha. Satanás tenta impedir essa harmonia. Ao casal cabe enfrentar essa batalha, com a Espada Santa do Espírito e prostrar-se diariamente aos pés da cruz do seu Redentor, para clamar por sabedoria e unidade, gemer pela graça de poder perdoar-se mutuamente e acima de tudo de se amar de modo verdadeiro.
Os esposos que oram juntos, que recebem a Eucaristia em conjunto, fazem frutificar seus talentos e nutrem-se espiritualmente. Não mais caminharão tendo o mundo e seus valores como modelo, mas Cristo e, com destemor, enfrentarão todas as batalhas e desafios advindos do fato de viverem no mundo, sem a ele pertencerem.

Por: Maria Adília Ramos de Castro

Os 7 Pecados da Igreja Católica – ISTO É mentira

Minhas ponderações sobre o artigo:  http://www.istoe.com.br/ OS_7_PECADOS_DA_IGREJA_CATOLICA
1º – Primeiro objetivo da matéria: “vender exemplares”. O chamariz no topo da capa da revista para atrair o público.
2º – Segundo objetivo da matéria: “distorcer os fatos e denegrir a Igreja Católica em pleno 12 de Outubro”. A Igreja Católica é Santa e não tem nenhum pecado. Pecadores somos nós. A Igreja Católica é Una, Santa, Católica e Apostólica. O título “Os 7 Pecados da Igreja Católica” é mentiroso, pernicioso e imoral.
3º – Não acredite no teólogo J. B. Libânio. Aparentemente pode parecer coisa boa, pois ele tem o dom da escrita. Mas, nas entrelinhas, sempre tem algo contrário a verdadeira Igreja de Jesus Cristo.
4º – A Igreja não perde fiéis, pois  ……….

quem é fiel não abandona a Igreja de Cristo.

5º – Com o advento da prosperidade, é normal que as pessoas não procurem o Criador para agradecer o dom da vida. O número de pessoas que se dizem crentes está diminuindo, mas está aumentando o número de pessoas que se dizem doentes, estressados, cansados, fatigados e sem sentido de viver.
6º – O índice de rejeição ao catolicismo é fruto de uma campanha maciça da mídia brasileira, de ataque ao Papa Bento XVI, apoiados por teólogos da Teologia da Libertação, tais como Leonardo Boff, J.B. Libânio, Frei Betto, José Maria Vigil e outros.
7º – Acontece que hoje em dia, as pessoas querem pregar o amor livre entre homossexuais, pervertidos sexuais, legalização do aborto etc. Mas a Igreja Católica não abre mão do Depósito da Fé que recebeu de Jesus Cristo e dos Apóstolos. Se algum padre errar terá que prestar contas do seu erro, assim como homens e mulheres prestarão contas de seus atos.
8º – O índice de escândalos na Igreja é ínfimo se comparado com outras instituições. A pedofilia está presente na família, na Igreja, nas escolas etc.
9º – A Igreja é sábia e detém os sacramentos necessários para a nossa salvação. Eu prefiro seguir os ensinamentos da Igreja que tem 2 mil anos, do que tendências e modismos de gente fraca, pois a Igreja Católica tem identidade. Quem está perdendo a identidade é a sociedade brasileira, basta comparar os números de nascimentos e mortes registrados anualmente.

Por: Jaques Douglas Bonamigo – jaquesbonamigo@yahoo.com.br  – Campo Grande – MS

Padre é suspenso na Espanha por insistir em participar de BIG BROTHER em sua versão espanhola

