SEMANA BÍBLICA
FORMAÇÃO PARA ANIMADORES DE COMUNIDADE

TEMA: EVANGELHO DE SÃO JOÃO

Pelo quinto ano consecutivo, as comunidades do Vicariato Leste, Forania São João Evangelista, reuniram-se nos dias 22 a 25 de setembro das 19 às 21 horas, para realizar a Semana Bíblica: Formação para Animadores de Comunidade, cujo tema foi: Evangelho de São João.
O evento aconteceu no novo salão paroquial, Dom Bosco, da Paróquia Sagrado Coração de Jesus e contou com a participação expressiva da comunidade. Também, ocorreram encenações bíblicas, cantos, palestras, dinâmicas, testemunhos, aprofundamento do Evangelho de São João e uma confraternização no final do evento.
A Semana Bíblica foi orientada pela Ir. Mercedes de Budallés Diez, teóloga, e assessorada pelas seguintes pessoas: Alice e Ismael Almeida, Alice Ikeada, Joana Darc, Lurdes e pelo Pe. Antônio Rocha de Souza(pároco.

Por: Wander Venerio C. de Freitas

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Livro da Semana: Pedagogia da Direção Espiritual


Todos necessitamos de direção espiritual para ajudar aos que nos procuram a encontrar-se consigo mesmos, com os outros e com Deus. O livro, pela facilidade da linguagem, vai ajudar aos que têm esse ministério e aos demais a crescer na fé, na esperança e no amor.

Frei Patrício Sciadini

Filme da Semana: Santo Antônio de Pádua

Santo Antônio é o primeiro filme realizado sobre a vida de um dos santos mais populares da Cristandade. Uma superprodução filmada em Pádua, Assis e outros belíssimos lugares.
Nascido de um nobre família portuguesa, Antônio desafiou o pai, ao se negar a participar das cruzadas contra os mouros. Converteu-se ao catolicismo em 1220, abdicando de toda a sua riqueza para viver como um frade franciscano.
Esta produção mostra as passagens mais importantes de sua vida: seu encontro com São Francisco, sua viagem ao Marrocos, os milagres e, sobretudo, sua pregação da Palavra de Deus. Um filme recomendado para todas as famílias.

Por:http://www.cot.org.br/blog/santo-antonio-de-padua/

SÃO SÉRGIO – (25 de setembro)

Em 1314, o casal de nobres Cyril e Maria Rostov tiveram um filho que recebeu o nome de Bartolomeu e que mais tarde, ao entrar para o monastério e ser ordenado, teve seu nome trocado para Sergio. Segundo a tradição, Bartolomeu estava sempre defasado em relação a seus irmãos no estudo das letras, e uma vez, ao ser severamente censurado por seu professor e seus pais, por aquilo que eles julgavam como preguiça, ele, desolado, fugiu para os campos.
Lá, inesperadamente, encontrou a entrada da floresta, um velho sábio, a quem confessou sua grande tristeza. O velho eremita ajoelhou-se com ele em prece e abençoou-o. A partir de então, Bartolomeu se tornou bem sucedido nos estudos. Ele reverentemente pediu ao sábio homem que fosse ate sua casa e lá, o ancião_ ate então desconhecido de todos e que nunca mais seria visto apos aquele dia _ profetizou aos pais do menino que este se tornaria um grande instrutor espiritual, em nome da Santíssima trindade e que ele atrairia muitos seguidores para o entendimento da Sabedoria divina.
Desde esta visita, Bartolomeu progrediu nos estudos. Ele ansiava por se ligar a um dos monastérios, que naqueles tempos eram os únicos lugares para se obter conhecimento, onde um homem poderia aprender a revelar a sabedoria de Deus dentro de si mesmo. Porém seu irmão já estava num mosteiro, então ele teve de ficar em casa com seus pais ate a idade de 23 anos. Quando seus pais morreram, ele doou tudo o que eles tinham e foi se juntar a seu irmão no mosteiro. Mas, o coração ardente do jovem buscador da verdade não estava satisfeito com aquela vida e decidiu ir para uma floresta selvagem, em um eremitério. Ele convenceu seu irmão a ir com ele e construíram uma capelinha a mais ou menos 20 milhas de Radonega, na floresta de Makovetz. Esta capela tão encantadoramente visualizada por Nicholas Roerich em sua famosa pintura São Sergio, O Construtor tornou-se a base de centros de educação espiritual fundados por toda a Rússia.
As durezas da vida na floresta foram, entretanto, demais para seu irmão e ele então logo retornou. Aqui começaram os anos de absoluta solidão, pois Bartolomeu foi visitado muito raramente e somente por um velho sacerdote, Mitrofan, que posteriormente o ordenou monge e deu-lhe o nome de Sergio. Durante esses anos difíceis, através da paciência, fortaleza e da rejeição ao medo, Sergio transformou em cristal puro, ativo e poderoso espírito, que mais tarde o levou a consumação de suas heróicas realizações. Nas regiões selvagens ele teve de lutar contra a fome, a depressão do espírito, o medo de animais selvagens e as forcas invisíveis das trevas. Segundo os Anais de Nikonov, Sergio perdeu ate o medo dos ursos reis das florestas selvagens da Rússia. Certa vez, vendo um imenso urso que se aproximava, com fome, de sua choupana, ele o alimentou com os restos de sua própria e escassa comida, e este urso tornou-se um amigo que o visitava pacificamente de vez em quando.
Sergio faleceu em 25 de setembro de 1392, aos 78 anos de idade, grandemente venerado por todos. Milagres continuaram a ser atribuídos a seu espírito, mesmo agora, pois tem havido inúmeros casos de visões nos quais ele aparece para aconselhar e guiar seu povo.

