O amor pode terminar?

Quando tempo pode durar o casamento? Ou ainda, quando é que ele começa a desmoronar? Até há pouco, pensava-se que as primeiras crises chegassem depois de sete anos de “feliz” convivência. Em seguida, o tempo se abreviou, e o prazo de sua validade foi reduzido para cinco anos. Ultimamente, um levantamento feito pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, com aproximadamente 10 mil casais, descobriu que o amor não sobrevive mais de três anos – dado que coincide com outro estudo feito no Reino Unido, entre 2 mil casais. «Paixão eterna só existe na ficção», afirma o    ……

psicólogo Bernardo Jablonksi, autor do livro: “Até que a vida nos separe: a crise do casamento contemporâneo”. Contudo, as diversas separações pelas quais ele atravessou podem provir do fato de ter identificado o amor com a emoção: «Na paixão, você sofre, deixa de se alimentar, não consegue dormir. Não poder durar!».

Dessa confusão não escapa outro psicólogo de renome, Aílton Amélio. Fundamentado no princípio de que tudo na vida precisa ser alimentado para não morrer, ele conclui: «O amor pode terminar, porque precisa ser nutrido por fatos. É como andar de motocicleta: se parar, cai».
Apesar da dificuldade de distinguir as coisas, o cineasta Roberto Moreira consegue descortinar uma luz no fundo do túnel: «O amor pode ser eterno, mas a probabilidade é pequena. Relacionamento que dure mais de dez anos é um sucesso». Referindo-se ao seu filme “Quanto dura o amor?”, lançado em 2009, Moreira apresenta a solução do enigma: «Talvez o melhor título fosse “Quanto dura a paixão?”, porque o amor só existe quando o parceiro deixa de ser uma projeção nossa».
Como já se tornou lugar-comum afirmar, amor é a palavra mais inflacionada do planeta. Diz tudo e não diz nada! Pode ocultar um egoísmo tão atroz que seu fruto é o desespero e a morte.
Contudo, para os cristãos, sua realidade resplandece como o sol. Quem encontrou seu pleno significado foi o evangelista São João. Por que ele é o único dos apóstolos que, por mais vezes, se declara o “discípulo amado” por Jesus? A resposta é simples e… deslumbrante: porque foi ele quem escreveu a página mais comovedora da Bíblia e fez a descoberta mais revolucionária da história: «Deus é amor. Quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele» (1Jo 4,16).
Mas, o que é o amor? Eis a resposta de São João: «Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por Ele. O amor consiste no seguinte: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele que nos amou e nos enviou o seu Filho para nos libertar de nossos pecados» (1Jo 4,9-10).
Para São João, amar é dar o que de melhor existe no coração humano – sem dúvida, fruto do sacrifício – para que a pessoa que está ao lado tenha uma vida digna e plena. Assim como faz Deus, que oferece o que de mais precioso tem: Seu Filho Jesus. Amar é sair de si mesmo, é esvaziar-se de seus interesses para que o outro se liberte e se promova, em seu sentido mais verdadeiro e profundo. Por isso, o amor exige autodomínio e heroísmo ao pedir que nos coloquemos diante de cada pessoa sem levar em conta as emoções, as mágoas, os apegos e os preconceitos que se aninham em nosso coração. Amar é tomar sempre a iniciativa: «Não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho».
O amor humano, embora bonito, misterioso e arrebatador, não é suficiente para preencher o espírito humano. Se é indispensável para iniciar um casamento, é insuficiente para mantê-lo de pé a vida inteira: «O fato de sermos amados por Deus enche-nos de alegria. O amor humano encontra sua plenitude quando participa do amor divino, do amor de Jesus que se entrega solidariamente por nós em seu amor pleno até o fim» (Documento de Aparecida, 117).
O que pode acabar – às vezes, com uma rapidez tão espantosa que se transforma em seu contrário – é a emoção, o sentimento, a emotividade. Mas o amor verdadeiro nunca termina, simplesmente porque se identifica com Deus. Nessa simbiose divina, ele passa a ter a fisionomia de Deus: paciente e prestativo, humilde e perseverante, misericordioso e gratuito: «Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta» (Cf. I Cor 13,4-7).
Por: Dom Redovino Rizzardo, cs
Bispo de Dourados – MS
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IGREJAS SUPER- ABENÇOADAS