O arcebispado de Barcelona publicou em seu site um decreto dos Missionários do Sagrado Coração que suspende a divinis o padre Juan Antonio Molina Sanz, pertencente à congregação, enquanto ele mantiver o propósito de participar no programa televisivo Gran Hermano, versão espanhola do reality show conhecido no Brasil como Big Brother.
Juan Antonio Molina Sanz, 40, vive em Barcelona e se declara amante de motos, academias de musculação e heavy metal. Sua decisão não agradou nem sequer à sua família, de acordo com os meios de comunicação. Além de sacerdote, Molina também é professor.
O decreto publicado no site do arcebispado de Barcelona tem data de 19 de dezembro de 2011 e é assinado pelo superior geral dos Missionários do Sagrado Coração, Pe. Mark McDonald, e pelo secretário geral, Pe. Luis Carlos Araujo Moraes, que afirmam que, “depois de constatar que o Pe. Juan Antonio Molina Sanz expressou a vontade de participar do programa televisivo Gran Hermano contrariando uma ordem explícita do   ………

seu provincial, o Pe. Wifredo Arribas Sancho, e depois de informar ao Pe. Juan Molina por meio do seu provincial e diretamente por correio eletrônico sobre os efeitos negativos que essa participação poderia ter para ele próprio, para a congregação e para a Igreja, o abaixo assinado superior geral da congregação dos Missionários do Sagrado Coração, com o consentimento do Conselho Geral, reunido em 19 de dezembro de 2011, em Roma, declara o Pe. Juan Antonio Molina Sanz suspenso a divinis”.
O decreto detalha que esta punição “proíbe ao sacerdote todo trabalho pastoral com os fiéis, a celebração pública da Eucaristia e a pregação aos fiéis, e ouvir a confissão dos fiéis”.
“Esta pena”, prossegue o texto, “terá efeito a partir do momento em que o Pe. Juan Molina desobedecer à ordem do seu provincial e participar do programa televisivo”.
Trata-se de “uma sanção temporária, que tem como finalidade suscitar no Pe. Molina um desejo sincero de mudança e de conversão. Durará até a sua oficial revogação por decreto contrário”.
O Pe. Molina, de acordo com o mesmo documento, foi informado de que “os efeitos desta pena ficam suspensos toda vez que vier a ser preciso atender fiéis em perigo de morte, segundo o cânon 1335”.
O texto pede “às autoridades eclesiásticas, em particular aos bispos mais envolvidos no caso, que velem para que o Pe. Molina respeite este decreto no espírito em que foi emitido, isto é, visando a proteção dos fiéis e a sua própria conversão”.
ENTENDA MELHOR A SUSPENSÃO ” A  DIVINIS”
A suspensão do ministério sacerdotal

Dentro do Código de Direito Canónico podemos encontrar um livro inteiramente dedicado ao direito penal como último argumento em função do bem da comunidade e da própria pessoa, aplicado com o espírito próprio que deve animar toda a Igreja e onde está sempre presente a suprema lei, que é a salvação das almas (c.1752). O fim sobrenatural do direito canónico não pode não ser também o fim do direito penal. Sempre que a Igreja aplica o direito penal, aplica-o com misericórdia e caridade para com o fiel que falha, e com a preocupação pastoral por ele e pela comunidade.

No direito penal existem dois tipos de pena: as penas expiatórias e as penas medicinais ou censuras (c.1312).
No primeiro tipo de pena, o legislador privilegia a expiação do delito cometido e, no segundo tipo, a correção. As penas medicinais, como o próprio nome indica, são dadas para curar, para converter, para alterar um comportamento que lesa a comunhão. Trata-se de uma pena, mediante a qual o batizado que falha e teima em continuar no erro é privado de alguns bens espirituais, até que, uma vez arrependido da persistência no erro é absolvido. Uma vez que a pena medicinal está ligada à conversão, ela acaba por ser retirada, sempre e quando exista verdadeiro arrependimento e vontade de emenda.
Dentro das penas medicinais podemos encontrar a excomunhão, o interdito e a suspensão.

A suspensão é uma pena medicinal aplicada apenas aos clérigos, e pode proibir todos os atos do poder de Ordem (antigamente era chamada suspensão a divinis, ou seja, suspensão do ministério divino); quer dizer que o sacerdote fica proibido de exercer o seu ministério sacerdotal. Continua a ser padre mas, neste caso, não pode exercer licitamente o poder do sacramento da ordem recebido.

