“OVELHAS E CABRITOS”
Pois foi só me falarem em “pastoral” e meus pensamentos começaram a procurar. De saída, acharam logo muitas mansas ovelhinhas (que, com o transcorrer do tempo se transformam em “oh! velhinhas!”), pois pastoral é tomar conta de ovelhas. Aí me veio uma idéia que nunca me tinha vindo – que as Sagradas Escrituras têm muita dó das ovelhas. Têm sim, pobrezinhas, tão sem expediente, bobinhas, balindo, balindo, mééé, mééé. Até pensei que a palavra “a- mééé-m” pode até …….

ter sido inventada por um pastor. Vem o lobo e as coitadinhas, sem um PO, Partido de Ovelhas, que lhes dê palavras de ordem e luta, saem correndo, cada uma numa direção, pensamento de ovelha é assim, feito casinha dos porquinhos, basta o lobo estufar e bufar para que tudo vá pelos ares, vão os pensamentos delas, as ovelhinhas em desabalada carreira, o lobo inteligente rindo e pensando “como são estúpidas”. Pecado de ovelha e burrice. Por isso que, sozinhas, elas estão perdidas. Até Jesus mesmo disse do povo, que andava desgarrado e errante como ovelha que não tem pastor. Na Bíblia, povo é feito ovelha, burro e sem iniciativa, do povo não se pode esperar nada, ovelha sem pastor está perdida, e pensei então que, talvez, os tais “movimentos populares” sejam isto, os lindos movimentos das ovelhas, todas juntas, todas balindo, até o urro do lobo… Não fosse assim elas não precisariam de pastor. Precisavam de pastor por serem fracas, burras e sem idéias próprias. Vendo, de longe, o seu branco e uniforme movimento, todas juntinhas, no meio dos pastos verdejantes e águas tranqüilas, a gente vai logo dizendo: “Que exemplo lindo de unidade partidária. Nenhuma tendo idéias próprias. Cada uma fazendo o que todas fazem. Seriam um bom partido. Ganhariam as eleições…” Por que é que os pastores perdem tempo com bichos tão burros? Bem, as metáforas são perigosas e é preciso não exagerar. Sei que, respeitados os limites poéticos, o pastor pastoreia por amor às ovelhas. Na vida real, entretanto, o pastor pastoreia porque as ovelhinhas lhe dão dividendos, boa lã, e até mesmo um churrasco de vez em quando, como disto dá testemunho o profeta Natã (II Samuel 12), se ele falou é porque esse era o costume. Na verdade não se compreende por que um pastor iria tomar conta gratuitamente das ovelhas, sem delas tomar algo de volta. Só se ele fosse membro de algum movimento ecológico e as ovelhas fossem animais em perigo de extinção. Mas desse susto não vamos morrer. As ovelhas são os animais que mais se reproduzem, estão por todos os lados, e Nietzsche chegou mesmo a dizer que quem quer que ousasse não balir como o rebanho que se internasse voluntariamente no hospício… Razão porque pastores e igrejas são muito necessários, para ter rebanhos de ovelhas cada vez maiores, pastor bom é aquele que consegue transformar em ovelhas os selvagens cabritos monteses. Tanto que as Igrejas são também chamadas de “aprisco”, aprisco sendo os currais especialmente feitos para proteger as ovelhas. Lembro-me que era assim quando eu era jovem, no aprisco a gente estava a salvo dos perigos do mundo, o lobo terrível que deseja comer Chapeuzinho Vermelho e a Vovozinha. Lá, no aprisco, só havia bons pensamentos, boas palavras, boas ações, pois o pastor e o seu conselho, de olhos vigilantes como o Olho Triangular de Deus, no centro do quadro “Os Dois Caminhos”, sabedores do que é bom para as ovelhas, cuidam para que nada de diferente aconteça. “Fareis tudo o que seu pastor mandar?” – perguntam papas, bispos, padres e pastores. “Faremos todas, faremos todas, faremos todas”, respondem as ovelhas em coro contrapontual.
Como vocês já devem ter percebido, meus pensamentos foram possuídos pelo espírito dos cabritos monteses, que muito desprezam as ovelhas, não aceitam ser conduzidos em rebanho, e sobem lá para as alturas das montanhas e precipícios, lugar onde nenhum pastor chega, e de lá ficam a contemplar a maravilha do mundo. Lá o ar é mais frio, estão mais próximos das nuvens e das águias, o silêncio é grande, e não deve por lá se aventurar quem tem medo de lobo ou de alturas.
A bem da verdade, nem sei se os lobos vão até lá. Talvez seja esta a razão por que os cabritos monteses não precisam de pastores: o próprio lobo tem medo das alturas. Pensei então, que a maneira certa de proteger as ovelhas não é botando elas no cercadinho do redil. Melhor é transformá-las em cabritos monteses, valentes, corajosos, fortes chifres enrolados… Claro, claro… Isto tem suas desvantagens. Quem se animaria a subir montanha acima para caçar cabrito para fazer churrasco? Além do que, se não me equivoco, cabrito não dá lã.