MILAGRES

Então, em total solicitude, os primeiros milagres aconteceram. Registrou-se que uma vez, enquanto lia sobre a vida da Mãe de Cristo, sua lâmpada a óleo apagou-se e Sergio estava tão imbuído da força de seu espírito que o livro irradiava uma luz celestial e ele pôde então ler. As noticias sobre o grande eremita se espalham pelo país e logo os primeiros peregrinos começam a aparecer, desejando imitar sua vida e pedindo ser aceitos como discípulos.

Fonte: (Condensado de um artigo escrito pelo secretario particular de Nicholas Roerich e publicado no exemplar de junho/julho de 1935, da revista New Dawn, em Hyderabad, India.)

A CULPA É DOS NOSSOS PAIS?

Desde antes de Cristo, já existiam aqueles que queriam colocar a culpa em alguém, podemos constatar tal fato no livro do Gênesis: “O Senhor Deus lhe replicou: – E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore proibida? O homem (Adão) respondeu: – A mulher (Eva) que me deste como companheira me ofereceu o fruto, e eu comi”. Nessa passagem da Sagrada Escritura, Adão, não quer assumir a responsabilidade por ter comido o fruto proibido, ele não teve dúvida em jogar a culpa em Eva. Querendo justificar-se diante do ocorrido, disse a Deus: foi ela que me ofereceu.
Assim como Adão somos nós, na condição de filhos, pois, quantas vezes culpamos nossos pais por tudo que aconteceu em nossas vidas. Várias vezes ficamos remoendo frases do tipo: se não sou nada nessa vida é culpa dos meus pais; se não tenho profissão e nem tão pouco um bom emprego é culpa deles; se hoje sou triste e revoltado é por que eles nunca me deram amor. Talvez, alguns que estão lendo esse escrito, um dia pensaram ou falaram assim: “é culpa dos meus pais sim, pois não pedi para nascer”.
Ficamos ruminando tais “ladainhas” quase que a vida inteira, “crucificando” nossos genitores por nossas inúmeras frustrações interiores e exteriores. Agimos assim, por que muitas das vezes só enxergamos nossos umbigos e nada mais, não temos coragem de dialogar francamente com eles. Mas, como dialogar se não aprendermos dialogar? Como não colocar culpa, se tudo indica que eles são culpados? Como amá-los se não conhecemos o amor?
Diante dos problemas que passamos na vida, queremos imediatamente dar respostas para tais. Por isso, utilizarei para responder algumas delas, uma frase do médico, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor Augusto Cury, tirado de um dos seus inúmeros livros, que diz: “o milagre do amor gera o espetáculo do diálogo”. Logo, sem amor não temos diálogo, se tiver, o segundo sem o primeiro, aquele será deficiente. Porém, temos que ter cuidado com o termo amor, pois, como afirma a Carta Encíclica Deus Caritas: “tornou-se hoje uma das palavras mais usadas e mesmo abusadas, à qual associamos significados completamente diferentes”. Temos que entender a palavra citada como Amor Ágape, pois, “os escritores Cristãos descreveram geralmente o ágape, como exposto por Jesus, como uma expressão do amor que é incondicional e voluntário, isto é, não discrimina, não tem nenhuma pré-condição, e é algo que se decide fazer voluntariamente”. Esses conselhos são de suma importância para nascer nos relacionamentos paternais e filiais, as “libertações” de acusações.
Outra solução para amenizar tal “crise” familiar entre pais e filhos é fazer a “experiência” do escutar, pois, quando escutamos ficamos “desarmados”, só ai compreendemos o que o outro tem para falar. Em seguida, somos “livres” de todos os preconceitos que se alojaram um dia em nossas vidas. Escutar com o “coração” é a chave para compreendermos aqueles que conceituamos erroneamente de culpados.
Portanto, para realizar a experiência do diálogo, do amor e da escuta, não basta entender essas teorias racionalmente é preciso vivê-las proximamente da família, pois, “as pessoas moram na mesma casa, comem da mesma comida, respiram o mesmo ar, mas estão distantes uns dos outros”, avalia Cury.

Por: Wander Venerio C. de Freitas