O sacerdote suspenso deixa de ser pároco e todos os Matrimónios celebrados por ele nessa condição são inválidos, com grande dano para os fiéis. O sacramento do Matrimónio é celebrado invalidamente (c.1108), uma vez que o sacerdote suspenso da Ordem não tem faculdade de assistir ao Matrimónio.
Só os párocos e o Ordinário do Lugar (Bispo e Vigário Geral ou Episcopais) e os padres com a devida faculdade de assistir ao Matrimónio o podem realizar validamente. Não se aplica aqui o poder da Igreja suprir a ausência da faculdade para assistir o Matrimónio (c.144§2; c.1109).

A suspensão pode ser aplicada por decreto do Bispo ou por sentença do juiz ou ainda de forma automática pela violação de uma lei penal.

A pena de suspensão pode ser aplicada mediante um processo administrativo (através do decreto do Bispo com prévia admoestação) ou mediante um processo judicial (através da sentença do Tribunal Eclesiástico).

A remissão da pena medicinal da suspensão implica que o remédio penal obteve os seus frutos e restaurou-se a ordem, a justiça; obteve-se a conversão do sacerdote e o cumprimento das condições requeridas para a sua integração.
A verificação do arrependimento envolve uma avaliação pastoral e pode, por isso, ser dada a remissão sob condição e impondo adequadas penitências. A remissão da pena pode ser pedida pelo interessado ou por iniciativa da autoridade competente. Uma vez apresentadas as condições para a remissão da pena (por exemplo: saída da paróquia que ocupa ilegitimamente), cabe ao clérigo o passo seguinte de apresentar o seu arrependimento e vontade firme de exercer licitamente o seu ministério sacerdotal, cumprindo as condições apresentadas (exemplo: saindo da paróquia). Sem esse arrependimento manifestado, não poderá haver remissão da pena.

As penas medicinais foram constituídas de forma pedagógica e de forma a garantir um último meio para o restabelecimento da justiça, a reparação do escândalo e a conversão do fiel (c.1341). Está em causa, não só a salvação e plena integração do sacerdote no presbitério e em toda a Igreja Diocesana, como a comunhão eclesial da própria comunidade paroquial, lesada por comportamentos que ferem a unidade da Igreja. Uma tal situação do sacerdote coloca a comunidade eclesial fora da comunhão total e a celebrar actos sacramentais inválidos e ilícitos com grande prejuízo para todos os fiéis. Não poderá receber a visita do Senhor Bispo uma vez que o padre suspenso está a ocupar um lugar que não lhe pertence.

O Tribunal Eclesiástico pode punir com maior gravidade quem depois da condenação ou da declaração da pena continuar na mesma situação e, desrespeitando a pena aplicada, mostrar pelas circunstâncias a sua obstinação na má vontade (c.1326).
Além da suspensão por desobediência ao bispo outras situações são igualmente graves e punidas pela lei canónica: usurpação do ofício eclesiástico; exercício ilegítimo do poder sacerdotal; fabricação de documento eclesiástico público falso; cisma; provocar desprezo contra a religião ou a Igreja ou provocar o ódio dos fiéis contra o Bispo por causa de algum ato do poder ou do ministério eclesiástico, ou provocar os fiéis à desobediência.

A declaração de uma pena eclesiástica é sempre um ato de dor e sofrimento, que não tende a marginalizar ou expulsar alguém da comunhão eclesial, mas apenas decreta a real situação de afastamento, em que o próprio fiel, por qualquer razão, se colocou.
 
Padre Doutor Marcos Gonçalves
Vigário Judicial
 
Fonte:http://diegotales.blogspot.com

Campanha da Fraternidade 2012, tema: “Fraternidade e Saúde Pública” !