Em se falando em pastoral urbana, penso que o que se tem em mente é juntar as ovelhinhas todas num mesmo aprisco, para aquecimento mútuo, proteção e reforço de idéias. Mas, se ao invés de serem ovelhas elas fossem cabritos monteses, então a coisa seria muito diferente, e o pastor, que já não é mais pastor, poderia sugerir trilhas, escaladas, precipícios, panoramas – essas coisas que dão arrepios na alma e corpo, por estarem mais próximas de Deus. Acho difícil que as ovelhas, todas juntinhas unânimes, balindo para a traseira da ovelha que está na frente, possam ter idéias do divino, que freqüenta os ventos frios, flutua sobre as águas do caos primitivo, e não tem medo de entrar sozinho no deserto para se defrontar com o lobo face a face.
Me diga, com honestidade: Você confiaria num Deus parecido com ovelha? Deus parecido é Deus que precisa de pastor, fraco e sem iniciativa. Ora, se você não admira um Deus assim e porque Deus não pode ser ovelhinha, então se vamos ser imitadores de Deus temos de deixar de ser ovelhinhas.

A pastoral urbana não deixa de ser uma contradição, pois cidade não é lugar propício para a criação de ovelhas. Para se criar ovelhas nas cidades necessário se torna construir apriscos de formatos mais estranhos, que vão desde o formato de igrejas até o formato de partidos políticos – lugares onde, igualmente, todos balem a mesma forma.
É preciso reconhecer que cidade, por oposição aos “verdes pastos de águas tranqüilas”, mas se parece com montanha de pedra bruta, os caminhos são perigosos, tem bandido, tem polícia, tem motorista louco, tem as tentações da burrice como o Silvio Santos e o Gugu Liberato, além do jornal nacional e certos programas religiosos, e o problema é manter-se vivo, livre, inteligente e com humor… Mas há os recantos deliciosos: os jardins, os concertos, os amigos próximos, as livrarias, que prazer passear pelas livrarias, mesmo sem comprar nada, os livros: Guimarães Rosa, Gabriel Garcia Marques, Adélia Prado, Saramago, o cinema, do qual ovelhas e pastores gostam de falar mal, só porque não viram filmes com “Cheiro de Papaia Verde”, a Festa de Babette”, “A Lista de Schindler”, “A Lenda de Áquila”, “Como Água Para Chocolate”, filmes que fazem a alma voar e ter pensamentos bonitos. E vocês me perguntarão o que é que isto tem a ver com religião? Acho que nada. Tem que ver mesmo é com a vida. Até mesmo as burras ovelhas sabem que vida não é ficar no aprisco balindo, vida é pasto verdejantes e água fresca. É preciso que se entenda que, se existe um sentido para religião, o sentido é este: “É preciso viver intensamente”. Carpe Diem: colha o dia, como se fosse fruto delicioso. Do jeito mesmo como o fazem as burras ovelhinhas, que não pensam sobre o dia de amanhã, e tratam de gozar bem o dia de hoje porque amanhã, pode ser que tenham sido comidas pelo lobo ou tenham sido comidas pelo pastor.”

(Texto retirado da Escola de Educadores- CAJU – Rubem Alves)

Deus preenche plenamente o coração humano
Ao rezar, ao meio-dia, a oração do Ângelus junto a milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro neste último domingo do mês de junho, o Papa retomou o tema do chamado de Cristo e de suas exigências.
“Hoje, eu gostaria de convidar todos vós a contemplar o mistério do Coração divino-humano do Senhor Jesus, para extrair água da própria fonte do amor de Deus”, disse.
“Quem fixa seu olhar nesse …..