Quando vi aquele irmão neo-pentecostal dizer na televisão que Deus estava abençoando a sua Igreja com crescimento e incontáveis conversões entendi e concordei. • Mas quando ele disse que lá existe mais verdade, mais milagres, mais graça e, com os seus 2,5 milhões de fiéis, desdenhou da nossa com 1,2 bilhões; isto é, 500 vezes maior e certamente 20 séculos mais antiga que a dele, não gostei.
•O fato de Deus abençoa-los não quer dizer que não nos abençoa. Deus tem graças para todo mundo. E já estava nos abençoando com inúmeros santos, escolas, creches, missões, asilos, hospitais, milhares de obras sociais, culturais, de resgate, de curas, de conversão, de perdão e de reconstrução. • Jesus em Mt 7, 1 nos   …….

proíbe julgar os outros. Em Mt 7, 21-28 e Mt 24, 23-25; e em Mt 25, 31-46 nos diz que números, milagres, exorcismos, curas e profecias, nem sempre são sinais de que ele está com um grupo religioso. Diz até (em Mt 24, 23-28) que haveria muitos charlatões usando-a religião para fazer adeptos e fulmina em 7, 21-23 os pregadores donos da verdade dizendo que não os reconheceria como gente dele, mesmo que tenham obrado curas, exorcismos e convertido multidões!
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Eu penso diferente desses irmãos. Deus abençoa e envia seu espírito aos bons, aos simples e aos sinceros, até mesmo aos pagãos (Atos 10, 45). Ele dá a sua graça aos humildes de todas as Igrejas e rejeitas os soberbos de qualquer Igreja (Tg 4,6 ).
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Talvez seja hora de pararmos de dizer que nós ou nossa Igreja somos mais abençoados do que os outros. Há imensa vaidade nesse tipo de marketing. Por que não deixamos isso a Deus? Ele sabe a quem pertencem o lugarà esquerda e à direita do Cristo. É uma decisão que Jesus afirmou que nem dele dependerá. ( Mt 20,23)
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Acho que a graça do ecumenismo é uma graça grandiosa. Não temos que concordar em tudo com os outros irmãos em Cristo, mas temos que respeitá-los. Se Jesus disse que milagres, profecias, crescimento, dinheiro, poder, exorcismos nem sempre provam que alguém é dele, então deve ser porque o sinal de pertença a ele é outro.
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O fariseu que perto do altar garantia ser melhor do que o publicam lá atrás que nem ousava levantar os olhos ( Lc 18,10-19) saiu impuro porque falou e orou errado.O publicano saiu purificado.
Deus nos liberte do marketing farisaico de quem se acha mais santo e mais fiel do que os outros. Se errarmos, corrijamos, se o irmão errar lembremos a ele que errou, mas que nenhum de nós ache que por saber mais ou orar mais é mais do que o outro. Só Deus pode julgar isso. Nós, agradeçamos a luz dele que está em nós e nos outros. Afinal, ele sabe porque alguns crescem e outros diminuem e porque os que hoje crescem amanhã talvez diminuam. É só ler os livros de História. Ver uma luz é uma coisa. Proclamar-se o único que a vê é outra!…

Por:   Pe. Zezinho

Fonte:http://www.padrezezinhoscj.com

Imagem de João Paulo II sai em peregrinação em 80 paróquias

 
A imagem de João Paulo II, que irá compor memorial que está sendo construído em sua homenagem no Câmpus II da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC de Goiás), iniciou hoje sua peregrinação por 80 paróquias de Goiânia e de 15 municípios do estado, que culminará em sua chegada, de volta à capital, no dia 15 de outubro, data em que se comemora os 20 anos da visita do papa e quando será inaugurado o Memorial João Paulo II.


Clique aqui para conferir a lista completa das Paróquias que receberão a imagem.

