SEXO BOM E SERENO

Há um sexo bom, satisfatório, que sereniza. Milhões de casais o conhecem. Ele é feliz com ela, ela é feliz com ele, os dois chegam à velhice, sabendo que foi bom. Às vezes exigiu sacrifício, muitas vezes pediu renuncia. Foi feito de desejo, libido e entrega e foi muito mais entrega do que qualquer outra coisa. Ele deu seu corpo a ela e o fazia com prazer e ela deu seu corpo a ele, e o fazia com prazer. E mesmo quando não sentia prazer, havia o amor.Seria bom para ele e para ela, então entregaram-se. Este sexo bom santifica e sereniza, está dentro da natureza e esta dentro da fé. Mas há o outro, o excessivo, o guloso, o histérico, o sôfrego, o que nunca satisfaz, o que nunca é suficiente, o que  . . . . .  .
nunca realiza, o que resolve para o momento, o que não segura, o que não aproxima, o que não encaixa.
É coisa física, é coisa de fome, é a lambida que não mata a sede nem a fome porque não foi mastigada nem digerida, é alimento não absorvido. É sexo forte na ação e raquítico no conteúdo. Lembram aquelas comidas gostosas que, porém, nunca satisfazem. A pessoa se torna cada dia mais gulosa e mais mal alimentada. Há um sexo que embriaga, mas não alimenta; é sexo vazio, é pastel de vento, precisa de muitos atos para alguém sentir- se satisfeito, mas, uma vez satisfeito, chega a ter ânsia de vômito, posto que não era aquilo que se buscava. Sexo do jeito errado, com a pessoa errada, na quantidade errada, em lugar errado e com motivação errada, tudo machuca. Não aceite experimentar a droga com alguém que você sabe que não ama você, e nem mesmo com a pessoa que ama, droga simplesmente não experimenta. Não aceite um sexo com uma pessoa que não ama você e a quem você não ama. Espere para ter certeza. Droga, só na mínima quantidade recomendada pelo médico e dentro de um fármaco, sexo só na quantidade certa, suficiente dentro de um projeto de amor e de carinho. Do contrário, é cocaína da pior espécie. Para muitas pessoas o sexo é a possessão desesperada de um corpo alheio. Para milhões felizmente é a entrega de almas, expressa pela união de corpos. Este é o único sexo que tem chance de fazer alguém feliz. Reze para encontrar alguém que lhe possa dar essa chance; a do sexo sereno, tranqüilo e feliz.

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A virgindade sempre se dá bem no casamento

ROMA, quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- 1 Cor 7,32-35: “Irmãos, eu quisera que estivésseis isentos de preocupações. Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar ao Senhor. Quem tem esposa, cuida das coisas do mundo e do modo de agradar à esposa, e fica dividido. Da mesma forma, a mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher casada cuida das coisas do mundo; procura como agradar ao marido. Digo-vos isto em vosso próprio interesse, não para vos armar cilada, mas para que façais o que é digno e possais pemanecer junto ao Senhor sem distração.” Mc 1,21-28: “Entraram em Cafarnauu e, logo no sábado, foram à sinagoga. E ali ele ensinava. Estavam espantados com o seu ensinamento, pois ele os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. Na ocasião, estava na sinagoga deles um homem possuído de um espírito impuro, que gritava, dizendo, “Que queres de nós, Jesus Nazareno?   ……. 