Está chegando a Quaresma, tempo em que a liturgia da Igreja convida os fiéis a se prepararem para a Páscoa, mediante a conversão, com práticas de oração, jejum e esmola. E é justamente na Quarta-Feira de Cinzas, que acontece um dos principais eventos da Igreja Católica no Brasil, o lançamento da Campanha da Fraternidade. A CF, como é conhecida, está na sua 49ª edição, é realizada todos os anos e seu principal objetivo é despertar a solidariedade das pessoas em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos e apontando soluções. Neste ano de 2012 a Campanha da Fraternidade destaca a saúde pública e suas variantes. Com o tema “Fraternidade e Saúde Pública”, e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra” (cf. Eclo 38,8); a CF de 2012 tentará refletir o cenário da saúde no Brasil, conscientizando o Governo da precarização de condições dos hospitais e mobilizando a sociedade civil para reivindicar melhorias.  A CF é uma campanha conhecida em todo ……

o país e reconhecida internacionalmente. Mas você sabe quando ela começou? Quem foram os seus criadores? A primeira Campanha da Fraternidade foi idealizada no dia 26 de dezembro de 1963, sob influencia do espírito do Concílio Vaticano II.
Antes disso, o primeiro movimento regional, que foi uma espécie de embrião para a criação do atual modelo da “Campanha da Fraternidade”, foi realizado em Natal (RN), no dia 8 de abril de 1962, por iniciativa do então Administrador Apostólico da Natal, dom Eugênio de Araújo Sales, de seu irmão, à época padre, Heitor de Araújo Sales e de Otto Santana, também padre. Esta campanha tinha como objetivo fazer “uma coleta em favor das obras sociais e apostólicas da arquidiocese, aos moldes de campanhas promovidas pela instituição alemã Misereor”, explicou dom Eugênio Sales, em entrevista a arquidiocese de Natal, em 2009. A comunidade de Timbó, no Município de Nísia Floresta (RN), foi o lugar onde a campanha ocorreu pela primeira vez.
“Quando no começo de 1960, eu estava concluindo meu trabalho de doutorado em Direito Canônico na Universidade Lateranense, em Roma, fui para a Alemanha onde tinha mais tranquilidade para o que desejava. Ali pude acompanhar a Campanha Quaresmal daquele ano para recolher o fruto dos sacrifícios em benefício dos povos que sofriam fome, como eles mesmos tinham sofrido 15 anos antes, logo depois da Segunda Guerra Mundial. O material para informação (homilias, boletins paroquiais, etc.) continha reflexões muito profundas. Trouxe para o Brasil todo o material para que pudéssemos adaptar aqui.
Dom Eugenio Sales numa reunião do clero lançou a ideia. Foi feita uma lista e nomes, no fim venceu o nome “Campanha da Fraternidade”. Ficamos satisfeitos com o nome, mas nunca imaginávamos que aquela pequena semente se transformasse no que é hoje”, disse o arcebispo emérito de Natal, dom Heitor de Araújo Sales.
“Não vai lhe ser pedida uma esmola, mas uma coisa que lhe custe. Não se aceitará uma contribuição como favor, mas se espera uma característica do cumprimento do dever, um dever elementar do cristão. Aqui está lançada a Campanha em favor da grande coleta do dia 8 de abril, primeiro domingo da Paixão”, disse dom Eugênio Sales, no ato de lançamento da campanha, em Timbó (RN).
Segundo dom Heitor, o papa João XXIII tinha lançado a ideia de que católicos de países ricos pudessem dar um pouco de suas vidas para ajudar na evangelização de outras terras. Chamavam-se “Voluntários do Papa”. Assim vieram para cá missionários leigos dos Estados Unidos (EUA) e de outros lugares. Eles também ajudaram no começo da Campanha.
A experiência foi adotada, logo em 1963, por 19 dioceses do Regional Nordeste 2 da CNBB (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte). Naquela época envolvidos pelo Concílio Vaticano II, os demais bispos brasileiros fizeram o lançamento do Projeto da Campanha da Fraternidade para todo o Brasil. Dessa forma, na Quaresma de 1964 foi realizada a primeira Campanha em âmbito nacional. Desde então, até os dias atuais, a CF é realizada em todos os recantos do Brasil.