O método preventivo de Dom Bosco

Manter a disciplina numa sala de aulas constituída de adolescentes é uma dificuldade que, com algumas variantes, mostra-se quase tão antiga como a civilização. Os mestres de Santo Agostinho poderiam dar um testemunho valioso a esse respeito. Em outros tempos, os métodos usados eram muito mais diretos que os atuais e davam resultados imediatos, proporcionais à energia e à força de personalidade do professor. Mas o problema de fundo não deixa de ser o mesmo, hoje como ontem. A educação não se restringe a conseguir manter, dentro do recinto de uma sala de aulas, todos os alunos em ordem e silêncio, para que o professor possa transmitir com eficácia seus ensinamentos. O bom educador deve  …..

saber moldar a personalidade de seus discípulos, corrigindo os defeitos, estimulando as qualidades, fazendo-os amar os princípios que orientarão a vida. Numa boa educação, a formação religiosa ocupa lugar principal, pois sem amor de Deus e auxílio da graça ninguém consegue vencer as más inclinações e praticar estavelmente a virtude.

Da teoria à prática…

Na teoria, tudo isso é muito fácil… Mas, como pô-la em prática no mundo de hoje, no qual são tão numerosas e atraentes as solicitações para o mal e os educadores sentem crescente dificuldade de exercer influência sobre os jovens?
O problema já era candente na época de São João Bosco. A sociedade de então passava por grandes transformações, sobretudo de mentalidade. E a juventude, sempre ávida de novidades, afastava-se da religião e perdia o rumo.
Dom Bosco fazia o “milagre” – muito maior do que todos os outros por ele realizados – de atrair e formar jovens que já não se deixavam moldar pelos antigos métodos educacionais e se subtraíam à ação da Igreja.

Tentativas de penetrar o segredo do método preventivo
Eram tão surpreendentes os resultados obtidos pelo fundador dos salesianos que muitos de seus coetâneos procuravam insistentemente arrancar dele o “segredo” de seu êxito.
Essa mesma intenção teve o reitor do seminário maior de Montpellier, quando enviou uma carta a Dom Bosco, perguntando qual o segredo da pedagogia utilizada por ele. Imagine-se sua surpresa ao receber a seguinte resposta: “Consigo de meus meninos tudo o que desejo, graças ao temor de Deus infundido em seus corações”.
Não satisfeito, o reitor enviou uma segunda carta, mas a esta o Santo não soube responder, pois nunca havia feito um estudo sobre a matéria. O livro do qual ele tirava seus ensinamentos era sua própria vida.

Confiança: o instrumento do bom educador
Discorrendo sobre o mesmo assunto com o cardeal Tosti, em Roma, numa manhã de 1858, disse-lhe São João Bosco: “Veja, Eminência, é impossível educar bem a juventude se não se lhe conquista a confiança”. Em seguida, para dar-lhe um exemplo concreto, ele o convidou a acompanhá-lo à Praça del Popolo, onde facilmente encontrariam grupos de jovens brincando, e poderia demonstrar a eficácia de seu método. Mas quando desceu da carruagem, a turma de meninos que brincava na praça fugiu correndo.
Certamente julgaram que esse padre lhes ia fazer um pequeno sermão ou repreendê-los por alguma falta. O cardeal ficara dentro do veículo, assistindo à cena, e se divertia, julgando que aquele primeiro fracasso levaria Dom Bosco a desistir da experiência. Mas este não se deixou abater e, em poucos minutos, com sua vivacidade e irresistível bondade, tinha uma pequena multidão de jovenzinhos à sua volta se divertindo com seus jogos e entusiasmados com sua bondade. Chegado o momento de se retirar, eles formaram duas fileiras diante do coche, para aclamar o sorridente sacerdote enquanto este passava. O cardeal tinha dificuldade em acreditar no que estava vendo…

Evitar o pecado: a essência do método preventivo
Afinal, como fazia São João Bosco para cativar a juventude?
Como primeiro objetivo, pretendia ele evitar todo e qualquer tipo de pecado, usando de grande vigilância, acompanhada de amorosa solicitude. Não de um modo esmagador e glacial, mas paternal e afetuoso. A essa tática de conduzir os jovens o santo educador deu o nome de “método preventivo”, em confronto com o outro então em voga, denominado “repressivo”, o qual tinha por base os castigos.

Esse modelar formador da juventude não perdia ocasião de coarctar o avanço do mal. Mesmo nos recreios, seu olhar atento logo conseguia descobrir onde estava a rixa ou de onde provinham palavras reprováveis e, sem demora, desfazia a confusão com hábil jovialidade, pois ele era a alma dos divertimentos, como seus alunos testemunhavam.