Coração atravessado e sempre aberto por amor a nós, sente a verdade desta invocação: ‘Ó Senhor, sois minha herança e minha taça’, e está pronto para deixar tudo por seguir o Senhor”, acrescentou.
O Pontífice destacou que “um jovem ou uma moça que deixa sua família de origem, os estudos ou o trabalho para se consagrar a Deus” é “um exemplo vivo de resposta radical à vocação divina”.
E garantiu que “esta é uma das experiências mais belas que existem na Igreja: ver, tocar com a mão a ação do Senhor na vida das pessoas; experimentar que Deus não é uma entidade abstrata, mas uma Realidade tão grande e forte como para preencher de uma maneira superabundante o coração do homem; uma Pessoa viva e próxima, que nos ama e pede ser amada”.
Também se referiu à “novidade e a prioridade absoluta do Reino de Deus que se faz presente na própria Pessoa de Jesus Cristo” e à “radicalidade que é devida ao amor de Deus, ao qual Jesus mesmo por primeiro obedece”.
Bento XVI continuou falando do seguimento radical da vocação divina indicando que “quem renuncia a tudo, inclusive a si mesmo, para seguir Jesus, entra em uma nova dimensão da liberdade”.

“Liberdade e amor coincidem! Ao contrário, obedecer ao próprio egoísmo conduz a rivalidades e conflitos”, concluiu Papa Bento XVI.

A falta de perdão impede a graça de Deus

Perdão e providência estão intimamente ligados. O perdão é uma condição fundamental! Urge fazer essa experiência e dar a Deus a chance de abrir as válvulas de nosso coração e “desprender” o perdão. Todos nós passamos por situações dolorosas que nos marcaram muito, por isso, ficamos magoados. São situações que envolvem pessoas, instituições, acontecimentos… Pode ser até que tenhamos nos magoado com Deus! Veja bem: esse …

“ficar sentido com Deus” é como um coágulo dentro das veias do nosso coração: ele impede o fluxo do sangue. Da mesma forma, a falta de perdão impede a graça de Deus.
Para muitos de nós é difícil perdoar porque isso implica tocar nas feridas e mexer em situações dolorosas. Implica abrir o coração e remexer no “lixão” da nossa vida. Seria mais fácil não tocar em nada disso! Mas imagine conservar uma lata cheia de lixo durante um mês dentro da sua casa! Ninguém iria aguentar o mau cheiro.
É isso que acontece conosco, e nos tornamos pessoas difíceis; talvez, as mais difíceis em nossa casa. Sabe qual é a causa disso? Mágoas e ressentimentos: a falta de perdão que carregamos conosco.
Por isso, Deus quer nos libertar. Quer “arejar a casa”. Jogar fora o lixo significa colocá-lo aos pés da cruz de Jesus, para que possa ser queimado. O lugar desse lixo não é seu coração, é aos pés da cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não é o seu coração, é o coração de Jesus.
Esse convite ao perdão não é uma imposição. Você poderia dizer: “Além de tudo pelo que eu já passei, ainda sou obrigado a perdoar?!” Não! Deus quer lhe dar a graça de retirar de seu coração tudo o que está estragado.
Lembre-se: Deus é amor! Somos Sua imagem e semelhança. Por isso, dentro de nós só podem ficar o amor e tudo o que o ajuda a amar. Aquilo que é contrário ao amor é tóxico, venenoso.

Somos feitos para o amor!

http://www.cancaonova.com.br/
Por: (Monselhor Jonas Abib)

Como deve ser nossa Catequese? 
Dom Eugênio, durante a homilia na missa, lembrou as características da catequese. “Nossa catequese precisa ser mais vivencial, mais bíblica, mais litúrgica e celebrativa e mais comprometida”, explicou. “A proposta da iniciação à vida cristã num estilo catecumenal precisa ser adotada na catequese mais no seu espírito do que na letra”, completou.
“Catequese deve ser evangelizadora” (Dom Eugênio Rixen).