Em 20 de dezembro de 1964, os bispos brasileiros que participavam do Concílio Ecumênico Vaticano II, em Roma, aprovaram o fundamento inicial da mesma, intitulado “Campanha da Fraternidade – Pontos Fundamentais apreciados pelo Episcopado em Roma”. Em 1965, tanto a Cáritas quanto Campanha da Fraternidade foram vinculadas diretamente ao Secretariado Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A partir de então que a Conferência dos Bispos Brasileiros passou a assumir a Campanha da Fraternidade. Nesta transição, foi estabelecida a estruturação básica da CF.
“Naquela época, a Igreja se voltava a si, preocupada com a implantação do Concílio Vaticano II e em renovar as suas estruturas conforme as indicações conciliares. Daí surgiu a Campanha da Fraternidade. Ela, inicialmente se prestou a este objetivo. No entanto, a CF contribuiu na superação da dicotomia ‘Fé e Vida’, que, imbuída do espírito Quaresmal quer modificar a situação do fiel, em prol da vida e da justiça”, explicou o atual secretário executivo da Campanha da Fraternidade da CNBB, padre Luiz Carlos Dias.
Em 1967, começou a ser redigido um subsídio para a CF auxiliando assim as dioceses e paróquias de todo o país. Nesse mesmo ano iniciaram também os encontros nacionais das Coordenações Nacional e Regionais da Campanha da Fraternidade.
Em 1970, a Campanha ganhou um especial e significativo apoio, uma mensagem do papa Paulo VI para o dia do lançamento da Campanha, o que virou uma tradição entre os papas.
A partir de uma análise dos temas abordados a cada ano, a história da Campanha da Fraternidade pode ser dividida em três fases distintas: de 1964 a 1972, os temas refletem um olhar voltado para a renovação interna da Igreja, provavelmente sob o influxo das reformas propostas pelo Concílio Vaticano II; de 1973 a 1984, aparece na Campanha a preocupação da Igreja com a realidade social do povo brasileiro, refletindo influências do Vaticano II e das Conferências Episcopais de Medelín e Puebla, sem deixar de lado a questão política nacional, que vivia uma de suas mais terríveis fases: a ditadura militar. A terceira fase, a partir de 1985, reflete situações existenciais dos brasileiros.
Ao longo da história, as Campanhas abordaram questões do compromisso cristão na sociedade. Em alguns casos, as essas questões discutidas geraram o surgimento de Pastorais ou serviços no seio da Igreja. Foram levantados e debatidos temas como, em 1985, a questão da fome; em 1986, o problema fundiário; em 1987, o tratamento do poder público para com o menor. Em 1988, a campanha apelou por uma adesão a Jesus Cristo; em 1989, conclamou o povo a assumir uma postura crítica frente aos meios de comunicação social; em 1990, abordou a questão do gênero, chamando a atenção para a igualdade do homem e da mulher, diante de Deus; em 1999, chamou a sociedade e o poder público para discutir o problema do desemprego; em 2000, convidou as igrejas cristãs e a sociedade a lutarem pela promoção de vida digna para todos. Em 2001, levantou o problema das drogas e as consequências na vida das pessoas; em 2008, propôs o debate sobre a defesa da vida; em 2011, falou sobre a vida no planeta.
Neste ano de 2012, a saúde pública será o foco das discussões. De acordo com o arcebispo de Ribeirão Preto, dom Joviano de Lima Junior, a saúde é “dom de Deus” e, enquanto tal é um direito que além de ser preservado, precisa ser conquistado. “Além disso, pensemos na importância da alimentação e da preservação do ambiente. Porém, não podemos nos esquecer das estruturas insuficientes dos hospitais e dos postos de saúde”, disse. (RE)