Não raras vezes, ele desafiava todos os meninos, de uma só vez, para uma corrida. Então erguia a batina, contava até três e deixava aquela turba de jovens para trás: Dom Bosco sempre chegava em primeiro lugar. Quando já tinha 53 anos, ele ainda deixava os espectadores estupefatos com sua agilidade, pois nunca perdia uma corrida com os alunos do Oratório.

Suavidade na repreensão
São João Bosco jamais dava castigos corporais, na convicção de que isso só incitaria os corações à revolta e fecharia a alma do jovem para os conselhos salutares. A maneira pela qual ele repreendia era através de uma palavra fria, um olhar triste, uma mão retraída, ou qualquer outro sinal discreto de desagrado com alguma falta. Mas os resultados demonstravam ser extremamente eficaz essa forma de correção.
Certa noite, logo após as orações, Dom Bosco queria dirigir aos meninos algumas palavras benfazejas, antes de irem dormir, mas tal era a algazarra que ele não conseguiu obter silêncio. Após alguns minutos de espera, comunicou-lhes: “Não estou contente com vocês! Vão dormir. Esta noite não lhes digo nada”. A partir desse dia nunca mais foi necessário usar uma sineta para que os rapazes fizessem silêncio.
Poderia, porém, surgir uma dúvida a respeito de tal método. Essa vigilância para evitar o pecado não acabaria por tirar a liberdade ao jovem?
A natureza humana é feita para o equilíbrio: não sufocar a liberdade nem, muito menos, permitir uma indisciplina desenfreada. Essa conjunção, São João Bosco soube fazê-la admiravelmente. Apesar de toda a vivacidade e afeto no trato com os jovens, estes sempre mantinham uma atitude de respeito e admiração para com seu mestre.

Alegria, tempero indispensável
O ambiente no refeitório do Oratório era uma comprovação desse relacionamento harmonioso, quando Dom Bosco demorava algum tempo mais para terminar sua refeição, à qual tinha chegado atrasado. Assim que os outros superiores saíam, uma multidão de jovens entrava correndo e ocupava todo o recinto, não deixando espaço vazio. Alguns se aproximavam tanto que quase encostavam suas cabeças nos ombros dele, outros se apoiavam no espaldar de sua cadeira e os mais pequeninos se enfiavam debaixo da mesa. Qual não era a surpresa comovida do Santo ao ver aquelas pequenas cabecinhas dali saírem, com o único fim de estarem mais perto de seu pai. A liberdade com que aqueles jovenzinhos dele se aproximavam e a veneração que lhe devotavam constituíam realmente um quadro comovedor.
Uma ocasião como essa era uma excelente oportunidade de fazer o bem. O zeloso sacerdote aproveitava então para contar uma história, dar um bom conselho, fazer perguntas, até que o sino indicasse a hora da oração da noite, ou seja, o fim desse convívio enternecido.
Como se vê, a alegria ocupava um grande papel no método educativo de Dom Bosco. Com ela, pretendia o Santo tornar a vida leve e criar disposições para os meninos abrirem a alma à influência dele e ao sobrenatural. Um dos meios que utilizava eram os jogos e diversões, dos quais o próprio educador participava.
Num desses divertimentos, ele alinhava todos os meninos em uma única fila e lhes recomendava: “Atenção! Façam tudo como eu fizer. Quem não fizer como eu faço, sai da brincadeira”. Isso dito, começava seu percurso, ora correndo com os braços para o ar, ora fazendo gestos espetaculares, batia palmas, pulava com uma só perna, ameaçava parar numa árvore, mas logo depois saía correndo de novo. Desse modo, entretinha e criava um ambiente de alegria para aqueles jovens.
Com tais recursos e, sobretudo, com a graça divina, São João Bosco conseguia levá-los a amar a Deus com alegria. Para esse efeito, a música era um instrumento valioso, a ponto de ele dizer que uma casa sem música é como um corpo sem alma.