CNBB afirma que Igreja Católica teve papel 
indispensável na aprovação da Lei Ficha Limpa
Dois dos temas tratados na coletiva de imprensa desta quinta-feira, 24, com a presidência CNBB, foram eleições 2010 e a lei Ficha Limpa. Sobre a lei, o  presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, fez questão de agradecer a ação da Igreja no Brasil, desde as comunidades até as dioceses, que contribuíram com 1,6 milhões de assinaturas para a aprovação da lei de iniciativa popular.  “A ação da Igreja Católica foi indispensável para a aprovação da Lei Ficha Limpa, pois …..

contribuímos desde as comunidades até as paróquias e dioceses, o que em números significa 90% da contribuição, dados que nos orgulham muito”, disse o presidente.
Dom Geraldo disse ainda que a Igreja fez sua parte e vai acompanhar o trabalho dos tribunais que irão dizer quem está apto a disputar as eleições. Ele ressaltou, porém, que a partir de agora está nas mãos da justiça brasileira coibir aqueles que não merecem disputar as eleições. “Ficha Limpa não é mais uma campanha, mas uma lei que agora está nas mãos da justiça. A CNBB através da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), no entanto, vai continuar acompanhando os trabalhos dos tribunais, que com certeza serão exercidos com grande competência”.
Eleições 2010
Questionado se a CNBB manifestará apoio a um candidato à presidência da República, ou irá avaliar propostas durante a corrida ao Planalto, dom Geraldo afirmou que não é competência da CNBB interferir no processo eleitoral brasileiro, mas ressaltou que a Conferência espera eleições limpas durante a disputa.
“A CNBB trabalha no campo moral, portanto, não é sua atribuição se intrometer no processo eleitoral. Manifestamos apenas a esperança  de uma corrida eleitoral justa e democrática, com respeito ao diferente e à diversidade de nosso país. Ao eleitor, pedimos que avalie bem os candidatos e lembramos que o processo eleitoral não termina ao confirmar o voto, mas continua ao longo dos mandatos”.

Por: http://www.cnbb.org.br

Missa bem celebrada 
é a melhor catequese eucarística, assegura Papa
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 18 de junho de 2010 (ZENIT.org).- “A melhor catequese sobre a Eucaristia é a própria Eucaristia bem celebrada”, assegura Bento XVI, ao exortar toda a Igreja a celebrá-la com toda a dignidade.
O Pontífice deu esta indicação central aos participantes do congresso da diocese de Roma, que começou no dia 15 de junho, na Basílica de São João de Latrão, catedral do bispo da Cidade Eterna. “A Santa Missa, celebrada com   …..

respeito pelas normas litúrgicas e com um uso adequado da riqueza dos sinais e gestos, favorece e promove o crescimento da fé eucarística”, garantiu o Papa.
“Na celebração eucarística, não inventamos algo, e sim entramos em uma realidade que nos precede; mais ainda, ela abarca o céu e a terra e, portanto, também o passado, o futuro e o presente.”
“Esta abertura universal, este encontro com todos os filhos e filhas de Deus, é a grandeza da Eucaristia: saímos ao encontro da realidade de Deus presente no corpo e no sangue do Ressuscitado entre nós.”
Portanto, “as prescrições litúrgicas ditadas pela Igreja não são algo exterior, mas expressam concretamente esta realidade da revelação do corpo e sangue de Cristo e, desta forma, a oração revela a fé”.

Segundo o Bispo de Roma, “é necessário que, na liturgia, apareça de forma clara a dimensão transcendente, a dimensão do mistério do encontro com o Divino, que ilumina e eleva também a dimensão ‘horizontal’, isto é, o laço de comunhão e de solidariedade que se dá entre os que pertencem à Igreja”.
De fato, “quando prevalece esta última, não se compreende plenamente a beleza, a profundidade e a importância do mistério celebrado”.
O Papa deu este conselho aos fiéis de Roma, em particular aos seus sacerdotes: “Celebrai os divinos mistérios com uma participação interior intensa, para que os homens e mulheres da nossa cidade possam santificar-se, entrar em contato com Deus, verdade absoluta e amor eterno”.
E exortou os católicos de Roma a “prestar mais atenção, entre outras coisas com grupos litúrgicos, à preparação e celebração da Eucaristia, para que os que participam possam encontrar o Senhor. Cristo Ressuscitado se faz presente em nosso hoje e nos reúne ao seu redor”.