Vieste para arruinar-nos? Sei quem tu ès: o Santo de Deus”. Então o espírito impuro, sacudindo-o violentamente e soltando grande grito, deixou-o. Todos então se admiraram, perguntando uns aos outros: “Que é isto? Um novo ensinamento com autoridade! Até mesmo aos espíritos impuros dá ordens, e eles lhe obedecem!” Imediatamente a sua fama se espalhou por todo lugar, em toda a redondeza da Galiléia”
Na sua “Introdução à vida devota,” São Francisco de Sales, doutor da Igreja (1567-1623), diz que colocar em prática o Evangelho (o que entendemos por “devoção”) é possível e necessário em todas as esferas da vida do batizado, sem exceção: “É um erro, ainda mais, uma heresia, pretender excluir o exercício da devoção do ambiente militar, da oficina dos artesãos, da corte dos príncipes, das casas das pessoas casadas.”
O santo Bispo de Genebra, depois de ter exemplificado alguns estados particulares de vida que corresponde a um modo próprio e legítimo de seguir ao Senhor, conclui: “a devoção não destrói nada quando é sincera, mas antes aperfeiçoa tudo e, quando incompatível com os compromissos de alguém, é definitivamente falsa. “
A mensagem é clara: em todas as condições humanas pode-se e deve-se testemunhar Jesus Cristo.
Estas palavras nos ajudam a entender a segunda leitura.
Paulo, respondendo às perguntas do Corintios, havia declarado abertamente uma preferência pela virgindade mais do que pelo casamento: “Estás livre de mulher? Não vá buscá-la”(1 Cor 7, 27). Ele começou a falar dos dois estados de vida com uma declaração surpreendente, e que certamente não deve ser tomada literalmente: “É bom para o homem não tocar em mulher” (1 Cor 7,1).
O apóstolo aqui assume a questão de se é ou não é lícito a um cristão ter relações sexuais (“tocar uma mulher “), ou seja, é preferível para Deus: se casar ou não se casar? Ele já descartou categoricamente a “porneia” (relações pré-matrimoniais), e agora compara a condição das pessoas casadas com aquela
das pessoas virgens.
A afirmação: “Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar ao Senhor. Quem tem esposa, cuida das coisas do mundo e do modo de agradar à esposa, e fica dividido” (1 Coríntios 7 ,32-34), não tem a intenção de mortificar o estado conjugal em comparação com a virgindade consagrada.
Para Paulo, todos os crentes, homens e mulheres, casados ​​ou não, devem se comprometer a viver o próprio estado de vida como um dom universal de santidade, em Cristo.
Claro, aos esposos não faltará as suas específicas “preocupações”, com algum esforço para viver em plenitude o relacionamento com o Senhor; mas as relações sexuais são legítimas e santificadoras, desde que nenhum dos cônjuges faça delas um uso egoísta.
Neste sentido, a preocupação fundamental dos cônjuges não deve ser aquela de “sim/não” à relação sexual, mas do “sim” à verdade desta diante de Deus
E a verdade do relacionamento conjugal é esta: Deus quer que os dois sejam “uma só carne” (Mt 19,4-6), e que o sejam de modo “virginal”, isto é, com pureza de coração e com pureza de amor.
Puro é o coração que no dom de si deseja em primeiro lugar, a felicidade do outro, sem instrumentalizar a relação sexual para o próprio prazer; puro é o amor, doado e recebido, que reconhece em Deus a sua Fonte e obedece cada dia a sua vontade e verdade.
É “o espírito dos cônjuges que não deve nunca ficar “impuro”, sugere Paulo, sabendo bem que a concupiscência da carne, mesmo no casamento, é um pecado grave e tentação do diabo, porque contradiz radicalmente o significado esponsal inscrito pelo Criador no corpo.
Voltando agora ao Evangelho, compreendemos que o egoísmo sexual conjugal, mesmo se partilhado, é para o matrimônio uma ruína essencialmente “diabólica” (“diabo” é o outro nome de Satanás, que ‘divide’), causa de profunda e dolorosa separação da alma do marido da alma da esposa, até mesmo na união dos seus corpos.
Em conclusão, sirvo-me aqui ainda de São Francisco de Sales: seja a devoção daqueles que não são casados, seja daqueles que são casados, são verdadeiras e justas diante de Deus, ainda que, nos dois diferentes estados de vida, igualmente chamados à santidade, cada um, também “nas coisas do mundo” antes de mais nada se preocupe “das coisas do Senhor” (1 Cor 7,32-33), ou seja, é o mesmo que dizer: buscar estar fazendo a Vontade de Deus em todas as suas ações.
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* Padre Angelo del Favero, cardiólogo, em 1978 co-fundou um dos primeiros centros de apoio à vida perto da Catedral de Trento. Tornou-se um carmelita em 1987. Foi ordenado sacerdote em 1991 e foi conselheiro espiritual no santuário de Tombetta, perto de Verona, Itália. Atualmente dedica-se à espiritualidade da vida no convento carmelita de Bolzano, na paróquia de Nossa Senhora do Monte Carmelo.
[Tradução Thácio Siqueira]
Padre Angelo del Favero *

Por que não adoro Maria

Vou dizer por que não adoro Maria, a mãe de Jesus; porque ela não é deusa! E…ponto final! Mas vou dizer por que a amo, respeito, louvo e venero. É porque não é todo dia que uma mulher dá à luz um filho como Jesus… Jesus é incomum e sua mãe também é. E vou dizer por que, além de falar com Jesus, eu também falo com Maria; é que eu creio que Maria não está dormindo o sono da espera pelo último dia da humanidade; ela está no céu, santificada e elevada pelo seu Filho. Falo a cristãos porque ateus não admitem nem Deus nem estes dogmas. Budistas, judeus e muçulmanos também não. Eles têm outros dogmas de fé. Como creio que o sangue de Jesus tem poder e que Jesus Cristo salva o céu está repleto de santos alguns dos quais nós, católicos, retratamos e lembramos em imagens para não esquecer deles. Como não há humanos perfeitos tiveram seus limites, mas assim mesmo eram ……..