Frequência aos sacramentos e devoção a Nossa Senhora

A perseverança só é possível pela frequência aos sacramentos e uma ardente devoção a Nossa Senhora.
Na confissão, Dom Bosco pacificava as consciências, infundia confiança nas almas, conduzia seus juvenis penitentes a Deus. Bela descrição dessas confissões nos faz Huysmans, escritor católico do séc. XIX:

“Nosso Santo, trazendo no semblante a bonomia de um velho vigário do interior, puxava para perto de si o menino que tinha terminado o exame de consciência e, tomando-o pelo pescoço, envolvia-o com o braço esquerdo e fazia o pequeno penitente apoiar a cabeça no seu coração. Não era mais o juiz. Era o pai que ajudava os filhos, na confissão tantas vezes penosa das faltas mais pequeninas.”
Por meio da comunhão freqüente queria São João Bosco fortificar a alma dos jovens contra as investidas infernais. Para ele, a Primeira Comunhão deveria ser feita o mais cedo possível: “Quando um menino sabe distinguir entre o pão comum e o Pão Eucarístico, quando se acha suficientemente instruído, não é preciso olhar para a idade. Venha logo o Rei do Céu reinar nessa alma”.
Seguindo os sábios conselhos maternos, Dom Bosco fez da devoção a Maria Santíssima, sob a bela invocação de Maria Auxiliadora, uma coluna da espiritualidade dos salesianos. “Se chegares a ser padre – repetia-lhe afetuosamente ‘mamma Margherita’ – propaga sem cessar a devoção a Nossa Senhora”.

Método preventivo e graça divina
Na realidade, o método preventivo de Dom Bosco é uma forma adaptada às novas gerações – e plenamente atual – de predispor os jovens para serem flexíveis à ação da graça divina. É ela a verdadeira causa do êxito surpreendente desse grande educador que marcou sua época, até nossos dias, com seu inovador método transmitido a seus seguidores, os sacerdotes salesianos e as filhas de Maria Auxiliadora.

por Thiago de Oliveira Geraldo

Previnir, Não Reprimir O Sistema Preventivo de Dom Bosco

É sabido por todos que o processo ensino-aprendizagem não acontece sempre de modo tranquilo, sem resistências, conflitos  e desvios. A relação educador – educando, aparentemente fácil, está constantemente sendo desafiada no que diz respeito à questão dos limites. É preciso entendê-los e, sobretudo, saber trabalhá-los. Em educação, a disciplina que provém de uma boa relação educador – educando, relação estruturada sobre os limites, é de fundamental importância para o sucesso do processo educativo. É ela que, como experiência bem sucedida, vai proporcionar as condições ideais para que o educador consolide laços de confiança com o educando, tenha oportunidades efetivas de desempenhar bem sua função formativa. No Projeto Operativo de Dom Bosco, o Sistema Preventivo, a disciplina é vista como uma  …………
conquista que acontece a partir das forças interiores do mesmo. Ela não representa imposição, autoritarismo, muito menos algo que seja imposto de fora para dentro. Ela é vivida como uma convicção, como algo que nasce e se consolida a partir da opção do sujeito. Sendo assim, toda e qualquer ação que esteja voltada para uma possível “correção” do educando não pode basear-se em punições e castigos simplesmente.

      “A ‘correção’, na sua forma mais geral e comum, é da essência do sistema preventivo, porque, se os meninos não errassem, salvo raras exceções, não seriam mais meninos, e não precisariam mais de educação. 

(…) Ela, pois, acompanha necessariamente todos os momentos da ação educativa: palavra ao ouvido, avisos em particular e em público, boa-noite, bilhetinhos, chamadas à atenção no estudo e na aula, na recreação e nos passeios, na igreja e no dormitório, em toda parte”.   
The beginning of the activities


 
 
 Assim é o Sistema Preventivo 
 
 
de Dom Bosco
 

A TERRA NÃO É MAIS VERDE

Depois de ter levado de cinco a dez bilhões de anos para se formar, milhões de anos para ter o clima que hoje tem, e ainda, outros milhões para encher-se de verde, em menos de 60 anos, por ganância suicida de duas gerações no poder político e econômico do planeta, a Terra tem hoje menos de 20% do verde que um dia teve. Tentados pelo demônio do consumismo, duas gerações exauriram a mãe Terra. Tiraram dela a vida que podiam e suas descobertas em favor da vida humana não conseguiram devolver a vida ao planeta que agoniza com rapidez assustadora. A terra está morrendo! A continuar este processo- e tudo indica que  ….

a destruição prosseguirá – mais uma geração ainda desfrutará de água nas torneiras. Depois disso será o caos. Um em cada cidadão já não tem água potável por perto para beber. Isso equivale a 200 mil pessoas numa cidade de um milhão de habitantes. Como verde e água se interdependem, quem secou as fontes matou o verde e quem matou o verde secou as fontes. Nós vimos tudo isso e nada fizemos.

No Brasil, estados como o Paraná, o Rio Grande do Sul e São Paulo, a partir da década de 50, praticamente reduziram as suas matas a menos de 2 ou 3% do que eram. No mundo inteiro as matas e as vidas que ali viviam foram praticamente dizimadas. São mínimas as chances de se reconstituir o que foi destruído. Deixaram os colonos e as grandes companhias plantarem onde e o quanto quisessem. Para eles, aqueles hectares desmatados não afetariam o mundo. Acontece que todos pensaram assim no mundo inteiro. As dez ou cem mil árvores derrubadas e queimadas em cada propriedade preparada para o plantio nos trouxeram ao quadro de hoje. Acresçamos a isso o veneno das lavouras e a poluição do ar e dos rios.
É a triste realidade. A humanidade dos últimos 50 a 60 anos não descobriu apenas as bombas atômicas e as de hidrogênio quando começou sua marcha suicida. Potencializou em escala mundial uma outra arma: a da ganância e do lucro sem limite, que é uma das armas mais devastadoras que se conhece. É uma bomba de efeito rápido que não mata as pessoas na hora, mas mata as matas, o mar, o ar e as águas e empobrece ou tira dos habitantes de uma região condições de vida futura. Os bisnetos desses colonizadores terão muito mais dificuldade de sobreviver do cultivo da Terra.
É crime. Se inconsciente, ainda assim é erro colossal que afetará todos os descentes de quem o praticou. É por essa e outras razões que os religiosos estão incluindo na sua doutrina, entre os pecados mais graves dos nossos dias, junto ao terrorismo, também os pecados contra o planeta. Agredi-lo é agredir o futuro da humanidade. Talvez ainda nos salvemos. Mas quantos cidadãos estão dispostos a reflorestar um terço de suas propriedades? Com que água e com que recursos?…Que governante entende que se trata de sobrevivência do seu povo? 
Por: Padre Zezinho

Presença do Pai é fundamental para bom desenvolvimento da criança

“A presença do pai é importantíssima para o desenvolvimento geral da criança, tanto emocional, quanto físico, escolar, no dia a dia, e até no desenvolvimento espiritual”, afirmou a psicoterapeuta Maria Antonia de Camargo Maia.
A especialista explica que a figura paterna é uma referência de segurança para a criança. “O pai passa a firmeza da estrutura familiar, ele é o grande alicerce da família, portanto é importante que os filhos presenciem e vivam com essa presença masculina (…)  [Isso] vai ajudá-los a ter segurança na vida. O pai que é ausente traz para a criança o medo, o pânico, o desespero e a falta de coragem de enfrentar alguns problemas”.Acesse
.: Podcast: a experiência de um pai na formação das três filhas

Maria Antônia destaca ainda que é no relacionamento com o pai, que a criança vai se orientar para a vida, e que é um grande benefício para os filhos ter um pai bem humorado. “O pai tem que ser alegre, seguro e ser amigo… Ele entende a criança, conversa e brinca, mas além de tudo isso, ele é um grande orientador”, enfatiza.
Mas como o pai pode ser presente na vida dos filhos, em meio a correria do dia a dia?
A psicoterapeuta explica que o pouco tempo, que o pai tem para viver com a criança, precisa ser de qualidade e, ao chegar em casa, é preciso esquecer as dificuldades vividas no trabalho.
“Quando ele chegar em casa, exausto do trabalho, precisa esquecer os problemas pessoais e vivenciar com qualidade o ser pai. Com isso, ele estará educando e orientando a criança, e tanto o pai quanto o filho sairão ganhando”.
Maria Antônia enfatiza que se o pai trouxer a irritação vivida no trabalho para dentro de casa, ele “vai destruir o filho e o lar”.
E conclui, reforçando que, não é financeiramente que o filho necessita da presença do pai mas, nas poucas horas que ele estiver com a criança, ele precisa oferecer o que puder dar de si para o filho, “de coração, com qualidade, emoção e orientação”.