crentes e pregadores melhores do que nós.
Se Jesus salva a quem o segue, então é claro que a mãe dele está no céu porque Maria foi quem melhor o seguiu. Raciocinem comigo. Se Jesus ainda não levou nem a mãe dele para o céu, então Mateus exagerou; todo o poder não foi dado a ele… Se até agora ninguém entrou no céu, então a estação de baldeação onde ficam as almas à espera do último dia do planeta deve estar superlotado.
Intercessão
É por crer que o céu está repleto de humanos que Jesus salvou que peço intercessão dos salvos no céu e aceito também a dos que se proclamam salvos já nesta vida porque aceitaram Jesus. Se eles estão salvos a mãe de Jesus esta super-hiper-salva…É a razão pela qual peço a Maria que, lá no céu, ore por mim e comigo. Se padre e pastor podem interceder a Jesus por mim então a mãe de Jesus pode mais. Ela é mais de Jesus que todos nós juntos. Se aceito os intercessores da terra, que diante das câmeras, de manhã e de noite, em emocionados programas de rádio e televisão, dizem de boca cheia que vão orar e oram pelos seus fiéis, então eu posso acreditar nos santos do céu que Jesus já salvou. Entre os salvos escolhi Maria a mãe de Jesus para orar comigo e por mim e pelos que me pedem orações. Eu creio que ela está viva no céu. De Jesus ela foi quem mais entendeu neste mundo, e imagino que continue a ser no céu a que mais sintoniza com Ele.
Como creio que Jesus não era um simples homem e que ele de fato era o Filho eterno que se encarnou não tenho como explicar isso a um judeu, um muçulmano ou um ateu. Mas para cristãos parece-me lógico explicar por que razão não adoro Maria e por que razão eu escolhi a intercessão desta humana acima de qualquer outro cristão.
Não acho que Deus espera pelo toque da última trombeta para levar seus filhos para perto dele. Não esperaremos 10 ou 100 mil anos para entrar no céu. Jesus já disse que iria preparar-nos um lugar e que viria e levaria com ele os que ele resgatou. E penso que Maria foi o primeiro grande fruto da santidade de Jesus: santificou primeiro a mãe dele.
Se eu disser que Jesus foi um simples profeta e que ele não é o Cristo, nem tem poder algum, e que tudo foi empulhação dos primeiros cristãos, então terei que descartar Maria e situá-la no mesmo nível de qualquer mulher mãe. Mas, se eu aceitar que ele é do céu e que houve um tremendo momento da humanidade no qual Deus se manifestou assumindo a natureza humana, então, seja eu católico ortodoxo, ou evangélico, ou pentecostal, terei que louvar e enaltecer a mãe dele. Nunca houve mulher mais privilegiada do que ela. Pagou, com o filho o alto preço da redenção, porque mesmo sendo humana esteve lá de Belém até à cruz assumindo tudo com ele, da mesma forma que hoje nós nos associamos às dores dos outros em nome dele.
Vou dizer outra vez por que não adoro Maria. Eu só adoro a Deus e Maria não foi, não é, nem nunca será deusa. Mas vou dizer outra vez porque a coloco acima de todos os papas, bispos, padres e pastores do mundo. É que nenhum de nós conhece Jesus como Maria conheceu e conhece. A mãe dele foi o primeiro fruto de sua ação no mundo.
Se você me vir falando com Maria, não com a imagem dela, é claro, porque sei a diferença, pode apostar que é porque acredito no poder de Jesus Cristo e na sua promessa e porque também acredito em intercessão. Tenho um trato com o céu. Eu falo direto com o Pai, usando o nome do Filho que aqui se chamou Jesus, ou falo com Jesus que está no seio da Trindade, ou falo com os santos que ele salvou. E entre eles prefiro Maria a quem todos os dias peço que ore comigo e por mim agora e na hora de nossa morte.
Se você é cristão então não terá dificuldade de entender esse assunto de orar uns pelos outros. Se não for e achar essa doutrina estapafúrdia, continue achando. Ateus e outras religiões também têm seus credos estranhos ou estapafúrdios. Em nome do nazismo e do comunismo ou da ditadura do proletariado ou de uma raça, não defenderam no século passado Marx, Lenin, Stalin, Che Guevara e Fidel e, os da direita, Hitler, apesar das mortes que causaram? Cada qual aceita seus dogmas e faz suas faz a suas escolhas. Não mataram em nome de Jesus e de Maomé? Eu proclamo que os que deram a vida e não mataram estão no céu… Meus dogmas aceitos são muito mais suaves.
Escolhi crer que Deus existe e esteve entre nós e ainda se manifesta. Respeito quem não crê em Deus ou crê, mas não crê como eu. Espero o mesmo respeito. Não sou tão tolo quanto pareço, nem os que duvidam são tão espertos e humanitários quanto parecem. Vivemos de apalpar o tempo e a eternidade, sem saber o que fazer com ambos. Então, cada um defina sua vida a partir o que acha que entendeu. E ponto final!
Por:Padre Zezinho,SCJ
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Bons desejos e esperança

 
A novidade do ano que começa depende da disposição do coração de cada um de nós. Por isso é saudável cultivar os bons desejos e renovar a esperança. Os desejos bons precisam ser traduzidos em gestos e atitudes: acolher bem a todas as pessoas que passam pela nossa vida, ser tolerantes com aqueles que se opõem a nós, perdoar as ofensas, evitar falar mal das pessoas, não fazer-se de vítima e nem se colocar acima dos outros. Deixar que a luz que há em nós brilhe para iluminar e escuridão e aquecer a frieza de muitos corações. Tomar a ….
firme decisão de sermos mais simples e livrar-nos de tantas coisas de consumo que podem nos acomodar deixando-nos vazios, insatisfeitos e miseráveis de afeto. Livrar-nos também dos ressentimentos que amargam dentro de nós e nos transformam em pessoas tristes, mal amadas. Cultivar o desejo bom de sermos mais fraternos e assumirmos o desafio da convivência redentora. O ano será novo se quisermos recriar o nosso cotidiano:
“Corações renovados e estruturas renovadas para a missão”.
    O ano novo nos leva também a renovar a esperança. Colocar nossa esperança em ação. Agir com esperança significa que para nós os dias são bons e que, através da missão que realizamos, podemos colaborar para que as pessoas tenham vida mais plena. Por isso, renovamos nosso empenho pessoal no sentido de sermos mais dedicados à missão confiada a nós. Queremos trabalhar muito para que “o Evangelho seja anunciado de modo sempre novo”.
Que neste novo ano, “o Deus da esperança nos cumule de toda alegria e paz em nossa fé, a fim de que pela ação do Espírito Santo a nossa esperança transborde” (Rm 15,13).
   Que neste novo ano, “o Deus da esperança nos cumule de toda alegria e paz em nossa fé, a fim de que pela ação do Espírito Santo a nossa esperança transborde” (Rm 15,13). 
 
Pe.Fábio Bento da Costa CSsR
Superior Provincial

  Fonte:http://www.orapidinho.com.br

O AVIÃO DO PAPA E O DO PASTOR

Reportagem na Folha de 19 de dezembro dava conta de que o controvertido e inteligente pastor Silas Malafia comprou de segunda mão um avião a jato Gulfstream. Direito dele! Na mesma reportagem o pastor teria dito que o papa viaja em Jumbo e ninguém diz nada. Se ele disse é mais um de suas posturas polêmicas, porque a comparação claudica e se torna enganosa. É que o Gulfstream é da Igreja do Pastor Silas e o Jumbo no qual o Papa viaja não é da nossa Igreja: é alugado. Direito nosso! Algumas igrejas pentecostais   ……..

com menos de 3 milhões de fiéis têm aviões e é um direito delas. Os católicos com mais de um bilhão de fiéis e outras igrejas evangélicas não têm. E é uma escolha nossa. O que não é certo é justificar a propriedade de um avião dando a entender que o papa tem avião maior. Que ao menos os católicos saibam que não temos. Quando o papa viaja, alugamos.
Ter ou não ter um avião não torna uma igreja menos honesta. O que pode ser desonesto é semear confusão. Informe-se, portanto, aos católicos. Muitos pastores viajam em aviões de suas igrejas. Muitos outros não têm aviões. Nós católicos também optamos por não ter. Isso não faz ninguém melhor ou pior. Mas jogar confusão na mídia, sim, isto desdiz de um pregador da fé.
Que se restabeleça a verdade. Até porque, se o papa tivesse um avião a mídia do mundo já teria feito um estardalhaço a respeito. Não fez porque este avião não existe! Registre-se o fato! Tem avião quem quer. Nós não queremos. E, se algum dia, algum papa o quiser, os católicos terão o direito de concordar ou discordar. Não será um dogma de fé. Mas, por enquanto, quando o papa viaja o avião é alugado. Isso e apenas isso!

Pe. Zezinho scj